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'Brasil e EUA nunca estiveram tão próximos', diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (19) que o mandatário do Brasil, Jair Bolsonaro, tem feito um "trabalho espetacular" em seus pouco menos de três meses no cargo.

Brasil temproario

Donald Trump recebe Jair Bolsonaro na Casa Branca. Foto: EPA

A declaração foi dada durante a primeira visita de Bolsonaro à Casa Branca, que marca o alinhamento do novo governo brasileiro com os EUA.

"É uma honra ter o presidente Bolsonaro conosco, ele tem feito um trabalho espetacular. O Brasil é um grande amigo, e acredito que o relacionamento com os EUA nunca esteve tão próximo como agora", disse Trump. Já Bolsonaro afirmou que é uma "satisfação" estar nos Estados Unidos, "depois de algumas décadas de presidentes antiamericanos", ignorando as relações amigáveis entre Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso e George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva.

"O Brasil mudou a partir de 2019 e, obviamente, temos muito a conversar, muita coisa a oferecer um para o outro para o bem de nossos povos", declarou. Segundo o presidente, há "muita coisa em comum" entre ele e Trump. "O Brasil estará cada vez mais engajado com os nossos Estados Unidos", prometeu. Como sinal dessa nova política, o governo Bolsonaro assinou com os EUA um acordo para o uso comercial da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão, e derrubou a exigência de visto para turistas americanos, canadenses, australianos e japoneses.

Em troca, Trump indicou que apoiará a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) - o pedido de adesão foi formalizado em maio de 2017 -, mas o presidente dos Estados Unidos deu mais atenção à crise na Venezuela. "Todas as opções estão na mesa", disse o magnata, sem descartar um eventual pedido para o Brasil entrar em uma possível ação militar contra o regime de Nicolás Maduro. "Não discutimos isso ainda, vamos falar disso hoje", acrescentou.

Trump também presenteou Bolsonaro com uma camisa da seleção americana de futebol, enquanto o presidente brasileiro deu ao magnata um uniforme da equipe canarinho (ANSA).

Autor da Lei Seca diz que “guerra não está vencida”

Autor temproario

Na Igreja da Candelária, missa celebrou os dez anos da Lei Seca no Estado do Rio. Foto: Tomaz Silva/ABr

Agência Brasil

Os dez anos da Operação Lei Seca no estado do Rio de Janeiro foram comemorados ontem (19) com uma missa na Igreja da Candelária. A celebração reuniu agentes responsáveis pela operação e autoridades que coordenam o trabalho, que já flagrou 210 mil motoristas dirigindo sob a influência de álcool em 22 mil blitzes. O autor do projeto, deputado Hugo Leal (PSD), presenciou a solenidade e avaliou que, apesar de a lei ter provocado uma mudança de comportamento na sociedade, não se pode dizer que a guerra contra esse tipo de acidente de trânsito está vencida.

"A guerra não está vencida. O trânsito ainda mata muita gente", disse ele, que acompanha estudos e testes de um novo equipamento capaz de verificar se os motoristas utilizaram outras substâncias psicoativas, como drogas ilícitas e remédios psiquiátricos com efeitos colaterais mais fortes. Segundo Hugo Leal, quatro modelos do "drogômetro" já estão passando por testes e podem ser homologados pelo Denatran e pelo Inmetro, antes de serem adotados pelos estados. Os aparelhos identificam o consumo de até cinco substâncias por meio de uma análise da saliva.

"Não há necessidade de mudança na legislação. Ela já fala em qualquer substância psicoativa", explicou ele, que exemplificou a importância dessa fiscalização nas estradas, onde caminhoneiros, às vezes, dirigem sob efeito de substâncias para sentirem menos sono ou cansaço. Coordenadora responsável pela operação Lei Seca no Rio de Janeiro, a delegada da Polícia Civil, Verônica de Oliveira, afirmou que a Lei Seca conta com aprovação de 90% da população.

"A população se conscientizou da importância do papel da Operação Lei Seca, que não é apenas e puramente uma simples realização de blitz. É um trabalho de educação, prevenção e, principalmente, de inclusão social das vítimas de acidentes que trabalham conosco na parte de educação", explicou. Ela chamou atenção para a redução do número de mortes em acidentes de trânsito no estado do Rio, que chega a 53% segundo números do DPVAT , responsável pelo seguro de familiares das vítimas de acidentes. O número de indenizações desse tipo caiu de 5.173 em 2008 para 2.547 em 2018.

Decisão do STF foi o 'maior golpe' contra a Lava Jato

O senador Alvaro Dias (Pode-PR) criticou a decisão do STF que transferiu para o TSE a competência para julgar crimes comuns — como corrupção e lavagem de dinheiro — quando relacionados a crimes eleitorais, a exemplo do caixa dois. Para ele, o posicionamento da Corte representa o maior “golpe” praticado contra a Operação Lava Jato. Ele pediu a aprovação, em regime de urgência, de projetos que revertam essa decisão.

Alvaro informou que apresentou projeto com o objetivo de excluir da Justiça Eleitoral a competência para processar e julgar os crimes cometidos contra a administração pública e aqueles que lhes forem conexos. Uma das justificativas do senador para que a iniciativa seja acatada está baseada na atuação dos ministros do STF.

