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Neuropediatra diz que casos de microcefalia indicam uma nova doença

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

Sem estudos em toda a literatura médica que relacionem a infecção de gestantes pelo vírus Zika com o nascimento de crianças com microcefalia, a neuropediatra Vanessa Van der Linden defende que os novos casos dessa deformidade no cérebro revelam uma nova doença, já que fogem do padrão conhecido

“Se é provocada pelo Zika ou por outro vírus, ou outro agente, não sabemos. O que posso dizer é que os casos não seguem o padrão que a gente vê nas outras pacientes que têm infecção congênita e filhos com microcefalia”, explicou Vanessa, do Hospital Barão de Lucena, presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente do Recife.
Ela foi a primeira médica a buscar a Secretaria de Saúde de Pernambuco para alertar sobre o aumento do número de casos de crianças com o crânio menor que o normal. “Um dia, cheguei à UTI e tinha três casos de crianças com a cabecinha assim, isso me deixou intrigada, normalmente a gente via uma a cada mês ou a cada dois meses”, relatou.
A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. A neuropediatra esclarece que essa condição pode ter diversas causas, como agentes químicos e infecções por toxoplasmose ou pelo citomegalovírus. Cada causador provoca um quadro típico, como alteração na visão, na audição ou em outros órgãos. Segundo a médica, em muitos desses novos casos os recém-nascidos têm comprometimento do coração, “mas a amostra ainda é muito pequena para dizer que está relacionado à nova doença”.
À medida que os casos foram chegando, a neuropediatra pedia exames para toxoplasmose e para citomegalovírus, e todos deram negativo. A especialista diz que recebeu informações de casos parecidos fora do Nordeste e que tudo deve ser bem investigado.
Segundo ela, há casos de crianças com microcefalia que se desenvolvem, têm filhos, mas que em outros casos o bebê tem muitas convulsões e por isso pode não ter o desenvolvimento adequado (ABr).

No Quênia, papa Francisco pede coragem para enfrentar a violência

Homem passa por outdoor que anuncia a visita do papa no Quênia.

Em seu primeiro discurso no Quênia, o papa Francisco pediu coragem para enfrentar o terrorismo e as constantes disputas internas nesses países. “A violência, o conflito e o terrorismo se alimentam do medo e do desespero [que] nascem da pobreza e da frustração. A luta contra esses inimigos da paz e da prosperidade deve ser levada adiante por homens e mulheres que, sem medo, acreditam nos grandes valores espirituais e políticos que inspiraram o nascimento do país”, destacou o Pontífice ontem (25).
O sucessor de Bento XVI tocou por diversas vezes nas questões que afligem o continente, como as constantes lutas entre grupos armados que se dizem cristãos ou muçulmanos e que levam mortes e destruição nas comunidades mais pores. “Até que as sociedades vivenciarem as divisões, sejam étnicas, religiosas ou econômicas, todos os homens e mulheres de boa vontade são chamados para operar pela reconciliação e pela paz, pelo perdão e pela cura dos corações. Na obra de construção de uma sólida ordem democrática, de reforço da coesão e da integração, da tolerância e do respeito pelos outros, a perseguição ao bem comum deve ser um objetivo fundamental”, disse.
Falando do Palácio Presidencial de Nairóbi após ser acolhido pelo presidente local, Uhuru Kenyatta, e por autoridades, Jorge Mario Bergoglio condicionou também a luta contra a pobreza e ao terrorismo com a defesa ambiental. Para o líder católico, os valores africanos sobre a proteção à natureza são fonte de inspiração para os governantes criarem políticas que promovem “modelos responsáveis de desenvolvimento econômico” (ANSA).

