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Macron 'atinge imagem' do Brasil ao falar sobre Amazônia

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse ontem (26) que o presidente francês, Emmanuel Macron, foi “oportunista” e prejudicou a imagem brasileira com suas declarações sobre os incêndios na Amazônia.

Criticas temporario

Alguns países têm atacado o Brasil por sentirem 'seus inetresse comerciais ameaçados'. Foto: Rovena Rosa/ABr

“É um problema interno. Prejudica sim a imagem do Brasil, que já não anda muito bem”, disse na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Macron havia acusado o Brasil de não cumprir acordos ambientais internacionais e chegou a se posicionar contrário à parceria comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Durante a reunião de cúpula do G7, que ocorreu na França no último fim de semana, o tema das queimadas na floresta foi incluído na pauta pelo mandatário francês. Os líderes das sete nações cordaram em ajudar os países da região amazônica a combater o problema. “Só que o bom-senso prevaleceu e nós tivemos apoio de sete países dizendo que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, comentou a ministra sobre o resultado do encontro.

Para Tereza, alguns países têm atacado o Brasil por sentirem seus inetresse comerciais ameaçados. De acordo com a ministra, Irlanda e França estão entre os países mais preocupados com a entrada dos produtos agropecuários brasileiros na Europa. “Principalmente, a Irlanda, a gente sentiu nas negociações a preocupação com as carnes, e a França, que não é de hoje que os produtores rurais vem se insurgindo contra os produtos brasileiros, querendo denegrir a imagem dos nossos produtos”, acrescentou.

Para Tereza Cristina, a produção feita na Amazônia, em sua maioria, tem certificados de origem e não está conectada ao aumento das queimadas.
O envio de recursos dos países mais desenvolvidos economicamente é bem-vindo, na avaliação da ministra, desde que não haja interferência nos assuntos internos. “Se querem preservar a Amazônia tem que colocar mais dinheiro aqui para ajudar nessa preservação. Mas não interferir na soberania do nosso país" (ABr).

LVMH doa 10 milhões de euros para combater fogo na Amazônia

As doações visam ajudar no combate aos incêndios na Amazônia. Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

O grupo de luxo francês LVMH anunciou ontem (26) uma doação de 10 milhões de euros para ajudar no combate aos incêndios na Amazônia, informou a empresa de moda. "A LVMH decidiu aderir a essa medida contribuindo com 10 milhões de euros para o que deveria ser um esforço coletivo", afirmou o grupo francês em comunicado, citando o CEO Bernard Arnault e Yann Arthus-Bertrand, um famoso fotógrafo por suas visões aéreas do planeta e membro do conselho de administração do grupo.

O ator Leonardo DiCaprio, através da fundação ambiental "Earth Alliance", criou um fundo de emergência e já doou US$5 milhões para salvar a floresta tropical da América do Sul. "Um fundo de emergência foi criado para a floresta Amazônica de US$5 milhões para os riscos críticos para a comunidade indígena e parceiros locais que trabalham para proteger a biodiversidade da Amazônia da onda de incêndio", diz o comunicado publicado nas redes sociais da fundação inaugurada em julho passado.

O fundo, de acordo com o site da entidade, será alocado a cinco organizações locais que "combatem incêndios, protegem as terra indígenas e fornecem ajuda às comunidades afetadas". Em sua página no Instagram, o astro de Hollywood publicou uma série de vídeos e imagens convidando seus seguidores a contribuir financeiramente com a floresta.

"Todas as suas doções irão para parceiros que trabalham no campo. Sem a Amazônia, não podemos controlar o aquecimento da Terra. Os pulmões do planeta estão em chamas. A Amazônia precisa mais do que nossas orações", escreveu (ANSA).

Congresso tem hoje LDO e veto à franquia de bagagem na pauta

O Congresso Nacional tem reunião marcada para hoje (27), para discutir e votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2020. Antes, deputados e senadores terão de votar 14 vetos que trancam os trabalhos da sessão conjunta e têm prioridade de votação. Entre eles está o veto do presidente Jair Bolsonaro à franquia de bagagem em voos domésticos.

A gratuidade para bagagem de até 23 quilos nos aviões a partir de 31 assentos havia sido incluída pelo Congresso em medida provisória que liberou capital estrangeiro em companhias aéreas. Ao sancionar a norma, Bolsonaro retirou do texto essa isenção, mantendo em vigor a regulamentação que dá gratuidade apenas para bagagens de mão até 10 quilos. A autorização para cobrança do despacho de bagagem foi dada, em 2016, pela Anac.

O Congresso Nacional poderá derrubar ou manter o veto presidencial, ou seja, pode manter a cobrança para malas de até 23 kg nas aeronaves ou restabelecer a gratuidade. Além do veto à franquia de bagagem, estão na pauta vetos relacionados às regras para fiscalização de benefícios previdenciários e ao funcionamento das agências reguladoras .

A LDO foi aprovada no último dia 8 pela Comissão Mista do Orçamento e mantém a proposta original do Poder Executivo de reajuste do salário mínimo para R$ 1.040 em 2020, sem ganhos reais. Em relação ao valor atual (R$ 998), o aumento nominal será de 4,2%, mesma variação prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação, neste ano (Ag.Senado).

