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A volta de encargos tributários divide opiniões de especialistas

Marcelo Camargo/ABr

A cobrança de encargos tributários, anteriormente retirados de empresas que receberam benefícios fiscais sobre a folha de pagamento, pode ajudar a equilibrar as contas públicas, para especialistas que defendem a medida, mas pode gerar desemprego, principalmente na indústria, na opinião de quem é contra a proposta

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu a votação urgente do projeto que diminui pela metade a desoneração da folha de pagamento. Segundo ele, é importante superar a agenda de ajuste fiscal, o mais rápido possível, para que o país volte a crescer.
A estimativa é que o governo economizará R$ 10 bilhões por ano, com a mudança. Para a pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, Vilma Pinto, a alteração nas alíquotas é necessária para que o governo possa recuperar suas receitas que estão em queda. A pesquisadora diz ainda que não há evidências de que os benefícios fiscais concedidos no ano passado efetivamente ajudaram a manter empregos. “Sabemos quanto o governo perdeu de receitas, mas não sabemos quantos empregos foram mantidos”, argumenta.
Ela defende também que a medida vai beneficiar empresas que não são intensivas em mão de obra, mas em capital, porque permitirá a escolha entre a tributação sobre a folha de pagamento ou sobre o faturamento. Também avalia que o ajuste fiscal é necessário para manter o grau de investimento. “Perder o grau de investimento pode ser ruim para o país com um todo. Prejudica o mercado de trabalho e o crescimento econômico”, disse.
O professor de Administração Pública da UnB, José Matias-Pereira, considera que o país deve ter sua nota de classificação de risco reduzida pelas agências por considerar que o ajuste fiscal está cada vez mais comprometido. “Certamente, vamos assistir a uma redução dessa nota. Um dos objetivos do aperto fiscal era sinalizar para o mercado que o Brasil está organizando suas contas públicas”. Ele criticou o governo por não conseguir barrar iniciativas que destroem o ajuste fiscal, como aumento de salários de servidores públicos e de benefícios de aposentados. No caso da proposta, Matias-Pereira considera que dificilmente será aprovada exatamente como propõe o governo.
Segundo pesquisa da Fiesp, 54% das empresas do setor vão demitir com as mudanças da desoneração da folha. A estimativa é demissão de 290 mil funcionários, o que representa 6,6% dos empregos da indústria que foram desonerados e 3,7% do total do setor. A Fiesp considera ainda que devem ocorrer 57 mil demissões adicionais na economia devido à redução do consumo das famílias, em momento de crise (ABr).

Mais de 2 mil jovens são assassinados por ano em oito capitais

Representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl.

A cada ano, 2,1 mil jovens entre 10 e 19 anos são assassinados em oito capitais brasileiras: Belém, Fortaleza, Maceió, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. O dado faz parte de estudo divulgado ontem (14) pelo Unicef. A taxa de homicídios de jovens nos bairros mais pobres chega a 136 mortes por 100 mil habitantes. Nas áreas mais ricas, a taxa tende a zero. “O Brasil é o segundo país que mais mata os seus adolescentes, perdendo apenas para a Nigéria”, disse a coordenadora da plataforma Centros Urbanos do Unicef, Luciana Phebo.
O representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl, destacou que a maioria dos assassinados é homem, da cor negra, tem de 16 a 18 anos e vive nas periferias das grandes cidades. Outros indicadores mostram, segundo ele, que esses jovens passam por uma trajetória de violações que termina com as mortes trágicas. “Eu acho que não é coincidência que o perfil típico da criança fora da escola no Brasil é homem, negro, de 13 anos, na zona rural, com pais analfabetos e família pobre.”
Gary Stahl defendeu a adoção de ações em prol da redução das desigualdades sociais como forma de mudar essa situação. “Temos que começar com os serviços básicos em todo o Brasil. Olhar de perto a situação daqueles mais excluídos, os negros, quilombolas, ribeirinhos. Porque muitos deles buscam oportunidades nas grandes cidades”, acrescentou, acrescentando que: “No Brasil, 93% dos homicídios não são esclarecidos. Não sabemos quem matou, por que matou. Se um país não investiga 93% dos homicídios, qual vai ser a política que esse país vai adotar para reduzir o número de homicídios?”, questionou (ABr).

