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Apesar de chuvas, crise hídrica ainda é realidade na grande São Paulo

O Sistema Cantareira opera em patamar negativo, tendo registrado -4,2% da capacidade no dia 16 de dezembro.

A crise hídrica que atinge a região metropolitana de São Paulo desde o início de 2014 ainda é uma realidade para paulistanos e moradores de municípios vizinhos da capital paulista

Neste ano, apesar de o rodízio ter sido oficialmente descartado por causa da melhora no regime de chuvas e da redução de consumo adotada pela população, as represas ainda estão em situação crítica. O Sistema Cantareira opera em patamar negativo, tendo registrado -4,2% da capacidade no dia 16 de dezembro. O sistema, que abastecia cerca de 9 milhões de pessoas, hoje atende 5,2 milhões, segundo dados da Sabesp.
O geólogo Pedro Luiz Côrtes, especialista em recursos hídricos da USP e da Uninove, aponta que o maior volume de chuvas, especialmente em fevereiro e março, trouxe um alento para a situação, classificada como muito crítica no final do ano passado. “Serviu para que a gente conseguisse sair da segunda cota do volume morto e ficasse na primeira cota”, apontou. Ele lembra, no entanto, que a situação está longe da normalidade e, para a população, as medidas de contenção continuam sendo de grande impacto.
A principal obra de 2015, entregue em setembro pelo governo estadual, foi a de interligação entre os sistemas Rio Grande e Alto Tietê. Com custo de R$ 130 milhões, o córrego Taiaçupeba-Mirim não suportou o volume de água retirado da represa Billings, previsto para 4 mil litros de água por segundo. Por conta da falha, áreas do município de Ribeirão Pires foram alagadas e foi necessário reforçar as margens. Segundo a Sabesp, hoje o bombeamento funciona normalmente, com a capacidade total de transferência.
Outra obra que reforçou a capacidade de abastecimento das represas foi a captação de água do Rio Guaió, entregue em 29 de junho. Atualmente, ela fornece 350 litros de água por segundo para o Sistema Alto Tietê e o volume pode ser ampliado para até mil litros. Parte desta água atende uma parcela da população que era atendida pelo Cantareira. A expectativa do governo estadual para 2016 é a recuperação contínua e gradual dos mananciais. Estão previstos, para o próximo ano, os estudos de captação dos rios Itapanhaú e Alto Juquiá.

A vacina contra dengue da Sanofi é aprovada no Brasil

A aprovação da primeira vacina contra a dengue é um avanço para a Saúde Pública.

Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da Sanofi, anunciou que o Brasil concedeu a aprovação regulatória para sua vacina contra dengue, representando o terceiro registro da vacina, que também foi aprovada no México e nas Filipinas no início deste mês. A autoridade regulatória brasileira, Anvisa, aprovou a vacina tetravalente contra a dengue da Sanofi Pasteur para a prevenção da doença causada pelos quatro sorotipos do vírus da dengue em pessoas de 9 aos 45 anos de idade que vivem em países endêmicos.
A vacina contra dengue da Sanofi Pasteur reduziu dois terços dos casos causados pelos quatro sorotipos de dengue, preveniu 8 de cada 10 hospitalizações e 93% dos casos de dengue grave. “Esta nova aprovação da vacina contra dengue pela Anvisa, representa um marco importante para a Sanofi Pasteur”, diz Guillaume Leroy, vice-presidente da Dengue Company da Sanofi Pasteur. “A aprovação da vacina contra dengue no Brasil tem o potencial de reduzir significativamente esta enorme carga da dengue e ajudar o Brasil a atingir os objetivos de redução da mortalidade e morbidade por dengue estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde até 2020.
“A aprovação da primeira vacina contra a dengue é um avanço para a Saúde Pública de importancia crítica para o nosso país, que tem a maior carga da dengue da América Latina”, disse o Dr. João Bosco, do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública, professor da Universidade Federal de Goiás. “O surto de 2015 ainda está muito presente na mente dos brasileiros, de modo que a aprovação da vacina contra dengue é uma ferramenta adicional bem-vinda para se somar aos esforços de prevenção à dengue em curso”.
Informações adicionais sobre a vacina contra dengue da Sanofi Pasteur estão disponíveis na web, em espanhol, no website: (www.es.dengue.info/).

