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Mortes por tuberculose caem 42% desde 1990, mostra OMS

1,5 milhão de pessoas morreram pela doença no ano passado.

A taxa de mortalidade por tuberculose caiu 42% na comparação com os índices de 1990. Esse é o principal resultado de um levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

Ainda assim, 1,5 milhão de pessoas morreram pela doença no ano passado, 890 mil homens, 480 mil mulheres e 140 mil crianças, sendo que 400 mil eram HIV-positivos. Ao lado da aids, a tuberculose é uma das principais causas de mortes no mundo. As mortes por HIV em 2014 estão estimadas em 1,2 milhão, que inclui as 400 mil também por tuberculose. A OMS calcula que 9,6 milhões de pessoas tiveram a doença no ano passado, sendo que 12% desses novos casos foram registrados em pacientes com HIV.
Por dia, 4,4 mil pessoas morrem de tuberculose, o que para a OMS é “inaceitável”, uma vez que é possível diagnosticar e curar os pacientes. De acordo com o relatório, para reduzir a incidência da doença é necessário corrigir as deficiências na detecção e tratamento, melhorar o financiamento e investir em pesquisas para desenvolver novos diagnósticos, medicamentos e vacinas. Mais da metade dos casos ocorrem em cinco países: China, Índia, Indonésia, Nigéria e no Paquistão. Entre os novos casos, 3,3% dos pacientes têm resistência aos medicamentos para curar a tuberculose.
Entre os avanços, 43 países reportaram a cura em mais de 75% dos pacientes. A OMS registra melhorias no tratamento, com 77% das pessoas com tuberculose e HIV recebendo antirretrovirais. E entre os pacientes com HIV, 1 milhão recebem terapia preventiva contra a tuberculose, um aumento de 60% na comparação com 2013. Muitos desses avanços foram alcançados a partir do ano 2000, quando foram implementados os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. A incidência mundial da tuberculose teve queda de 1,5% por ano desde 2000, e 18% no total.
Uma das metas era diminuir pela metade a incidência de tuberculose e do número de mortes, objetivo alcançado em vários países com o maior número de casos, incluindo o Brasil, a China, Índia e Uganda. Segundo a OMS, diagnóstico e tratamentos eficientes ajudaram a salvar 43 milhões de vidas nos últimos 15 anos. Na avaliação da OMS, o financiamento ainda é curto. Dos US$ 8 bilhões necessários para detecção e tratamento, apenas US$ 1,4 bilhão foram alcançados. E segundo a agência, são necessários mais US$ 1,3 bilhão para o desenvolvimento de novos diagnósticos, remédios e vacinas.
A OMS lembra que acabar com a epidemia de tuberculose é agora parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis e que os países-membros das Nações Unidas adotaram uma estratégia que visa reduzir a incidência de casos de tuberculose em 80% e das mortes em 90% até 2030. Por isso, mais investimentos são necessários para a acabar com essa “ameaça global” e reduzir os custos para as famílias (ABr).

Ligue 180 registra mais de 4 milhões de atendimentos desde 2005

É necessária a conscientização da sociedade para que as pessoas percam o medo de denunciar as agressões.

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - serviço criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em 2005, registrou mais de 4 milhões de atendimentos. O objetivo é receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede, orientar as mulheres sobre seus direitos e legislação vigente. A informação foi dada pela secretária nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, ao participar do programa Brasil em Pauta, com o tema os 10 anos da Central de atendimento à mulher.
A secretária explicou como funciona a política de atendimento e reforçou a importância das campanhas contra o abuso sexual em transportes públicos. “Nós recebemos ligações 24 horas por dia, efetivamente é um atendimento que funciona em três dimensões, orientação, informação, denúncias e encaminhamentos para serviços especializados. De acordo com o relato vamos responder às demandas”, disse.
Aparecida falou ainda sobre a abordagem da violência contra a mulher na mídia e no Enem. “O aumento das denúncias tem sido positivo, precisamos investir em mudança de comportamento e cultura, com o objetivo de divulgar mais textos e programas que abordem o tema”. A secretária acrescentou que não podem ser consideradas normais músicas, filmes e novelas que evidenciam agressão contra a mulher, os negros, homossexuais e demais formas de violência.
Além da necessidade de educar às pessoas e ensinar que a agressão é crime, a secretária disse que é necessária a conscientização da sociedade para que as pessoas percam o medo de denunciar as agressões. O investimento em campanhas de educação e a conscientização em serviços especializados para acompanhamento das mulheres agredidas são fatores que faltam em grande parte dos municípios do país (ABr).

