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Ford modelo T alcança recorde com viagem de volta ao mundo

Ford 1 temproario

O lendário Ford Modelo T, que abriu o caminho da industrialização dos automóveis, é sempre uma atração na história de recordes do setor automotivo

Desta vez, um casal de holandeses já percorreu mais de 80.000 km numa volta ao mundo com um “Fordinho” 1915, praticamente original, iniciada em 2012. A aventura ganhou visibilidade nas mídias sociais e tem também um apelo de grande alcance por arrecadar fundos para vários projetos mundiais mantidos pela organização internacional de ajuda a crianças SOS – Children’s Villages. Trechos da jornada podem ser vistos neste vídeo.
Apesar dos 100 anos, o Modelo T mostra robustez e é admirado por ser um projeto de fácil reparo e manutenção, que ajudou a torná-lo um dos carros de maior sucesso de todos os tempos. Os viajantes Dirk e Trudy Regter – ambos aposentados – sempre tiveram paixão por automóveis históricos. Já foram donos também de um Ford Modelo T 1923 e um Ford Modelo A 1928, uma herança cultural que vem do pai e do avô de Dirk.
A viagem épica com o modelo 1915 começou com 22.000 km em 180 dias no primeiro trecho do roteiro, que levou o casal da cidade natal de Edam, na Holanda, até a Cidade do Cabo, na África do Sul. Em 2013 eles cruzaram os EUA e o Canadá, numa viagem de 28.000 quilômetros que teve como únicos inconvenientes um pneu furado e um defeito no alternador. Em 2014, eles rodaram mais 26.000 km pela América do Sul, incluindo o Brasil, em mais de 180 dias.
Em 2016 e 2017, seu plano é continuar a viagem pela Nova Zelândia, Austrália, Indonésia e Índia, atravessando o Himalaia até a China, através da Mongólia, e voltando para a Holanda pela Europa Central. O Ford Modelo T da aventura tem um motor a gasolina de 3.0 litros com a especificação original da fábrica, de 1915, e ganhou pneus maiores nas rodas de raios de madeira para aumentar o conforto em viagens longas. Em média, um jogo de pneus dura cerca de 15.000 km em estradas normais, mas o desgaste é bem maior em trilhas não pavimentadas, como as que o casal enfrentou em regiões da África e América do Sul.
“Na África, tivemos de soldar uma roda dianteira quebrada no ferreiro local”, conta Dirk. “E na fronteira da África do Sul com Botswana conhecemos um fazendeiro que tinha um velho Ford Modelo T no galpão e nos deu o seu estepe de presente para ajudar na viagem”. Por ser acessível, confiável e fácil de manter, com peças padronizadas e intercambiáveis, o Ford Modelo T se tornou um produto de massa e ajudou a colocar o mundo sobre rodas. Entre 1908 e 1927, a Ford construiu 15 milhões de unidades do veículo. A sua produção começou nos Estados Unidos, mas rapidamente se expandiu para todo o mundo, incluindo fábricas na Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Espanha e Reino Unido.

Decisão sobre impeachment pode levar quase 2 meses

Deputado Jovair Arantes (PTB-MG) será o relator do pedido de impeachment.

Com a escolha da comissão que analisará o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, teve início na tarde da última quinta-feira (17), o processo que pode tirá-la do Poder. O trâmite pode chegar ao fim apenas no começo de maio. Isso porque Dilma terá que apresentar sua defesa em até dez sessões da Câmara, cujo prazo já começou. Após isso, eles analisarão o pedido de impeachment e a defesa.
A partir daí, a comissão tem até cinco sessões decidir se o processo de impeachment deve ser aberto. A decisão será votada no plenário em até 48 horas, onde precisa do apoio de mínimo de 342 dos 512 deputados. Após isso, segue ao Senado, onde o processo também precisa ser aprovado, dessa vez por maioria simples. Se o pedido de impeachment for aprovado nas duas casas, Dilma será afastada, de forma temporária, por cerca de 180 dias. O Senado então convocará o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para presidir a sessão que decidirá sobre o processo. Para ser aprovado, o impeachment precisa receber apoio de dois terços dos senadores.
Apesar de, na teoria, a maioria dos 65 deputados escolhidos pela comissão, por 433 votos a 1, façam parte da base aliada, na prática isso muda um pouco. Isso porque 35 representantes são opositores ou dissidentes que defendem a saída de Dilma do Poder. Segundo levantamento do jornal “O Estado de S. Paulo”, apesar dos 35 opositores de Dilma, ele teria o apoio de 24 representantes. Seis deputados teriam sua posição indefinida. Além disso, um dos maiores aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, rival do PT, Jovair Arantes, será o relator do pedido, e o presidente, Rogério Rosso, do partido do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, é tido como suscetível às pressões das ruas (ANSA).

