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Quase metade dos formados em medicina são reprovados no Cremesp

As provas foram consideradas relativamente fáceis, com questões que simulam situações comuns na prática médica  nas principais áreas que o recém-formado deve conhecer.

Quase a metade dos recém-formados em escolas de medicina do estado de São Paulo foi reprovada no exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), feito em 18 de outubro último

De 2.726 de egressos que fizeram as provas, 1.312 (48,13%) não alcançaram a nota mínima, ou seja, não acertaram 60% das 120 questões de múltipla escolha. O restante, 51,87%, acertou mais de 60% das questões.
Segundo os dados divulgados ontem (17) pelo Cremesp, há 45 escolas médicas em atividade no estado, das quais 30 foram avaliadas. As demais ainda não formaram suas primeiras turmas. Entre os egressos das escolas públicas, a reprovação foi de 26,4% e, entre os cursos privados, chegou a 58,8%. O exame abrange as principais áreas da medicina: clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, saúde pública, saúde mental, bioética e ciências básicas.
O presidente do Cremesp e coordenador do exame, Bráulio Luna Filho, destacou que as provas foram consideradas relativamente fáceis, com questões que simulam situações comuns na prática médica nas principais áreas que o recém-formado deve conhecer. “A maior dificuldade desse grupo foi na clínica médica, que é a base para quem pretende ser especialista e continuar se aperfeiçoando. São questões simples a que o recém-formado deveria responder e não conseguiu”.
Segundo Bráulio, dados do final de 2014 indicam que há em São Paulo 125 mil médicos (no Brasil são 405 mil). Um dos fatores que contribuem para o aumento desse número é o excesso de faculdades de medicina. “Faculdade de medicina é um centro de estudo sério, mas nos últimos dez anos houve um aumento indiscriminado de escolas sem condições de formar médicos bons”. Em todo o Brasil, são 266 escolas de medicina.
O presidente do Cremesp citou ainda o fato de que 70% dos processos contra médicos estão ligados à formação. Nos últimos dez anos, houve aumento de processos contra médicos formados há menos de dez anos, sendo que a maioria tem seis anos de formação.
Mesmo que o recém-formado tenha péssimo desempenho no exame, ele recebe a carteira de médico e pode atuar, porque não há lei que o impeça de entrar na prática médica. Bráulio destacou como positivo o fato de que várias instituições adotaram a classificação no exame do Cremesp como referência para a prova de residência médica. Apesar de aplicar a prova, o Cremesp não tem autoridade para interferir na faculdade (ABr).

Brasil confirma 508 casos de microcefalia

Os 508 casos confirmados foram registrados em 203 municípios de 13 estados.

Novo boletim epidemiológico divulgado ontem (17) pelo Ministério da Saúde revela que 508 casos de microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central de bebês, relacionadas à infecção congênita, foram confirmados no país entre 22 de outubro de 2015 e 13 de fevereiro de 2016. 837 casos foram descartados após apresentarem exames normais ou por representarem quadros de microcefalia e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas.
Os 508 casos confirmados foram registrados em 203 municípios de 13 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Amapá e Amazonas são os únicos estados da Federação que não tem nenhum registro de casos. Dos 3.935 casos suspeitos de microcefalia que ainda estão sendo investigados, 60,1% foram notificados em 2015 e 39,9% este ano.
Também foram notificados 108 mortes de bebês com suspeita de terem sido causadas por microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação. Dessas, 27 foram confirmadas, 70 continuam em investigação e 11 foram descartadas. “O ministério está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central informados pelos estados e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral”, informou a pasta (ABr).

Um milhão de crianças em desnutrição aguda grave na África

Após dois anos de seca, quase um milhão de crianças em países do Leste do continente africano – África Oriental e Austral – sofre de “desnutrição aguda grave”. O alerta foi feito pelo Unicef. As crianças das regiões leste e sul do continente enfrentam uma situação de falta de alimentos e de água, agravada pelo aumento dos preços, que força as famílias a pularem refeições e venderem os bens que têm para adquirir alimentos.
A “desnutrição aguda grave” é definida como fome extrema e é a principal causa de morte de crianças até 5 anos no mundo, segundo o Unicef. Angola é um dos países que desperta a preocupação da ONU. O país tem cerca de 1,4 milhão de pessoas afetadas por condições meteorológicas extremas e cerca de 800 mil que necessitam de ajuda alimentar, a maioria nas províncias mais áridas, ao Sul do país.
A agência da ONU apelou para aportes financeiros a fundos humanitários de emergência em sete países, sendo os principais de $ 78 milhões de euros para a Etiópia; $ 23,3 milhões de euros para a Angola; e $ 13,4 milhões de euros para a Somália. “O fenômeno meteorológico El Niño vai diminuir, mas o custo para as crianças – muitas das quais já lutavam para sobreviver – será sentido durante anos”, disse a diretora regional da Unicef, Leila Gharagozloo-Pakkala, citada pela agência France Presse.
Na Etiópia, o número de pessoas que precisam de ajuda alimentar deve aumentar este ano de 10 milhões para 18 milhões, e no Malaui a situação é a mais grave dos últimos nove anos: 2,8 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 15% da população, estão em risco de desnutrição aguda grave. “As estatísticas são impressionantes”, disse Megan Gilgan, consultora do Unicef. “A situação deve agravar-se ao longo deste ano e em 2017” (Ag. Lusa).

Troca de partidos

O Congresso Nacional promulga hoje (18), em sessão conjunta, a emenda constitucional que abre “janela” para troca de partidos sem perda de mandato. De acordo com o texto, os detentores de mandatos eletivos poderão deixar os partidos pelos quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.
A medida fez parte da proposta que trata da reforma política já aprovada pelos deputados. O restante do texto, que prevê medidas como o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo, ainda vai ser examinado no Senado. A desfiliação, no entanto, não será considerada para fins de distribuição do dinheiro do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão (Ag.Câmara).

 
 
 
 
 
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