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Profissionais raros em TI: por que é tão difícil preencher algumas vagas?

Contratar para área de tecnologia é um desafio constante para os gestores de RH. Isso porque, infelizmente, o Brasil não forma profissionais na mesma medida que o mercado demanda

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Os profissionais mais raros são aqueles com perfil técnico, que também tenham capacidade analítica e estratégica. Ilustração: Conquest One

Paulo Exel (*)

O fato é que, na última década, o volume de dados cresceu exponencialmente, e passou a ser gerenciado de maneira totalmente digital. A tecnologia, que antes era coadjuvante nas empresas, passou a ser uma área estratégica e de alto impacto para os negócios. Essa transformação fez crescer a demanda por profissionais e criou um descompasso entre a alta procura e a baixa oferta.
Um levantamento feito pela Manpower Group, apontou que o Brasil é o segundo país que mais sofre com a escassez de profissionais qualificados, atrás apenas do Japão. Cerca de 71% das empresas apontam ter essa dificuldade. De acordo com o estudo, os profissionais de TI ocupam a oitava posição no ranking dos mais escassos, estando atrás de profissionais de nível técnico, artesãos, engenheiros, contadores.
Dentro da área de TI não é fácil listar quais são os profissionais mais raros, afinal essa demanda varia de acordo com a região, área, tipo de empresa e mudanças no mercado. No entanto, quando observarmos o mercado de contratações, conseguimos traçar um paralelo entre as demandas que estão mais recorrentes e as mais difíceis de serem preenchidas.
Pela minha experiência, consigo dizer que hoje os profissionais mais raros são aqueles com perfil técnico, que também tenham capacidade analítica e estratégica. É o caso de profissionais com conhecimento em análise de dados, que consigam não só trabalhar com as ferramentas, mas que também tenham expertise para interpretar as informações e transformá-las em estratégia para a empresa. Ou seja, mais do que as habilidades técnicas, as empresas buscam pessoas capazes de entender o impacto das ações de TI para o negócio.
Outro cargo cada dia mais necessário, são os responsáveis pela segurança da informação. O vazamento de dados pode comprometer a continuidade da empresa. Proteger-se de ataques e invasões é uma questão urgente e requer uma equipe com profundo conhecimento e atualizações constantes, uma vez que em pouco tempo as defesas ficam obsoletas. A Europa começou um movimento muito forte de proteção de dados, e isso já começou a refletir no Brasil através de subsidiárias Européias. No entanto, apesar de ser um nicho de atuação que tende a crescer, essa é uma área que poucos profissionais escolhem.
Com o avanço da velocidade de se criar novos produtos e funcionalidades surgiu ainda a necessidade por profissionais de desenvolvimento de softwares capazes de criar ferramentas para automatização de testes. Imagine um cenário onde um novo serviço de tecnologia está sendo disponibilizado. Após a fase de desenvolvimento e antes do lançamento, a ferramenta precisa ser testada em todas as interfaces, botões, navegabilidade, etc. Fazer isso manualmente encarece, e muito, a operação. Surge aí a necessidade de validar o código de programação de maneira automática. Mas para isso, precisamos de pessoas com expertise em ferramentas e processos que vizam automatizar essas etapas.
Acredito que convém falar também do programador de software. Apesar de não ser um profissional raro, a procura está cada dia maior, aumentando assim a disputa entre os candidatos que existem. Mais uma vez, não é a quantidade de profissionais, mais sim o descompasso entre a formação deles e as urgências que aparecem no mercado.
Uma vez que são raros e cada dia mais necessários, esses candidatos começam a fazer exigências e buscam trabalhar para empresas as quais acreditam. O propósito é a bola da vez nos requisitos para quem está sendo contratado. Mas, apesar da missão empresarial estar entre as condições especificadas por eles, o grande anseio é por maior flexibilidade: seja no horário de trabalho, na possibilidade de home office ou por um dress code mais informal. Outro grande desejo é que a empresa o mantenha exposto às novas tecnologias. Eles querem trabalhar em ambientes inovadores, que forneçam ferramentas e favoreçam seu desenvolvimento profissional.
Enquanto recrutador, defendo que os profissionais negociem sim com as empresas que os estão contratando. É uma via de mão dupla, onde ambos os lados têm muito a ganhar. Mas, faço um alerta para que a negociação não se transforme em exigências, drenando o interesse e a confiança de quem está com a vaga aberta.
Algumas atitudes podem prejudicar o candidato. Falar de salário, benefícios e bônus logo no primeiro contato é uma delas. É o início do relacionamento, ambos os lados precisam se conhecer. Nessa fase, o candidato precisa explorar as oportunidades do projeto para o qual está sendo recrutado. Fazer perguntas sobre a cultura da empresa, sobre a liderança, os desafios, as responsabilidades e o futuro são o caminho mais educado e de quem tem verdadeiro interesse por uma oportunidade profissional. Esperar que a empresa mude sua política e cultura só para tê-lo na equipe pode passar a mensagem de que você é um profissional arrogante, e, portanto, por mais que seja qualificado para a vaga, não servirá para fazer parte do time.
Com tanta complexidade, as consultorias especializadas no recrutamento de TI são grandes parceiras na hora de encontrar os profissionais raros desse segmento. Isso porque elas trabalham em conjunto com a área de Recursos Humanos, para definir o plano estratégico e o diagnóstico de perfil ideal para cada vaga. Outro diferencial que torna as boutiques de recrutamento essenciais são o networking e o relacionamento contínuo com o mercado e com um nicho específico. Sem isso, encontrar os talentos nessa área torna-se, cada vez mais, uma tarefa quase impossível.