Entenda o que é foro privilegiado

Foro privilegiado não é um privilégio de uma pessoa, mas do cargo que ela ocupa. O mecanismo é garantido a determinadas autoridades por haver, segundo o entendimento da lei, a necessidade de proteção do exercício de determinada função ou mandato, que depende do cargo que a pessoa a ser julgada ocupa. O artigo 5º Constituição Brasileira estabelece que todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país são iguais perante a lei, mas o foro por prerrogativa de função, mais conhecido como foro privilegiado, pode ser considerado uma exceção a essa regra.

A análise de processos envolvendo pessoas que gozam de foro privilegiado é designada a órgãos superiores, como o Supremo Tribunal Federal, o Senado ou as Câmaras Legislativas. Acredita-se que, com isso, pode-se manter a estabilidade do país ao ter uma autoridade como alvo de investigação, e garantir isenção no julgamento de autoridades do Executivo, Legislativo ou do próprio Judiciário.
No Brasil, entre as autoridades que têm o foro por prerrogativa de função, estão o presidente da República, os ministros (civis e militares), todos os parlamentares, prefeitos, integrantes do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas da União (TCU) e todos os membros do Ministério Público. A medida é alvo de crítica de muitos juristas. O foro privilegiado garante tratamentos diferentes a réus de processos, a depender da importância do cargo da pessoa que é alvo de investigação e do tipo de infração a ser julgada. Crimes comuns ou de responsabilidade têm procedimentos diferenciados, por exemplo.
No caso de Presidente da República e vice, o julgamento seria realizado pelo STF para crime comum, e pelo Senado para crime de responsabilidade. Ministros de Estado envolvidos em processos, por sua vez, têm suas investigações analisadas pelo STF, tanto em caso de crime comum, quanto em casos de crime de responsabilidade. Existe também a possibilidade de o ministro ser julgado pelo Senado, isso acontece no caso de o crime de responsabilidade ser conexo ao do Presidente da República (EBC).

Wagner vai solicitar investigação sobre grampos

Brasília - O ministro-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner, divulgou nota repudiando a divulgação de uma conversa telefônica entre ele e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e afirmou que vai solicitar investigação sobre a existência desse grampo. “Considero estranha a divulgação de gravação de conversa privada que mantive com o Presidente do PT, Rui Falcão, e ainda mais a tentativa de gerar interpretação desvirtuada de minhas palavras e do diálogo mantido”, disse o ex-ministro da Casa Civil.
Diálogos interceptados pela PF na Operação Lava Jato mostram uma conversa entre os dois logo após o MP-SP pedir a prisão preventiva do ex-presidente Lula. Na conversa, Falcão se mostra preocupado com a possibilidade de Lula ser preso e pergunta a Wagner o que aconteceria se Lula já fosse nomeado ministro. O então ministro da Casa Civil diz que não sabe. Falcão também pede alguém do governo fosse para São Paulo, “pra se mexer aqui também”. Em outro trecho, Wagner diz acreditar que é preciso “ficar cercado em torno do prédio dele (de Lula) e sair na porrada”. O ministro disse que “é imprescindível” ressaltar que a gravação foi baseada em um grampo ilegal, “uma vez que nem o presidente do PT e nem eu somos alvos de investigação” (AE).

 
 
 
 
 

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