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Atletas prestam continência no Pan e alegam patriotismo

Atletas brasileiros no Pan-Americano prestam continência à bandeira.

Cerca de 40% das medalhas conquistadas pelo país até o momento são de atletas que fazem parte das Forças Armadas, segundo o Ministério da Defesa

A atitude de alguns atletas brasileiros de prestar continência à bandeira do Brasil, durante a cerimônia de premiação, vem chamando atenção nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Eles são ligados às Forças Armadas e fazem parte de um programa de apoio a atletas de alto rendimento dos ministérios da Defesa e do Esporte.
Dos 590 atletas brasileiros que estão em Toronto, 123 fazem parte do projeto. No judô, das 13 medalhas que o Brasil ganhou, 12 foram de atletas que integram o Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento nas Forças Armadas.
Apesar de muitos deles prestarem continência na hora de receber a premiação, a saudação não é obrigatória, afirma o brigadeiro Carlos Amaral, diretor do Departamento de Desporto Militar da pasta. “Eles estão numa competição utilizando uniforme esportivo da seleção brasileira. Não estão envergando uniforme militar. Acho que tem a ver com a emoção de receber a medalha, de estar no pódio, ouvir o Hino Nacional, demostrar o respeito à nação”, disse.
Os atletas que fizeram a saudação falam em orgulho e respeito por representar o país. “Somos ensinados que, sempre que o hino toca, o militar, por respeito, tem de prestar continência e ficar em posição de sentido”, afirmou o nadador Léo de Deus, campeão dos 200 metros borboleta. “É pelo orgulho que temos de representar as Forças Armadas”, disse o judoca Luciano Correa, também medalhista de ouro. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) defendeu a atitude dos atletas. Informou que a continência é uma demonstração de patriotismo, sem qualquer conotação política, compatível com a emoção do atleta ao subir no pódio.
Além de representar, segundo o COB, um reconhecimento pelo apoio que recebem das Forças Armadas e uma manifestação do orgulho que têm em representar o país. O programa do qual os atletas participam foi criado em 2008 com vistas à preparação do esporte do Brasil para o ciclo dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, no ano que vem, e dos Jogos Mundiais Militares do Rio 2011.
“Um atleta de alto rendimento demanda um investimento de infraestrutura, treinamentos, técnicos, nutricionistas, psicólogos muito grande. Esse suporte só com a ajuda do Estado, agora com uma parceria das confederações”, disse o brigadeiro Amaral, que também coordena o programa.
Os atletas chegam ao programa por meio de concursos para preencher vagas de militar temporário e podem ficar por até oito anos. Eles recebem salários, locais para treinamento, além de plano de saúde, atendimento médico, odontológico, fisioterápico, alimentação e alojamento (ABr).

Encontro no espaço entre EUA e URSS completou 40 anos

Concepção artística do encontro em órbita entre a nave soviética Soyuz e a norte-americana Apollo.

Na última sexta-feira (17), completaram-se 40 anos do histórico encontro em órbita entre a nave soviética Soyuz e a norte-americana Apollo. Em 1975, o evento marcava oficialmente o fim da corrida espacial entre Estados Unidos e URSS, com o início de uma colaboração mútua que persiste até hoje, agora com a Rússia.
Os protagonistas foram os astronautas da Nasa Tom Stafford, Deke Slayton e Vance Brand e os cosmonautas russos Aleksey Leonov e Valery Kubasov. Chamada de “Programa de Teste Apollo-Soyuz”, a missão previa o encontro em órbita das naves para permitir às duas tripulações que passassem de uma cápsula para a outra.
No entanto, foi bem mais que isso. Se o módulo de conexão, projetado pelas duas potências e construído nos EUA, provou que duas naves diferentes podiam se unir em órbita, o lado humano do evento, enfatizou a Nasa, foi em outra direção. Nesse encontro no espaço, as duas tripulações demonstraram que, em poucos minutos, é possível derrubar barreiras culturais, políticas e linguísticas.
Era a época da Guerra Fria e no início havia bastante tensão. “Pensava que iríamos encontrar pessoas muito agressivas, e eles provavelmente também achavam que éramos monstros cruéis. Mas esse muro foi destruído rapidamente, porque quando você lida com pessoas que fazem o mesmo trabalho que o seu e você se vê frente a frente com elas, descobre que são humanos como você”, disse Brand.
Outro problema a ser superado foi a língua. “O programa previa que cada tripulante deveria dialogar em seu próprio idioma, mas isso não funcionou e, em certo momento, alguns astronautas passaram a falar um na língua do outro, e foi assim que começamos a nos comunicar”, afirmou Stafford (ANSA).

Cientista político avalia rompimento de Cunha com o governo

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, já havia ameaçado romper com o governo da presidenta Dilma Rousseff se não fosse preservado na Operação Lava Jato, de acordo com avaliação feita pelo cientista político Antônio Flávio Testa. “Com o recrudescimento da crise e das dificuldades de relacionamento entre PMDB e PT, ele fez o anúncio de rompimento formal”, afirmou.
Segundo Testa, Cunha é o terceiro na linha de sucessão presidencial e, por isso, exerce uma influência muito grande. “É a primeira vez que vejo um presidente da Câmara tão independente. Ele coloca em discussão projetos que não são de interesse do Executivo”, explicou. Para o cientista, ele pode, inclusive, colocar em discussão o processo de impeachment da presidente Dilma. Testa esclareceu que a situação do governo e do presidente da Câmara não é das melhores. “As denúncias envolvendo o nome dele na Operação Lava Jato são muito negativas, porque, dentro do próprio PMDB, não há um consenso sobre sua atuação.”
Na sua análise, Testa adiantou que agosto será um mês de crise na política e que questões das mais variadas podem vir à tona. “A Operação Lava Jato, dependendo do que for investigado e descoberto, pode trazer consequências nefastas para a política brasileira”, destacou. O rompimento de Cunha com o governo ocorreu um dia após ele ter sido citado pelo empresário Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato. Segundo depoimento, Cunha teria pedido R$ 5 milhões em propina.
Depois da decisão, o presidente da Câmara disse que, como político, tentará no Congresso do PMDB, em setembro, convencer a legenda a seguir o mesmo caminho. Cunha informou que, apesar da posição, manterá a condução da Câmara dos Deputados “com independência”.
Cunha reafirmou que há uma tentativa por parte do governo de fragilizá-lo. “Está muito claro para mim que esta operação [Lava Jato] é uma orquestração do governo” (ABr).

Ministério facilita outorgas para emissoras não comerciais

O Ministério das Comunicações lançou um novo Plano Nacional de Outorgas para emissoras comunitárias e educativas. A intenção é desburocratizar o processo de concessões e aumentar o número de emissoras para garantir que a população tenha maior acesso à comunicação pública. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, afirmou o secretário de comunicação eletrônica do ministério, Emiliano José.
O processo de autorização para uma nova rádio comunitária poderá cair de dois anos, em média, para seis meses. Pelas novas regras, o número de documentos que as entidades deverão apresentar diminuirá de 33 para sete. No caso das emissoras educativas, a relação de documentos cairá de 18 para 8. Ao todo, 699 municípios serão contemplados com rádios comunitárias. Desses, 496 não têm emissora autorizada e outros 203 contam com, pelo menos, uma. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios.
O objetivo do plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 77% dos municípios brasileiros. Quanto às rádios e TVs educativas, 235 cidades serão beneficiadas - 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos. A escolha dos municípios foi feita com base na demanda reprimida, ou seja, nos pedidos de novas emissoras. A lista completa das cidades contempladas está no site do Ministério das Comunicações (ABr).

 

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