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Repórteres sem Fronteiras: 67 jornalistas morreram no exercício da profissão

Jornalistas em meio ao fogo cruzado durante operação policial na Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro, em outubro de 2009.

Sessenta e sete jornalistas foram mortos em todo o mundo em 2015 no exercício da profissão, de uma lista de 110 profissionais que perderam a vida em circunstâncias pouco claras, segundo balanço divulgado ontem (29) pela organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF)

Os dados mostram que, além desses, também morreram 27 blogueiros e outros sete colaboradores de meios de comunicação social, elevando para 787 o número de profissionais de comunicação mortos na última década.
O Iraque teve o maior número de jornalistas mortos em 2015 (nove confirmados de 11 possíveis), seguido da Síria (nove confirmados de dez possíveis), ambos palco de conflitos armados e com a presença do grupo extremista Estado Islâmico (EI). A França subiu ao terceiro lugar (oito vítimas), após o atentado terrorista contra a redação do jornal satírico Charlie Hebdo, em 7 de janeiro. A lista negra segue com o Iémen, o Sudão do Sul, a Índia e o México.
Ao contrário do que aconteceu em 2014, a maioria das vítimas neste ano era jornalista local (97%) que trabalhava fora de zonas de conflito (64%). No ano passado, a maior parte dos 66 jornalistas mortos foi assassinada em áreas de guerra. “É fundamental adotar um mecanismo concreto para a aplicação do direito internacional sobre a proteção dos jornalistas”, declarou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire. Neste sentido, considera fundamental que as Nações Unidas designem um “representante especial” para a proteção dos jornalistas.
A Repórteres Sem Fronteiras também recordou que dois dos jornalistas assassinados este ano são mulheres: a francesa Elsa Cayat (que morreu no ataque jihadista contra o Charlie Hebdo), e a somali Hindia Mohamed, vítima da explosão de um carro bomba pela milícia Shebab, no dia 3 de dezembro.
Dados da RSF divulgados há duas semanas indicam ainda que neste ano 54 jornalistas foram sequestrados – alta de 34% na comparação com 2014; e 153 presos – queda de 14% na comparação com o ano anterior. Os reféns encontram-se na Síria (26), Iémen (13), Iraque (10) e Líbia (5); enquanto os presos estão sobretudo na China (23), no Egito (22), Irã (18) e na Turquia (9). Os 66 restantes estão presos pelo resto do mundo (Ag. Lusa).

Aulas presenciais e flexíveis para quem deseja voltar à escola

O modelo é ideal para quem trabalha e não consegue frequentar a escola de segunda a sexta-feira.

Durante o mês de janeiro, a Secretaria da Educação do Estado recebe inscrições de jovens e adultos interessados em conquistar o diploma da educação básica em 2016. As matrículas podem ser feitas em qualquer unidade de ensino por pessoas que, por algum motivo, precisaram interromper os estudos e querem voltar para a sala de aula no próximo ano.
Além das escolas que oferecem aulas na modalidade regular, conhecida como Educação de Jovens e Adultos (EJA), o cadastro também pode ser feito em um dos 31 Centros Estaduais de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA), com carga horária flexível, onde o participante recebe os roteiros de estudos e deve comparecer ao centro quantas vezes forem necessárias para obter orientações, tirar dúvidas com os professores, frequentar oficinas ou palestras desenvolvidas pela instituição e realizar as avaliações parciais e finais.
“A Secretaria convida jovens e adultos a retomarem os estudos. Afinal, nunca é tarde para voltar à sala de aula e conquistar o diploma. Os professores são capacitados para receber e orientar aqueles estudantes que já têm alguma experiência e que precisam dar um novo passo”, afirma Virginia Nunes Oliveira, uma das diretoras do Centro de Educação de Jovens e Adultos.
Os interessados precisam ter, no mínimo, 18 anos. Já na modalidade regular do Ensino Fundamental, a idade mínima é 15 anos. Para fazer o cadastro, basta comparecer a qualquer uma das escolas estaduais e fornecer nome completo, data de nascimento, endereço residencial e telefone para contato. É recomendável levar a certidão de nascimento e comprovante de residência (SEE).