Senado cria comissão para modernizar a legislação esportiva

A comissão de juristas criada pelo Senado para elaborar um anteprojeto de modernização da Lei Geral do Desporto, iniciou os seus trabalhos. O presidente do colegiado, Caio Vieira Rocha, que também é presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), declarou que o objetivo do grupo é estabelecer uma legislação na área do esporte que possibilite um modelo sustentável para clubes, atletas e federações, e que cumpra melhor sua função social.
Os juristas tem 180 dias para elaborar o anteprojeto, que em seguida será entregue a uma comissão de senadores designada pela Presidência do Senado para analisar o texto. Na solenidade de inauguração dos trabalhos, o presidente do Senado, Renan Calheiros, reiterou que a modernização dessa legislação faz parte de um esforço recente do Senado, que inclui iniciativas semelhantes adotadas também em outros setores, e que já tem produzido resultados.
“Criamos no biênio anterior comissões para rever a Lei da Execução Penal e o Código Comercial. E no momento já temos em funcionamento uma outra que moderniza o Código Brasileiro de Aeronáutica, além de mais uma que visa desburocratizar a relação do Estado com a sociedade”, lembrou (Ag.Senado).

GRUPO DE TRABALHO VAI APOIAR ESTUDO DA
“PILULA DO CÂNCER”

O Ministério da Saúde publicou portaria para apoiar os estudos clínicos e a produção da fosfoetanolamina, conhecida como “pílula do câncer”. O medicamento causou polêmica após ser apontado como revolucionário no tratamento de câncer, mas não conta com estudos clínicos que comprovem seus benefícios. De acordo com o documento, que determina a criação de um grupo de trabalho, o Ministério passará a apoiar as etapas para o desenvolvimento clínico do medicamento.
“Estamos colocando à disposição do professor responsável pela síntese dessa molécula a possibilidade de submeter à fosfoetanolamina a todos os protocolos para verificar se a substância é ou não eficaz e por fim a essa celeuma. Por isso, a recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas não façam uso dessa substância até que os estudos sejam concluídos”, orientou o ministro da Saúde.
O grupo contará com o apoio da Anvisa para orientar os pesquisadores na elaboração dos protocolos clínicos e documentações necessária e deverá contar com o apoio do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para a realização de estudos clínicos e também da Fiocruz. Para isso será elaborado um plano de trabalho que prevê desde a caracterização da molécula, passando pelo desenvolvimento da formulação, produção de lotes de medicamentos experimentais seguindo as Boas Práticas de Fabricação (BPF) da Anvisa e realização de estudos pré-clínicos, ensaios clínicos e estudos de farmacovigilância.
“A grande preocupação do Ministério da Saúde é que as pessoas deixem de realizar o tratamento adequado e que tem sua eficácia comprovado e passem a usar um medicamento que não tem cientificamente uma comprovação de benefícios e efetividade comprovada”, alertou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. De acordo com a portaria, o grupo de trabalho será composto por representantes do Ministério da Saúde e da Anvisa. A coordenação da iniciativa será de responsabilidade de um representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.
A previsão é de que o grupo tenha um prazo máximo de 60 dias para apresentar o plano de trabalho das fases de desenvolvimento do projeto. Os nomes dos integrantes do grupo devem ser indicados nos próximos dias (Ag.Saúde).

Blogueiro saudita vence
Prêmio Sakharov 2015

Blogueiro saudita Raif Badawi.

O blogueiro saudita Raif Badawi, de 31 anos, venceu o Prêmio Sakharov de Liberdade de Expressão 2015, entregue pelo Parlamento Europeu. Badawi foi condenado a 10 anos de prisão e a mil chicotadas por ter insultado os valores islâmicos em seu site, o Free Saudi Liberals. O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, fez o anúncio oficial em plenário.
Em seu discurso, Schulz fez um apelo para que o regime saudita conceda graça a Badawi para que o blogger possa viajar e comparecer, em dezembro, à cerimônia de entrega do prêmio na sede do Parlamento. “É um jovem corajosíssimo, uma pessoa exemplar condenada a uma pena brutal. Uma verdadeira tortura”, disse Schulz.
Recentemente, a mulher do blogger, Ensaf Haidar, revelou que a Arábia Saudita se prepara para retomar as flagelações, após ter aplicado 50 chibatadas em Badawi em janeiro. O jovem foi condenado por escrever um texto em 28 de setembro de 2010 que argumentava sobre a importância do secularismo. Na Arábia Saudita, o crime de insulto ao Islã é passível de pena de morte.
Em 2014, o Prêmio Sakharov foi entregue ao ginecologista Denis Mukwege pelo seu trabalho no tratamento e recuperação de mulheres violados na República Democrática do Congo (ANSA).

 
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