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J. B. Oliveira

Onde começam as diferenças

 

 

                                                                                                                                                           * J. B. Oliveira

 

Antes mesmo de as neurociências demonstrarem isso cientificamente, já se observava que as mulheres têm muito mais facilidade de comunicação do que os homens.

Normalmente começam a falar mais cedo e desenvolvem mais essa capacidade característica do ser humano. Estudos científicos levados a efeito pelo neurobiólogo americano Roger Sperry permitiram concluir que o cérebro humano é formado por dois hemisférios, com diferentes atuações e que se interligam por meio de um conjunto de fibras axonais chamado corpo caloso. Foi ele que nos fez saber que o hemisfério esquerdo é o da razão, enquanto o direito é o da emoção.

Outro Roger, de sobrenome Gorski, professor emérito da Faculdade de Endocrinologia da UCLA – Universidade da Califórnia, agregou mais esta informação: as mulheres usam melhor o cérebro do que os homens. Ele explica que, embora a quantidade de neurônios cerebrais que a mulher possui seja menor (cerca de 4 bilhões de neurônios a menos, segundo afirma a Professora Doutora Bente Pakkenberg, Chefe do Laboratório de Pesquisa para Estereologia e Neurociência de Copenhague), ela obtém melhores resultados do que ele, em razão da utilização maior que faz do corpo caloso, gerando quantidade superior de sinapses.

Esses, os elementos científicos.

No campo prático, verifica-se que, desde a infância, as atitudes e atividades de cada sexo são distintas. Os meninos jogam futebol, bolinha de gude, empinam pipas, brincam de pique, pega-pega e coisas semelhantes, em que pouco falam e usam o cérebro mais para criar estratégias que lhes permitam vencer o jogo, qualquer que seja ele. Em outros termos, está trabalhando a parte mais elementar do cérebro, a região límbica, especialmente a amígdala.


As meninas, por sua vez, brincam de casinha, bonecas, comidinha, chazinho etc., tudo em ambiente de tranquilidade e muita, muita conversa... Na verdade, estão treinando as habilidades comunicacionais que vão utilizar vida afora.

Querem mais?

No cérebro masculino, há um ponto definido e específico para a fala. Localiza-se no córtex frontal, na chamada área de Broca. No caso da mulher há outros, distribuídos por seu encéfalo e funcionando muito bem! Talvez em virtude de ela desde cedo exercitar mais acentuadamente a comunicação, como visto acima.


Então, homem, desista: você não vai ter mais argumentos verbais do que ela. E se eventualmente tiver, ela ainda disporá dos emocionais e do recurso quase sempre infalível das lágrimas...

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