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QI x QE

 

 

                                                                                                                                                           * J. B. Oliveira

 

 

A preocupação em estabelecer um processo padronizado para classificar a inteligência de uma pessoa é muito antiga. Na China, há registro dos “Exames Imperiais”, nesse sentido, desde o ano 606!

Mais modernamente, em 1882, o estatístico inglês Francis Galton estabeleceu o primeiro centro de teste mental do mundo, e publicou em 1893, o informe “Investigações sobre a faculdade humana e seu desenvolvimento”. Em 1905, o psicólogo francês Alfred Binet, ao lado de Victor Henry e Théodore Simon, criou o Teste Binet, com foco em habilidades verbais, daí surgindo a famosa Escala Binet-Simon, contendo o conceito de Idade Mental.

Em 1912, Wilhelm Stern introduziu o termo QI – Quociente de Inteligência – para representar o nível mental. Inovou também criando a dicotomia Idade Mental e Idade Cronológica. Quatro anos depois, em 1916, Lewis Terman propôs multiplicar o QI por 100, para racionalizar a representação da tabela de QI, que passou a ser a seguinte:

121 a 130 = superdotado; 110 a 120 = inteligência acima da média; 90 a 109 = inteligência normal; 80 a 89 = embotamento; 70 a 79 = limítrofe; 50 a 69 = raciocínio lento e 20 a 49 = raciocínio abaixo da média.

Em 1917, quando os Estados Unidos entraram na Primeira Guerra Mundial, Terman desenvolveu testes para avaliar os recrutas. Mais de 1,7 milhão de convocados se submeteram a esse teste. A obsessão gerada em torno dessa qualificação de pessoas criou aberrações, como a Eugenia – teoria da depuração social – em nome do que os nazistas alemães eliminaram milhares de pessoas, que consideravam de “raça inferior”, por não terem a característica do “übermensh”, o ser humano superior!...

Então, em 1995, o jornalista científico Daniel Goleman publica o livro Inteligência Emocional – “A teoria revolucionária que redefine o que é ser INTELIGENTE” – quebrando a hegemonia do QI, e demonstrando que “Num certo sentido, temos dois cérebros, duas mentes – e dois tipos de inteligência: racional e emocional. Nosso desempenho na vida é determinado pelas duas – não é apenas o QI, mas a inteligência emocional que conta. Na verdade, o intelecto não pode dar o melhor de si sem a inteligência emocional”.

A partir daí, a valorização (ou “empoderamento”) da mulher sobe exponencialmente. Sua participação, que já era notável nos segmentos social e cultural, passa a crescer em todos os outros, especialmente no político e no corporativo!

Tudo devido à sua indiscutível capacidade de saber, desde sempre, harmonizar Razão e Emoção: QI e QE!

 *J. B. Oliveira, consultor de empresas, é advogado, jornalista, professor e escritor.

É membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da Academia Cristã de Letras.

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