Liberdade tarifária e mais concorrência no setor aéreo

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) defendeu ontem (26), liberdade tarifária e maior concorrência no setor aéreo. Lembrou que a população sofre com altos preços e baixa ofertas de voos em território nacional, principalmente no interior dos estados brasileiros. "Em muitas localidades, sequer ofertas de voos há, o que causa verdadeiros transtornos para o povo que necessita. Não temos uma interligação aérea plena em nosso país. Em muitos lugares, o caminho até o aeroporto em funcionamento mais próximo dista de 100 a 300 km".

Como presidente da comissão de infraestrutura, o senador disse que tem estado mais próximo do setor aéreo, e assim, compreende de perto os desafios. "Temos tomado medidas concretas no setor, que passam pela privatização de aeroportos, destinação de recursos públicos para manutenção, ampliação e reformas de muitos terminais aeroportuários, desregulamentação do setor aéreo e abertura de mercado que tanto precisamos para gerar maior competitividade e contribuir para a redução dos preços das passagens", ressaltou (Ag.Senado).

Prioridade para produtores de economia solidária na merenda escolar

O projeto prioriza a produção da agricultura familiar e da advinda de assentamentos da reforma agrária, indígena e quilombola. Foto: Ubirajara Machado/Ag.Senado

A Comissão de Educação do Senado pode analisar nesta semana projeto que dá a produtores rurais, e cooperativas que operem em regime de economia solidária, a preferência como fornecedores dos produtos da merenda escolar. O projeto do senador Otto Alencar (PSD-BA) busca incluir a economia solidária na cota preferencial de 30% dos recursos do Programa Nacional da Alimentação Escolar, que são usados para comprar a produção da agricultura familiar.

Dentro dessa cota, também são priorizadas a produção advinda de assentamentos da reforma agrária, a produção indígena e a quilombola.
O projeto recebeu parecer favorável do relator Nelsinho Trad (PSD-MS) e será votado em caráter terminativo na comissão. Também está na pauta o projeto, que trata do acompanhamento pedagógico para os alunos de baixo rendimento.

Pelo texto, a oferta do serviço será efetivada no decorrer do processo de aprendizagem, diretamente pela escola ou por meio da articulação com associações comunitárias e outras entidades da sociedade. O autor do projeto, o ex-deputado Eduardo Cunha, explicou que a intenção é estimular o atendimento específico, nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, dos estudantes com baixo rendimento escolar e, com isso, reduzir os índices de repetência e evasão.

O texto será analisado na forma de um substitutivo do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que ainda acatou emenda da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) para tornar explícito que o acompanhamento pedagógico ocorrerá de preferência paralelamente ao período letivo, e não no final de cada bimestre, como previa o projeto original (Ag.Senado).

Bolsonaro volta a atacar Macron

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar ontem (26) o francês Emmanuel Macron. "Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma 'aliança' dos países do G7 para 'salvar' a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém", escreveu o brasileiro no Twitter.

"Outros chefes de Estado se solidarizaram com o Brasil, afinal respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado", completou. A declaração foi dada após Macron anunciar ontem, mais cedo, que o G7 tinha concordado em adotar medidas contra as queimadas na Amazônia e que deveria enviar imediatamente cerca de 20 milhões de euros aos países afetados (ANSA).

Dias exalta protestos contra lei de abuso de autoridade

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) comemorou ontem (26), a participação dos brasileiros na manifestação do último domingo. Segundo o parlamentar, os cidadãos foram às ruas exigir que o presidente Jair Bolsonaro vete integralmente a lei de abuso da autoridade, aprovado pela Câmara dos Deputados.

Essa lei, para o senador, é considerada um retrocesso. O momento exige que se façam leis para aumentar o combate aos corruptos e aos corruptores. A reação dos brasileiros, afirmou Alvaro Dias,  mostra que o povo quer a renovação dos costumes e o sepultamento de um sistema corrupto que tanto mal fez ao nosso país.

"Parabéns aos brasileiros que foram às ruas, são os verdadeiros artífices da mudança, que se opera de forma lenta e gradual, mas que já se torna visível aos nossos olhos", afirmou (Ag.Senado).

Kajuru pede diplomacia a Bolsonaro na política ambiental

O senador Jorge Kajuru (Patriota-GO) sugeriu ontem (26) que o presidente Jair Bolsonaro tenha humildade e adote outra postura em relação à política ambiental, reconhecendo erros cometidos em sua condução. Para ele, Bolsonaro questionou o aumento do número de queimadas. Em seguida, diante dos dados que comprovavam o fato, buscou apontar supostos responsáveis pelos incêndios, sem a devida comprovação, com foco especial nas ONGs.

Além disso, segundo o senador, ele diz ser desnecessária a confrontação do governo brasileiro com o presidente francês Macron, o que, de acordo com Kajuru, piorou o cenário que só se normalizou com o anúncio de ajuda de países do G-7 no combate aos incêndios. Kajuru destacou ainda o fato de a Amazônia ser valiosa para o mundo. Daí justificar-se a preocupação de países do G-7 e a ideia de levar à ONU a discussão da possibilidade de um apoio para a proteção da floresta (Ag.Senado).

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