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Acesso à internet chega a 78% das escolas públicas urbanas e a 13% das rurais

Entre as escolas urbanas, o acesso é maior, cerca de 80% estão conectadas.

No Brasil, 32.434 escolas públicas ainda não contam com qualquer tipo de conexão à internet, segundo levantamento feito pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS)

O número corresponde a 22% do total de escolas públicas. A maioria das escolas sem acesso à internet está no campo, onde apenas 13% estão conectadas à rede.
O acesso à rede proporciona mais igualdade para os estudantes. “Há uma grave violação do princípio da universalidade, aprofundando as disparidades hoje existentes. Ao expandir o acesso à informação e permitir que professores e alunos acionem diferentes fontes e aprofundem seus repertórios, democratiza-se o acesso à informação e a materiais pedagógicos de qualidade, em especial para escolas com menos recursos”, diz o diretor do ITS, Ronaldo Lemos.
Entre as escolas urbanas, o acesso é maior, cerca de 80% estão conectadas. No entanto, ainda há mais de 9 mil escolas em cidades que não têm acesso à rede ou a conexão à internet é mais lenta do que deveria ser. Isso significa que 4,5 milhões de alunos no país estão em desvantagem, segundo o levantamento. As escolas urbanas são atendidas pelo Programa Banda Larga nas Escolas – uma iniciativa do governo federal com empresas de telefonia para conectar as escolas públicas com banda larga. A empresa deve garantir o fornecimento e também a manutenção de banda larga para as escolas urbanas.
A lei prevê que as escolas recebam banda larga de pelo menos 2 megabit por segundo (Mbps) ou igual à melhor conexão ofertada na região. O levantamento aponta ainda que essa meta deveria ser revisada semestralmente, mas ainda é a mesma de 2010. Segundo Lemos, a meta está aquém da de outros países, que discutem e implementam velocidade de conexão de 50 ou 100 Mbps.
Do total de 65.738 escolas rurais, 2.569 (3,9%) estão conectadas por satélite, com velocidades de 1 Mbps. Segundo o ITS, 35 mil escolas têm energia elétrica e infraestrutura tendo, portanto, condições de serem conectadas à internet. Dessas, 27 mil atendem ao critério do edital quanto ao número alunos, no entanto, apenas 5.733 tem conexão com a internet (ABr).

Maduro reconhece vitória da oposição nas urnas

Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, reconhece vitória da oposição.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reconheceu a derrota do chavismo nas urnas no último domingo, quando os opositores conquistaram a maioria dos assentos na Assembleia Nacional em eleições legislativas. Essa é a maior vitória da oposição em cerca de 16 anos, desde que o ex-presidente Hugo Chávez, falecido em 2013, subiu ao Poder.
Em mensagem em cadeia nacional, ele declarou que “decidimos com a nossa moral, com a nossa ética, reconhecer estes resultados adversos, aceitá-los e dizer à Venezuela que a Constituição e a democracia triunfaram”. “Sempre temos sabido reconhecer os resultados, em todas as circunstâncias”, disse, diminuindo o tom, após ameaçar uma revolução caso o chavismo perdesse.
Opositores conquistaram 99 das 167 cadeiras, contra 46 do Partido Socialista Unificado da Venezuela (Psuv), informou a presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. Quase 75% dos cerca de 19 milhões de venezuelanos habilitados a votar compareceram às urnas e as autoridades celebraram a afluência - a maior desde que o voto deixou de ser obrigatório, na década de 1990.
Opositores saíram às ruas para celebrar o resultado em todas as maiores cidade do país. Na capital, Caracas, houve buzinaço, fogos de artifícios e festejos nos mesmos locais onde, em fevereiro do ano passado, foi o epicentro de uma onda de manifestações, que deixou dezenas de mortos. Jesus Torrealba, da Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão que faz oposição ao governo de Maduro, disse que as famílias venezuelanas estão cansadas de viver as consequências de um regime fracassado. “O país quer mudança e a mudança começa hoje”, concluiu (ANSA).