Estação da Luz aguarda obras de reforço antes de ser liberada

Uma semana depois de ser atingido, parcialmente, por um grande incêndio, o prédio da Estação da Luz continua interditado e ainda não há previsão de quando voltarão a circular os trens da CPTM. Em vistoria feita, técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluíram que há necessidade de obras de reforço na estrutura, antes da liberação.
De acordo com a CPTM, os usuários da Linha 7-Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) devem desembarcar na estação Palmeiras-Barra Funda, onde conseguem acessar a Linha 3-Vermelha, que liga as regiões leste e oeste, passando pelo centro da cidade. Já os passageiros da Linha 11-Coral (Luz – Guaianases – Estudantes) desembarcam na estação do Brás, onde há também conexão com a Linha 3-Vermelha.
O prédio do século 19, um dos marcos históricos e cartão postal da capital paulista, recebia em média 400 mil passageiros para embarques nos trens da CPTM. Já nos três andares do Museu da Língua Portuguesa, foram registradas mais de 300 mil visitas ao longo do ano passado (ABr).

MANCHESTER CITY TENTA TRAZER NEYMAR

O Manchester City estaria de olho no brasileiro Neymar, do Barcelona, segundo publicou neste domingo (27) o jornal esportivo espanhol “As”. O clube inglês engordou seu caixa no início de dezembro, quando entraram 376 milhões de euros, fruto da cessão de 13% da Football City Group (CFG) a investidores chineses. 
A compra de Neymar do Barcelona, no entanto, não parece ser uma tarefa fácil, já que o craque tem contrato com o time catalão até 2018, com uma cláusula rescisória de 190 milhões de euros. Há meses, o pai de Neymar, que atua como seu empresário, discute uma renovação com o time, mas ainda não se chegou a um acordo. 
Questionado pela imprensa ao voltar do recesso de Natal, Neymar disse “não saber” sobre seu futuro. “Eu no City? Não sei, a vida é muito longa”, respondeu o brasileiro (ANSA).

Seul e Tóquio chegam a acordo sobre ‘mulheres de conforto’

A maioria das escravas sexuais eram sul-coreanas. Somente 46 delas continuam viva.

A questão das “mulheres de conforto”, escravas sexuais dos bordeis japoneses durante a II Guerra Mundial, foi finalmente resolvida ontem (28), quando os chanceleres da Coreia do Sul, Yun Byung-se, e do Japão, Fumio Kishida, concordaram em uma indenização para as vítimas. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se desculpará a Coreia do Sul e Tóquio financiará um fundo de cerca de R$ 32 milhões destinado a ajudar as ex-vítimas, medida que o Japão resistia a tomar. Segundo Kishida, o acordo “marca o começo de uma nova era nas relações entre Japão e Coreia do Sul”. Essa era uma das maiores tensões nas relações entre Seul e Tóquio, grandes aliados. Desta forma, a Coreia so Sul irá remover uma estátua que lembra as “mulheres de conforto”, erguida por ativistaS em frente à Embaixada japonesa em Seul. Os dois governos também concordaram em não se criticar sobre a questão diante da comunidade internacional.
A maioria das escravas sexuais eram sul-coreanas, mas também havia vítimas chinesas, filipinas, indonésias e taiwanesas. Somente 46 delas continuam vivas (ANSA).

Militares iraquianos declaram vitória sobre o EI em Ramadi

Em Ramadi, no Iraque, “não existe mais nenhuma resistência” dos militantes do Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e “a batalha foi vencida”, disse o porta-voz da força de elite iraquiana na luta contra o terrorismo, Sabah al Numan, que participou do combate à ofensiva jihadista. Autoridades acreditam que, após cercar os jihadistas e eles terem parado de responder a disparos, todos fugiram ou estão mortos.
Militares, no entanto, não se arriscam a averiguar a área, com medo de uma emboscada. Equipes anti-bombas devem investigar o local nas próximas horas. Há meses, as forças iraquianas tentam se aproximar da cidade. A capital da província de Anbar, Ramadi, foi tomada em maio, em um grande golpe aos esforços para retomar terras invadidas pelos jihadistas no Iraque. Perda de território foi um embaraço para as forças militares iraquianas, que foram treinadas por norte-americanos.
Calcula-se que o EI controla uma área similar à da Inglaterra, ocupando um terço de Iraque e Síria, onde querem estipular um califado guiado sob as normas da sharia, as leis islâmicas. No último domingo (20), aviões oficiais bombardearam Ramadi e pediram para a população deixar a cidade imediatamente, indicando as vias de fuga.
Ramadi fica a cerca de 90 km de Bagdá. Agora forças iraquianas querem reconquistar Mossul, o que acabaria com a estrutura do EI no país. Eles obtêm grande parte de sua renda vendendo o petróleo da cidade (ANSA). 

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