(*) É formado em Administração de Empresas, possui MBA executivo em Gestão de Negócios
e tem certificação em coaching.

Como abrir, formalmente, sua empresa pela internet

Abrir a própria empresa é o sonho de muitos brasileiros, mas tornar-se um empreendedor requer algumas especificidades. Não dá para, simplesmente, começar a vender mercadorias ou prestar determinado serviço, sem formalizar seu negócio.
Dentre diversos passos necessários para isso, é preciso ter uma ferramenta tão útil quanto indispensável: o Certificado Digital ICP-Brasil, nas suas versões e-CPF e e-CNPJ. É relativamente comum as pessoas associarem esta tecnologia apenas ao envio de informações à Receita Federal do Brasil (RFB), mas por meio dela é possível muito mais. Veja como o Certificado Digital é fundamental para iniciar e operar o seu negócio:

1) Abertura de empresas
Para que o negócio seja, realmente, formalizado como empresa, é necessário realizar um registro na Junta Comercial do estado, o qual já pode ser feito digitalmente em várias localidades do país (PI, SP, RS, MS, MG, PR, BA, CE, PB, GO e MT), por quem tem Certificado Digital. O principal benefício é a comodidade e a agilidade da tramitação dos processos realizados no meio eletrônico e a possibilidade de fazer a solicitação 24 horas por dia e sete dias por semana.
"Para abrir uma empresa pode ser usado qualquer tipo de Certificado e-CPF, seja armazenado no token – uma espécie de pen drive-, computador, cartão inteligente ou nuvem, conhecido como remoteID", explica Leonardo Gonçalves, diretor comercial da Certisign. Segundo o executivo, o Certificado é o que garante a autenticidade das informações e, por isso, ele é exigido pelas Juntas nos processos on-line.

2) Envio de informações à Receita Federal
Abriu o seu negócio? Pronto. Agora você tem um CNPJ e precisará de um outro tipo de Certificado para operar a sua empresa, o e-CNPJ. É por meio dele que serão enviadas as entregas fiscais relativas a sua companhia.

3) Emissão de Notas Fiscais Eletrônicas
Com o mesmo Certificado e-CNPJ, que você enviará as entregas fiscais, é possível emitir a Nota Fiscal Eletrônica –NF-e e a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica – NFS-e de forma automatizada para você ter o controle do seu caixa e se manter em dia com o Fisco.

4) Assinar documentos digitalmente
Com o e-CPF e o e-CNPJ em mãos você pode agilizar sua rotina pessoal e profissional com poucos cliques. Isso porque com ambos os Certificados você pode assinar documentos pela internet, sem papel e sem caneta. "Por exemplo, você pode firmar parcerias com empresas ou contratar fornecedores de outros estados sem se preocupar com a logística para a formalização do contrato. Toda tramitação é feita de forma eletrônica com validade jurídica - assegurada pela legislação-, por meio do uso do Certificado Digital e um portal de assinaturas".
Funciona assim: com o Certificado Digital e-CNPJ, você pode assinar contratos concernentes à empresa propriamente dita, enquanto que o e-CPF permite a formalização de documentos relacionados ao seu dia a dia de pessoa física.

 
 
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