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Taxa de homicídios diminui nas grandes cidades e aumenta no interior

O estudo analisou a evolução dos homicídios por macrorregiões, unidades da federação e microrregiões.

A taxa de homicídios no Brasil tem diminuído nas grandes cidades e aumentado no interior, sobretudo no Nordeste

Os dados fazem parte do Atlas da Violência 2016, divulgado ontem (22) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os números estão no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e se referem a 2014. Das 20 microrregiões mais violentas, 16 estão no Nordeste, que também possui sete entre as 20 mais pacíficas. Dentre as 20 microrregiões que apresentaram maior crescimento nas taxas de homicídios, 14 estão no Nordeste.
Entre 2004 e 2014, a redução mais significativa da taxa foi observada em São Paulo (-65%), que tem quase 15 milhões de habitantes. Já o crescimento mais acelerado de homicídios foi observado em localidades interioranas, até pouco tempo atrás, bastante pacíficas. É o caso de Senhor do Bonfim (81 mil habitantes), na Bahia, que teve piora de 1.136,9% nos dados de violência, entre 2004 e 2014. Ainda assim, Senhor do Bonfim aparece com taxa de cerca de 18 homicídio por 100 mil habitantes, bem menor que a aglomeração urbana de São Luís (MA), com taxa de 84,9, primeira da lista das microrregiões mais violentas.
Os seis estados com crescimento superior a 100% nas taxas de homicídios pertencem ao Nordeste. Pernambuco destoou dos demais estados da região, ao registrar queda de 27,3% no número de homicídios. O Rio Grande do Norte teve aumento de 360,8% na taxa de homicídios em dez anos. Logo atrás vem Maranhão (209,4%) e Ceará (166,5%). Cerca de 10% de todos os homicídios no mundo, em 2014, ocorreram no Brasil. Em números absolutos, foram 59,6 mil assassinatos, o que coloca o Brasil como campeão de mortes por homicídio.
Por outro lado, entre 2010 e 2014, aumentou o número de estados com queda nas taxas de homicídios, passando de oito para 12 unidades federativas, com destaque para quedas no Paraná (-20,9%) e no Espírito Santo (-14,8%), estado que saiu pela primeira vez, desde 1980, da lista dos cinco estados mais violentos do país a partir de 2013. A taxa de homicídios caiu 1,3% e o posicionou junto a outros estados que diminuíram essas taxas, como São Paulo (-52,4%), Rio de Janeiro (-33,3%), Pernambuco (-27,3%), Rondônia (-14,1%), Mato Grosso do Sul (-7,7%) e Paraná (-4,3%).
O resultado pode indicar, segundo a análise, “uma mudança no sinal da evolução dos homicídios no Brasil”, segundo a nota. Nos estados em que se verificou queda dos homicídios, o estudo identificou que políticas públicas qualitativamente consistentes foram adotadas, como no caso de São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Ações como a integração da Polícia Militar no Paraná e investimento nas polícias e prevenção social, no Espírito Santo, são algumas inovações e ações citadas como possíveis contribuições para a queda (ABr).

Após ataque, comitê amplia segurança da Euro2016

A Euro2016 ocorre entre os dias 10 de junho e 10 de julho e terá nove cidades-sedes.

Horas após os atentados terroristas ocorridos em Bruxelas, os organizadores da Eurocopa 2016 se reuniram com ministros franceses para debater a segurança do evento e anunciaram a implementação de uma série de medidas para o torneio.
As regras foram aprovadas por unanimidade. Entre elas, estão uma “revista sistemática” nas entradas de cada instalação para o evento, a inclusão de mais detectores de metais nos estádios e as melhorias na instalação de sistemas de monitoramento por vídeo.
Em entrevista após a reunião, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, afirmou que o nível de alerta já está “muito elevado” desde a série de ataques ocorridos na França em janeiro e em novembro do ano passado. Para ele, o episódio ocorrido na Bélgica “nos lembra, tragicamente, do quanto está alto o nível de ameaça que está à nossa frente”.
“Não podemos aumentar continuamente um nível de ameaça que já está em um ponto muito elevado desde os atentados de janeiro de 2015”, informou Cazeneuve.
Já o ministro dos Esportes da França, Patrick Kanner, afirmou que o encontro serve para “tranquilizar” os cidadãos e os estrangeiros que forem ao país para acompanhar as partidas da Euro. “Nós estamos diante de um evento extraordinário. A segurança também será excepcional”, disse Kanner. A Euro2016 ocorrerá entre os dias 10 de junho e 10 de julho e terá nove cidades-sedes. Segundo informações da mídia europeia, além da segurança proporcionada pelos órgãos governamentais, outros 10 mil agentes de empresas privadas serão contratados para o período da competição. O número é superior ao que estava previsto antes da série de atentados (ANSA).