"Advogados militantes, que podem perfeitamente, durante o dia, preparar a defesa dos seus clientes e, à noite, com a toga de juízes, julgá-los. Portanto, não é esse o caminho de uma nova Justiça. É preciso, inclusive, questionar a Justiça Eleitoral em razão do modelo próprio, do modelo único existente no Brasil. Não há modelo semelhante em nenhuma nação do mundo", afirmou (Ag.Senado).

'Santa Sé está de portas abertas à China', diz Vaticano

Santa temproario

O governo de Xi Jinping negocia reaproximação com o Vaticano. Foto: EPA

Às vésperas da visita do presidente Xi Jinping à Itália, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, afirmou ontem (19) que as portas "estão sempre abertas" para a China. "Da parte da Santa Sé, sempre houve disponibilidade. Os encontros acontecem quando as duas disponibilidades se colocam juntas", declarou Parolin, comentando a hipótese de um encontro entre Xi e o papa Francisco.

O presidente chinês visitará a Itália entre quinta-feira (21) e domingo (24), e deve assinar com o governo um protocolo de entendimento sobre a "Nova Rota da Seda", projeto que prevê investimentos trilionários em infraestrutura e telecomunicações. Roma está sendo pressionada pelos Estados Unidos e pela União Europeia a não aderir à chamada "Belt and Road Initiative" (Iniciativa do Cinturão e Rota, em tradução livre), mas deve ao menos firmar um memorando não vinculativo.

China e Vaticano não têm relações diplomáticas desde 1951, quando o menor país do mundo reconheceu a independência de Taiwan. Atualmente, a nação asiática conta com uma "igreja oficial", enquanto a Santa Sé atua quase na clandestinidade. O monópolio do cristianismo na China é exercido por uma conferência de bispos ligada ao Partido Comunista e nomeada à revelia do Papa (ANSA).

Previdência: falhas na comunicação não impedem a aprovação

A Reforma da Previdência parece mais difícil de sair do que o previsto pelo governo e pelas expectativas do mercado. Declarações do Presidente Jair Bolsonaro sobre a necessidade de rever alguns pontos, tornando a reforma mais branda podem representar uma quebra no que era esperado para que a economia brasileira se recupere.

Esse cenário onde se tem alguns ruídos na comunicação traz algumas incertezas sobre quais os reais pontos da Reforma que serão abordados e como alguns setores do mercado de ações responderão a essas negociações. O Analista da Nova Futura Investimentos, Alexandre Faturi, comentou sobre este cenário; ele vê a reforma da previdência como fundamental no cenário criado com a eleição do Presidente, embora as dificuldades na aprovação repercutam negativamente na Bolsa.

“É verdade que a atual comunicação do Governo e a incerteza política geram volatilidade no mercado acionário e nos juros, impactando negativamente o desempenho das ações, sobretudo de empresas estatais, no curto prazo. Mas ainda acreditamos na aprovação da Reforma da Previdência, considerada como o pilar de nosso cenário base. O pior caminho deve ser evitado pelo governo, visto a necessidade da Reforma e a pressão realizada por diversos agentes econômicos”, diz Alexandre.

Dessa forma, já se vê uma pressão maior para que essas falhas na comunicação do Governo não prejudiquem muito a capacidade política de negociação da Reforma. As dificuldades nessa negociação, ou até mesmo a demora com a sua aprovação, geram uma oscilação no mercado financeiro que por enquanto botam em espera as expectativas positivas sobre a economia. Apesar disso, a visão sobre futuro do cenário econômico é positiva, com a Reforma da Previdência sendo aguardada como principal medida política para o ajuste das contas e melhoria de desempenho dos mercados (Gueratto Press).

Cabe à justiça comum 'julgar' crimes de corrupção

O senador Reguffe (Sem partido-DF) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de transferir para a Justiça Eleitoral o julgamento de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro que tenham origem em caixa dois. Ele afirmou que a decisão compromete operações importantes no País e destacou que cabe à justiça comum julgar os casos.

"Foi uma decisão esdrúxula e independe da ideologia política da pessoa, seja a pessoa mais para um lado, para o outro, qual é a visão de estado que a pessoa tenha. Não há fundo razoável nisso, um crime de lavagem de dinheiro, de corrupção passar a ser julgado pela Justiça Eleitoral. Isso ai é algo absolutamente inaceitável", disse.

O senador pediu mudanças na forma de indicação dos ministros dos tribunais superiores. Fez um apelo ao congresso para que vote a proposta protocolada por ele no início do mandato. Explicou que a proposta introduz concurso público de provas e títulos para esses cargos e institui mandato de cinco anos, acabando com a vitaliciedade, para que seja um serviço temporário à sociedade, e não uma profissão em que a pessoa é dona daquele cargo.

"Ah, mas concurso público não mede caráter... Não mede, mas o modelo atual é pior. E, se alguém tiver uma sugestão melhor, eu topo, eu sou aberto a sugestões, eu quero ser vencido pelo argumento. Mas, até que alguém me prove o contrário, esse é o melhor modelo", disse (Ag.Senado).

 

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