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Brasil não é capaz de sustentar mercado de planos de saúde

Desde abril, dois VLTs operam entre as estações Mascarenhas de Moraes e Pinheiro Machado.

A gente tem que melhorar a saúde como um todo, especialmente para aquele que não pode pagar. Esse é que morre, diuturnamente, nas filas

O Brasil não tem renda capaz de sustentar seu atual mercado de planos de saúde, que tem mais de 50 milhões de clientes, disse a pesquisadora da UFRJ, Ligia Bahia, durante o programa Observatório da Imprensa, pela TV Brasil. Segundo ela, em razão disso empresas de planos de saúde estão indo à falência enquanto os consumidores arcam com preços cada vez maiores para ter acesso aos planos.
“Somos o segundo maior mercado de plano de saúde do mundo, mas não temos o segundo maior PIB do mundo. A gente tem percebido um movimento que são quase individuais, de associações e de sindicatos, de tentar sobreviver fora do SUS. Isso não tem dado certo. As empresas vão à falência, não vendem planos individuais, os preços ficam cada vez mais salgados. Os preços ficam impossíveis de ser pagos pelos orçamentos das famílias e pelas empresas empregadoras. E aí a gente há um dilema: para onde vamos? Vamos para o SUS ou vamos para um sistema privado que é do ‘salve-se quem puder’?”, disse.
De acordo com o Pedro Ramos, diretor da Abramge, que representa as operadoras de planos de saúde, o setor está passando por uma crise financeira em razão de exigências da ANS e por causa de má fé de alguns prestadores de serviços públicos, que cobram dos planos por serviços desnecessários.
“Num país que não tem água nem esgoto, não é possível, num rol de procedimentos, a agência querer trazer tecnologias do primeiro mundo. Além disso, há desperdício em corrupção, em má gestão, na máfia de órtese e prótese e o governo fecha os ouvidos. Temos que discutir um novo modelo de remuneração [aos prestadores de serviços médicos]. Aquele cara que tratar melhor meu paciente, que tirar meu paciente mais rápido do hospital e der uma melhor qualidade de vida para o meu paciente, eu vou pagar mais”, disse Ramos.
Para o advogado João Tancredo, que representa pacientes que não conseguem atendimento satisfatório, saúde não pode ser tratada como negócio, porque, nesse caso, quem perde é o paciente. “O interesse do plano de saúde é que o idoso morra. O plano não tem interesse em receber aquela mensalidade, porque gasta-se mais [com o paciente do que se recebe dele]. É tudo um negócio. A gente tem que melhorar a saúde como um todo, especialmente para aquele que não pode pagar. Esse é que morre, diuturnamente, nas filas”, disse João Tancredo (ABr).

Alta do dólar leva brasileiros a reduzir gastos no exterior

De janeiro a setembro, os gastos chegaram a US$ 14,139 bilhões na comparação com igual período de 2014 (US$ 19,579 bilhões).

Com o dólar mais caro, os gastos de brasileiros em viagens internacionais caíram quase pela metade (46,99%), em setembro deste ano, na comparação com igual período do ano passado. De acordo com o Banco Central (BC), no mês passado, essas despesas somaram US$ 1,260 bilhão. Tais gastos são os menores para o mês, na nova série histórica do BC, atualizada de acordo com nova metodologia e iniciada em janeiro de 2010.
De janeiro a setembro, os gastos chegaram a US$ 14,139 bilhões, com queda de 27,78% na comparação com igual período de 2014 (US$ 19,579 bilhões). As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil ficaram estáveis em setembro deste ano (US$ 486 milhões), na comparação com o mesmo mês de 2014. De janeiro a setembro, eles gastaram no país US$ 4,333 bilhões, com queda de 18,99% na comparação com igual período do ano passado (US$ 5,349 bilhões). Com esses resultados de gastos e receitas, a conta de viagens internacionais ficou deficitária em US$ 774 milhões, em setembro, e em US$ 9,806 bilhões, nos nove meses do ano.
As viagens internacionais fazem parte da conta de serviços, que também tem dados de receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e aluguel de equipamentos, entre outros. Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, os serviços são um dos itens da conta total de transações do Brasil com o exterior, que apresentam saldo negativo menor este ano.
Esse saldo negativo menor das transações com o exterior é influenciado pela alta do dólar, o que torna mais favorável a venda de produtos e oferta de serviços de brasileiros no exterior e mais caro comprar de estrangeiros. Rocha disse que o resultado das transações brasileiras com o exterior também é influenciado pela “fraca atividade econômica”. Em setembro, o saldo negativo das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo, ficou em US$ 3,076 bilhões e acumulou US$ 49,362 bilhões nos nove meses do ano (ABr).