Taxistas protestam contra consulta pública para Uber

Taxistas de São Paulo fecharam o Viaduto do Chá, em frente à sede da prefeitura paulistana, na manhã de ontem (29), em protesto contra um projeto da prefeitura para regulamentar o uso do Uber. O protesto ocorreu ao mesmo tempo em que a prefeitura chamou uma coletiva para anunciar o lançamento de uma consulta pública para avaliar o modelo de transporte individual para a cidade.
No protesto, os taxistas lançaram muitas bombas para fazer barulho. A reportagem da Agência Brasil abordou vários profissionais durante o protesto, mas nenhum quis falar com a imprensa. A prefeitura de São Paulo lançou uma consulta pública para avaliar o novo modelo de transporte individual para a cidade. O texto poderá receber sugestões da população pelo prazo de 30 dias. A consulta pública está disponível em (http://consultausointensivoviario.prefeitura.sp.gov.br/) (ABr).

El Niño perderá força entre abril e maio

Em 2016, o fenômeno El Niño deve sofrer um enfraquecimento gradativo até meados de abril ou maio, disse o meteorologista-chefe da Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia, Luiz Cavalcanti. O fenômeno, que provoca flutuações no clima devido ao aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico, foi o responsável pelo excesso de chuvas na região Sul, pela seca na região Nordeste e em parte da região Norte, em 2015.
“Ainda teremos o El Niño atuando durante o primeiro semestre de 2016, mas seu enfraquecimento trará reflexos na organização do clima”, disse Cavalcanti. A previsão é que, com o fim do El Niño, o Sul não deverá ter tantas chuvas em 2016. No Centro-Oeste, as chuvas não devem tardar tanto, diminuindo a ocorrência de incêndios­.
Entre os principais acontecimentos climáticos de 2015 no Brasil, o meteorologista citou as chuvas no Sul e Centro-Oeste, a seca no Nordeste (que dura 4 anos) e a seca no Sudeste, no começo do ano, que resultou em problemas de abastecimento de água em São Paulo. “Foi um ano muito quente no Brasil”, concluiu Cavalcanti (ABr).

Em 2016, 948 rádios AMs poderão
mudar para FM

Os valores que cada emissora terá que pagar para fazer a mudança variam de R$ 8,4 mil a R$ 4,4 milhões.

A partir de janeiro, 948 rádios de todo o Brasil já poderão sair da faixa AM (modulação em amplitude) e começar a transmitir a programação no sistema FM (frequência modulada). Atualmente, 1.781 emissoras estão como AM e, entre elas, 1.385 pediram para mudar de faixa. Segundo o Ministério das Comunicações, 948 rádios poderão fazer a migração em 2016. As demais emissoras terão que aguardar a liberação do espaço que vai ocorrer com a digitalização da TV no país.
Os valores que cada emissora terá que pagar para fazer a mudança variam de R$ 8,4 mil a R$ 4,4 milhões. A tabela - elaborada pelo Ministério das Comunicações - foi feita com base em critérios como índices econômicos e sociais e população do município em que a rádio está localizada, além do alcance. Para fazer a alteração, os radiodifusores terão de arcar com os custos referentes à diferença entre as outorgas de AM e de FM. Além disso, será necessário adquirir equipamentos para a transmissão do novo sinal.
A migração de faixa não é obrigatória, mas é uma antiga reivindicação dos radiodifusores brasileiros. As rádios AM têm enfrentado queda de audiência e de faturamento em razão de interferências na transmissão da programação. Além disso, não podem ser sintonizadas por dispositivos móveis, como celulares e tablets (ABr).

Itália lança sorvete de maconha

Sorvete de maconha batizado de “Bob Marley” faz sucesso na Itália.

Uma sorveteria da cidade italiana de Alassio, na província de Savona, anunciou o lançamento de um novo sabor de “gelato” um tanto quanto polêmico. Dedicado ao pai do reggae, Bob Marley, o sorvete do estabelecimento Perlecò conta conta com sementes de maconha e com o sugestivo nome “Marley”. A iniciativa nasceu graças à colaboração com a Canapa Ligure, associação que promove os benefícios da droga à saúde física e mental. “É bom e faz bem”, afirmam os produtores do sabor, que deve começar a ser comercializado ainda neste fim de ano.
“Trata-se de um sorvete com sementes de cânhamo [provenientes da espécie cannabis sativa] sem cascas, muito bom e com todas as propriedades benéficas da planta, existentes principalmente pela alta presença de ácidos graxos poli-insaturados que ajudam a combater e prevenir distúrbios entre os quais arteriosclerose, distúrbios cardiovasculares, colesterol, artrose, doenças do sistema respiratório, eczemas e acnes”, explicam os responsáveis pelo sabor (ANSA).

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