Lama da Samarco não vai chegar a Abrolhos

O Arquipélago de Abrolhos, no litoral sul da Bahia, a 250 km da foz do Rio Doce.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a lama com rejeitos de minério que vazou do rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana, não deve chegar ao Arquipélago de Abrolhos, nem aos manguezais de Vitória. É que as correntes marítimas vão para o sul nesta época do ano e a dispersão está dentro das projeções. “Não se espera uma dispersão de 200 km como imaginam”, disse. O Arquipélago de Abrolhos localiza-se no Oceano Atlântico, no litoral sul da Bahia, a 250 km da foz do Rio Doce.
“Estamos avaliando a dimensão do acidente para entender o comportamento [da lama] no mar. A dimensão da dispersão da pluma vai dar clareza de como isso vai impactar no mar, mas afeta os crustáceos, os microrganismos”, explicou a ministra, destacando que a concentração da lama que se deposita na foz do Rio Doce é muito grande e está causando um “impacto irreversível”.
A lama que escorre pelo Rio Doce já se deslocou 5 km ao sul, 30 km ao norte e 20 km a leste, mar adentro. Entretanto, o deslocamento é influenciado pelas ondas e pelo vento, então pode mudar. Izabella disse que a Bacia do Rio Doce já tinha um cenário de degradação ambiental, por falta de tratamento de esgoto e garimpo. “Recuperar o Rio Doce é possível em um compromisso de longo prazo. Já tínhamos um quadro grave, e agora um quadro crítico. Levará tempo, mas teremos que fazê-lo. Não dá pra abrir mão do Rio Doce, façamos desse desastre um exemplo de recuperação ambiental nesse país”, disse (ABr).

LEGALIZAR O JOGO SERIA BOM PARA O TURISMO

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, Alexandre Sampaio, informou que o jogo ilegal no Brasil movimenta R$ 18 bilhões. Para ele, o País tem um histórico no setor e um potencial em várias cidades do interior e que seria benéfico para a economia do País se os cassinos forem legalizados. Ele participou de audiência pública da Comissão de Turismo da Câmara que debateu a situação do turismo e o marco regulatório dos jogos no Brasil.
“Temos estrutura e capacidade para atrair e hospedar essa sistemática do jogo com qualidade no atendimento”, afirmou, acrescentando que que só com os cassinos o setor de turismo teria mais 400 mil postos de trabalho e ganharia mais investimentos internacionais. Ele também defendeu que os cassinos possam ir para as capitais, mas, para ele, o foco seria a interiorização dos empreendimentos.
O presidente da Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux, Márcio Santiago, afirmou que a promoção internacional do Turismo no Brasil tem perdido recursos e que a regulamentação dos cassinos pode colaborar para melhorar essa situação. Ele informou que, em 2005, o Brasil tinha R$126 milhões para investir e agora, dez anos depois, os recursos são da ordem de R$ 67 milhões. “Países muito menores que o Brasil investem muito mais na promoção internacional do turismo”, lamentou (Ag.Câmara).

Chanceler russo descarta guerra com Turquia

O caça russo abatido pela Força Aérea da Turquia estava a caminho da Síria.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse que Moscou não irá lançar uma guerra contra a Turquia apesar do abatimento de uma caça russo, por forças de segurança turcas. “Nossas relações com o povo turco não irão mudar”, declarou. O chefe de Diplomacia, no entanto, disse que a Rússia pretende rever seriamente as relações bilaterais. O chanceler turco, Feridun Sinirlioglu, expressou, em conversa telefônica, suas condolências a Rússia e seu pesar pelo incidente, “mas, ao mesmo tempo, tentou justificar a ação”.
Forças de segurança turcas abateram um caça russo quando ele invadiu o espaço aéreo da Turquia nesta semana. Medida foi tomada depois de repetidas advertências. Nos últimos meses, incursões aéreas da Rússia na fronteira com a Síria vêm ampliando as tensões na região. Apesar de Moscou negar ter ultrapassado limites aéreos, autoridades de Ancara disseram ter encontrado restos da aeronave em seu território, que chegaram a ferir duas pessoas.
O presidente norte-americano, Barack Obama, ligou para seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, ocasião em que disse apoiar o país e seu direito de defender sua soberania. O líder, no entanto, falou sobre a necessidade de evitar uma escalada da tensão com Moscou e pediu que o episódio não se repita. O premier russo, Dmitri Medvedev, chamou a ação de irresponsável e disse que uma “perigosa escalada” das tensões não pode ser justificada por proteção de fronteiras. Ainda segundo ele, com o ataque ao caça, “o longo histórico de boas relações entre a Rússia e a Turquia estão ameaçadas”.

 
 
 
 

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