Chegaram ao País 500 mil doses de vacina

O primeiro lote da vacina contra a dengue desenvolvida pela francesa Sanofi Pasteur já está no Brasil. Foram desembarcadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos, ontem (22), 500 mil doses que serão destinadas ao mercado privado, especialmente clínicas. O imunizante só deverá ser usado a partir de junho, prazo previsto para que a Câmara de Regulação de Medicamentos, órgão interministerial que avaliza os preços de remédios novos, determine o preço de venda do produto.
A Sanofi Pasteur informou que o processo de importação teve início a partir da aprovação da vacina pela Anvisa, em dezembro de 2015. A fábrica de vacinas fica na região de Lyon, na França, e tem capacidade para produzir 100 milhões de doses por ano. Além do Brasil, a vacina está aprovada no México, El Salvador, Filipinas e Paraguai. A eficácia é de aproximadamente 66% contra os quatro sorotipos de vírus da dengue na população acima de nove anos, mas é necessária a aplicação de três doses em intervalos de seis meses (AE).

Papa condena “violência cega”

O papa Francisco condenou “a violência cega que causa tanto sofrimento”, numa mensagem de condolências na sequência dos atentados terroristas no aeroporto e no metrô de Bruxelas. O papa “condena novamente a violência cega que causa tanto sofrimento e pede a Deus a dádiva da paz”, escreveu, em nome do papa, o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, num telegrama enviado ao arcebispo de Bruxelas, Jozef De Kesel.
“O papa Francisco confia à misericórdia de Deus as pessoas que morreram e junta-se, em oração, à dor dos familiares, manifestando profunda compaixão pelos feridos e familiares, bem como por todas as pessoas que contribuem para as operações de socorro”, acrescentou. Bruxelas foi palco hoje de três explosões, de origem terrorista, no aeroporto internacional de Zaventem e na estação do metrô de Maelbeek, que causaram pelo menos 26 mortos e mais de uma centena de feridos (Ag. Lusa).

Evidências na ligação entre Zika e malformações fetais

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que, apesar da associação entre o vírus Zika e o aumento de malformações fetais não ter sido cientificamente confirmada, as evidências circunstanciais atuais são esmagadoras. “O tipo de ação urgente demandada por esta emergência em saúde pública não deve esperar por uma prova definitiva”, completou. Durante coletiva de imprensa em Genebra, Margaret Chan destacou que o vírus já circula em pelo menos 38 países e territórios, enquanto 12 localidades já relataram aumento de casos da síndrome de Guillain-Barré associados a resultados positivos para infecção por Zika.
“Quanto mais sabemos sobre o vírus, pior nos parece a situação”, avaliou. Ainda segundo a diretora-geral da OMS, Brasil e Panamá são os únicos países até o momento a reportarem casos de microcefalia possivelmente associados ao Zika, enquanto o governo colombiano também investiga casos da malformação em bebês. Especialistas foram enviados a Cabo Verde para analisar o primeiro caso identificado de microcefalia possivelmente associado à infecção.
“Se esse padrão se confirmar para além da América Latina e do Caribe, o mundo terá de enfrentar uma grave crise em saúde pública”, alertou Margaret Chan. “No estágio atual de conhecimento, ninguém pode prever se o vírus Zika vai se espalhar para outras partes do mundo, causar malformações ou algum tipo de desordem”, destacou Margaret Chan (ABr).

Armas de fogo causam 76% dos homicídios

Mais de 76% dos homicídios ocorridos no país em 2014 foram em decorrência do uso das armas de fogo. Houve 44.861 mortes. O indicador é bem superior aos 21%, que representam a média dos países europeus. A proporção caiu com a sanção do Estatuto do Desarmamento (ED), em 2003, quando a taxa alcançou 77%, mas a violência letal com arma de fogo no Brasil atinge patamares comparáveis a poucos países da América Latina, aponta o Atlas da Violência 2016.
Entre 2003 e 2014, em seis estados, o aumento foi menor do que 50%; em três deles, situou-se entre 50% e 100%, ao passo em que em nove unidades federativas ocorreu aumento acentuado, superior a 100% no período, sendo todos em estados do Norte e Nordeste. Nove unidades federativas tiveram diminuição da taxa.
Após fazer uma projeção de um cenário sem o Estatuto do Desarmamento, o estudo afirma que os homicídios seriam uma tragédia social ainda pior. A comparação mostra que, caso o estatuto não tivesse sido sancionado em 2003, em média, entre 2011 e 2013, seria de pelo menos 77.889 homicídios no Brasil, ou 41% a mais de homicídios, em relação ao observado, aponta a pesquisa.
Nos estados do Norte e Nordeste, o número de homicídios seria ainda maior. Enquanto a média do total de homicídios, entre 2011 e 2013, na região Norte, foi de 5.952, o número alcançou 20.787 casos no Nordeste. O estudo contrafactual, caso o estatuto não tivesse sido oficializado, sinaliza que o total de mortes nessas regiões teria sido de 7.224 e 29.757, respectivamente (ABr).

 
 
 
 
 

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