Governo contrata obras finais do VLT
da Baixada Santista

Há desperdício em corrupção, em má gestão, na máfia de órtese e prótese e o governo fecha os ouvidos.

O governador Geraldo Alckmin autorizou a contratação do início das obras complementares no trecho Barreiros-Porto do VLT da Baixada Santista com a Construtora Queiroz Galvão S/A.
“Três boas notícias. A primeira delas é a assinatura do contrato para terminarmos mais cinco estações em Santos e mais três km de via férrea. Com isso, totalizaremos 15 estações, todas da primeira fase do VLT. A segunda boa noticia é o Centro de Controle Operacional, que está praticamente pronto, faltando pequenos acabamentos. E a terceira boa notícia é que mais cinco trens já chegaram e passaremos a ter dez trens aqui no VLT”, comentou o governador sobre a operação comercial, programada para iniciar em janeiro do ano que vem.
As obras remanescentes serão executadas em dois trechos que somam cinco km: na av. Francisco Glicério desde a Estação Pinheiro Machado, já concluída, até a Rua Campos Mello, em Santos, incluindo a construção de mais quatro estações. A outra ligação é a partir da Estação Mascarenhas de Moraes até o Terminal Barreiros, em São Vicente, que será finalizado nesta etapa. O investimento será de R$ 88 milhões. No cronograma de entrega, a Estação Bernardino de Campos será concluída em janeiro de 2016; o Terminal Barreiros, em São Vicente, em março. Em Santos, a Estação Conselheiro Nébias ficará pronta em abril; e as Estações Ana Costa e Washington Luiz em julho de 2016 (sp.gov.br).

México aguarda a passagem do furacão Patricia

Moradores da área mexicana que será atingida pelo furacão Patrícia, o mais devastador da história do país segundo especialistas, estão esvaziando os supermercados para fazer estoque de comida em suas casas. O governo declarou estado de emergência em 56 cidades na rota do fenômeno natural nos estados de Colima, Nayarit e Jalisco.
Segundo o Serviço Meteorológico Nacional do México, o furacão Patrícia é “extremamente perigoso” e “favorecerá chuvas intensas e pontualmente torrenciais nos estados do Sul e Leste”. Autoridades pedem que a população não saia às ruas e procure refúgio quando o Patrícia atingir a região. Além disso, estão sendo distribuídos sacos de areia para conter possíveis inundações.
Em Manzanillo, estado de Colima, e em Puerto Vallarta, em Jalisco, pessoas lotam estabelecimentos a procura de água, comida enlatada, cobertores e medicamentos. Em restaurantes, hotéis e casas, a população tapa com pedaços de madeiras portas e janelas, na tentativa de proteger as construções dos ventos que devem chegar a 400 km/h (ANSA).

Pizzolato já está preso na Penitenciária
da Papuda

Henrique Pizzolato em Brasília, onde vai começar a cumprir pena com mais de dois anos de atraso.

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, único condenado no processo do mensalão que ainda não havia cumprido pena em solo brasileiro, já está encarcerado. Ele chegou ao Brasil pouco antes das 7h00 de sexta-feira (23), vindo da Itália, para onde fugiu em 2013 antes do fim do julgamento que o condenou a 12 anos e sete meses de prisão por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.
No Complexo Penitenciário da Papuda, Pizzolato ficará recluso em uma cela do Bloco 5 do Centro de Detenção Provisória. Seguindo padrões definidos pela Lei de Execução Penal, as instalações do complexo possuem área mínima de seis metros quadrados. O preso terá a mesma rotina dos demais internos, podendo sair para o banho de sol por duas horas diárias. A realização de atividades laborais poderá ser feita por
Pizzolato conforme suas “aptidões e capacidade”, informou a subsecretaria do Sistema Penitenciário do DF (Sesipe).
A ala em que Pizzolato ficará é destinada a receber condenados que precisam ficar afastados da maior parte dos presos, como ex-policiais e outras pessoas em situações específicas. O desembarque em São Paulo, em um voo comercial vindo de Milão, põe fim à história de fuga de um dos condenados no processo da Ação Penal 470, que envolveu também vários recursos judiciais e tentativas do governo brasileiro de trazê-lo de volta ao Brasil (ABr).

 
 
 
 
 
 

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