CPI da CBF terá Romário como presidente e Jucá como relator

O senador Romário (PSB-RJ) foi eleito ontem (14), por aclamação, presidente da CPI da CBF, que vai investigar denúncias de irregularidades que podem incluir as obras para a Copa do Mundo. Romário, que propôs a criação da CPI, já havia manifestado o desejo de ocupar a relatoria, mas o posto ficou com o senador Romero Jucá (PMDB-RR). “Na verdade, é uma combinação entre os maiores partidos. Nosso trabalho vai ser em equipe. O gol não é fruto de um só jogador. A equipe são 11 e todos têm que jogar bola, ter o mesmo objetivo de trabalhar em equipe”, disse o relator antes de elogiar a experiência de Romário.
Apesar de conformar que sua intenção era ocupar a relatoria, Romário destacou a importância da presidência da comissão. O senador disse que, realizada de maneira séria, a CPI pode modernizar o futebol brasileiro. Romário reconheceu a importância da presidência de uma CPI, principalmente da CPI do futebol. “O mais importante é que eu estou 100% preparado para encabeçar uma mudança definitiva no nosso futebol”, garantiu. A próxima reunião da comissão está marcada para depois do recesso parlamentar, no dia 4 de agosto.
Questionado sobre nomes que pretende investigar, Romário citou os ex-presidentes da CBF, Ricardo Teixeira, que está sendo investigado pela Polícia Federal, e José Maria Marin, preso desde maio na Suíça acusado pela Justiça norte-americana de ter recebido subornos em território norte-americano. Romário também citou o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Ele também pretende pedir quebra de sigilo. Tanto Romário quanto Jucá confirmaram que pretendem pedir colaboração no exterior, especialmente do FBI. Para Jucá, os responsáveis por irregularidades precisam ser punidos, mas esse não é o único objetivo da comissão (Ag.Senado).

Cirurgias de varizes a laser no SUSE

Não há necessidade de internação hospitalar e o paciente retorna para casa no mesmo dia.

O Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde), em parceria com a Prefeitura de São Paulo, traz uma inovação no atendimento aos pacientes do SUS: a cirurgia de varizes a laser. A técnica é amplamente utilizada nos Estados Unidos e na Europa, mas é uma novidade no Brasil e está sendo implantada aos poucos, através de investimentos e capacitação técnica.
Os atendimentos oferecidos pelo CIES serão realizados nas Arenas do Hora Certa Móvel, programa criado com o objetivo de reduzir a fila de espera da rede pública por meio do SUS. A cirurgiaé feita sob anestesia local, em que uma fibra especial de laser, guiada através da ultrassonografia, é inserida dentro da veia a ser tratada. O laser é disparado na veia acometida e a ‘seca’.
A principal diferença entre essa cirurgia e outras técnicas para o tratamento de varizes é a rapidez e o regime em hospital-dia, diminuindo os custos sociais do procedimento cirúrgico.“Não há necessidade de internação hospitalar e o paciente retorna para casa no mesmo dia”, explica o médico cirurgião do CIES, responsável pela Arena Cirúrgica, Cleber Koji Fujibayashi. Além da cirurgia de varizes a laser, são realizadas outras cirurgias como de verrugas, cistos, lipomas, catarata, fimose e hérnia; e exames como endoscopia, colonoscopia, ecocardiografia, ultrassonografia e eletroneuromiografia­.
Segundo Fujibayashi, somente alguns projetos que envolvem pesquisa foram desenvolvidos no SUS. “A implantação da técnica a laser e a sua viabilização de forma econômica, levando os benefícios do tratamento aos pacientes do SUS de forma permanente, são inéditas”, finaliza. Outras informações em (www.projetocies.org.br).

Em meio à polêmica, Miss EUA é coroada

A modelo Olivia Jordan, 26 anos, foi coroada como nova Miss Estados Unidos, em concurso realizado na noite de domingo (12). A disputa ocorreu em meio ao boicote das maiores redes televisivas após as frases preconceituosas do organizador do evento, o candidato republicano à Presidência, Donald Trump. Após dizer que o México só envia traficantes e mafiosos para os Estados Unidos e que iria construir um muro ainda mais reforçado na fronteira, as emissoras NBC e Univisión anularam os acordos comerciais que tinham com ele.
Apesar de não comparecer ao evento, as candidatas tiveram que responder a perguntas sobre política internacional. A própria vencedora, que veio do estado de Oklahoma, foi questionada sobre qual o principal assunto que seu país deveria abordar na questão das relações internacionais. “Realmente precisamos trabalhar para ser uma sociedade tolerante, para ser uma sociedade na qual cada pessoa, sem importar raça, sem importar gênero, tenha os mesmos direitos, benefícios e oportunidades”, se limitou a dizer a modelo (ANSA).

 

‘La dolce vita’, de Fellini, ganhará remake

A produtora ítalo-americana AMBI Group anunciou que produzirá um remake do clássico filme italiano “La Dolce Vita”, de Federico Fellini. Segundo as fundadoras da empresa, Andrea Iervolino e Monika Bacardi, a nova produção será uma versão moderna da história contada pelo diretor italiano e protagonizada por Marcello Mastroianni e Anita Ekberg - que morreu recentemente aos 83 anos. A produção será acompanhada por Daniele di Lorenzo.
Francesca Fellini, sobrinha do diretor, foi contatada por diversas vezes nos últimos anos, mas sempre recusou as propostas. “Daniele, Andrea e Monika tem um projeto belíssimo e, considerando seu patrimônio cultural italiano, a sua profunda aprovação e compreensão do trabalho do meu tio, acredito que eles sejam os mais adequados a esse papel”, disse a sobrinha (ANSA).

 
 
 
 
 
 
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