Mundo caminha para “catástrofe climática”, alerta ONU

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

O mundo caminha para uma “catástrofe climática”, alertou ontem (7) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao abrir a semana ministerial da cúpula sobre o clima que visa a estabelecer, até sexta-feira (11), um acordo mundial contra o aquecimento global. “O mundo espera mais de vocês do que meias-medidas”, disse Ban Ki-moon aos delegados, apelando aos países que aceitem, a cada cinco anos, uma avaliação do seu envolvimento antes da entrada em vigor do futuro acordo.
“As decisões que tomarem aqui em Paris serão sentidas durante séculos”, destacou. Segundo o secretário-geral da ONU, “o objetivo atual é o mínimo” e deve-se ter “a ambição de ir além”. “É preciso assim que o acordo preveja ciclos de cinco anos, antes de 2020, para que os Estados voltem a analisar os seus compromissos e os reforcem em função dos dados científicos disponíveis”, defendeu. O acordo deve “deixar claro ao setor privado que a transformação que nos dotará de uma economia mundial com baixas emissões (de gases de efeito estufa) é inevitável, benéfica e já está em curso”, adiantou.
“Os países desenvolvidos devem aceitar desempenhar um papel vital e os países em desenvolvimento devem assumir uma parte crescente de responsabilidade, de acordo com as suas capacidades”, afirmou. “Fora das salas, onde nos reunimos em todo o mundo, exige-se um acordo universal e forte. Temos a obrigação de ouvir essas vozes”, acrescentou Ban Ki-moon. A Conferência do Clima de Paris (COP21) aprovou no sábado (5) um projeto de acordo para combater as alterações climáticas. O acordo deve ser concluído esta semana pelos ministros dos cerca de 200 países, para ser assinado em 11 de dezembro.

OS 74 ANOS DO ATAQUE A PEARL HARBOR

Durante as cerimônias dos 74 anos do ataque japonês à Pearl Harbor, o Memorial USS Arizona homenageia o comandante Joe Langdell, o sobrevivente ao incidente que viveu por mais tempo. Langdell, que morreu em fevereiro deste ano, será enterrado no navio norte-americano com honras militares.
Os restos do navio de guerra norte-americano repousam no mar e, junto a ele, estão os corpos dos 1.177 soldados do país que perderam a vida dentro da embarcação. Ao todo, a ação dos caças japoneses no dia 7 de dezembro de 1941 danificou ou destruiu 21 navios e 347 aviões, matando mais de 2,4 mil pessoas.
A ação inesperada pelos Estados Unidos provocou as batalhas no Oceano Pacífico como forma de retaliação ao ataque. Um dia após o ato, o Congresso declarou guerra ao Japão e o então presidente Franklin Roosevelt realizou um ataque em Tóquio, capital do país, no dia 18 de abril de 1942 (ANSA).

Pela 1ª vez, Pequim emite ‘alerta vermelho’ por poluição

A China - ao lado dos Estados Unidos - é o país mais poluidor do mundo. As duas nações emitem sozinhas 45% dos gases que provocam o efeito estufa.

Pela primeira vez na história, a cidade de Pequim emitiu um “alerta vermelho” ontem (7) por causa dos altos índices de poluição no ar, informou a agência estatal de notícias Xinhua. Mesmo após semanas de índices elevados de pó no ar, o país mantinha o “alerta laranja”, o nível três em uma escala de quatro cores. Após alguns dias de trégua, a quantidade de partículas de poluição no ar, o índice PM 2,5, voltou a subir no domingo (6).
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade máxima de partículas suportadas pelos humanos é de 2,5 PM. Hoje, às 18h00 (hora local) esse número estava em 2,56 na capital chinesa. O acionamento do alerta vermelho impõe uma série de medidas extremas para reduzir os índices de poluição, entre elas, está a proibição de funcionamento de empresas consideradas “altamente poluentes”, a paralisação de obras públicas que envolvam a construção de empreendimentos e a recomendação para que as pessoas evitem sair de casa.
A China - ao lado dos Estados Unidos - é o país mais poluidor do mundo. As duas nações emitem sozinhas 45% dos gases que provocam o efeito estufa. De acordo com um estudo realizado pela Berkeley Earth e publicado pela “Plos One” reveleu que 1,6 milhão de pessoas morrem por ano na China por causa da poluição e de seus efeitos, o que dá 4,4 mil mortes por dia (ANSA). 

 
 
 
 

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