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Alerta na Turquia: oposição venceu eleição em Istambul

O partido governista da Turquia, liderado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, sofreu outra derrota em uma nova eleição à prefeitura em Istambul.

Alerta temproario

Presidente Recep Tayyip Erdogan, sofreu outra derrota em uma nova eleição à prefeitura em Istambul. Foto: Reuters/Reprodução

A imprensa turca afirma que Ekrem Imamoglu, candidato do principal partido de oposição, conquistou 54% dos votos com cerca de 99 por cento das urnas apuradas. Ele venceu a disputa pela prefeitura de Istambul pela segunda vez.

Seu adversário, o ex-primeiro-ministro Binali Yildirim do governista Partido Justiça e Desenvolvimento, de sigla AKP, confirmou a derrota em um discurso. A vitória da centro-esquerda na maior metrópole turca encerrou um ciclo de mais de 20 anos de hegemonia do grupo político do mandatário na administração da cidade. "Estas eleições são uma contribuição para a democracia na Turquia. Foram boas para a Turquia e para Istambul", afirmou o oposicionista, diante de dezenas de câmeras de televisão na sede de sua legenda, o Partido Republicano do Povo (CHP), situada no bairro de Sariyer.

Yildirim admitiu a derrota logo após o anúncio das primeiras parciais, comentando, em relação ao adversário: "Eu o parabenizo e lhe desejo sucesso." Imamoglu agradeceu especialmente o apoio de "centenas de milhares" de pessoas que participaram como observadores nas seções eleitorais, classificando-os de "heróis da democracia". As autoridades eleitorais turcas anularam o primeiro pleito, realizado em 31 de março e vencido por Imamoglu por uma diferença de 0,16% – menos de 14 mil votos.

A controversa decisão atendeu a uma reivindicação da legenda de Erdogan, o AKP, apontando supostas irregularidades no pleito. As eleições locais em março foram vistas como um referendo sobre as políticas de Erdogan e a popularidade de seu partido governista. Embora o AKP tenha vencido a maioria das eleições locais, ele perdeu a votação para a prefeitura da capital Ancara, assim como a disputa em Istambul (Deutsche Welle/NHK/ABr).

Um em cada cinco brasileiros afirma dirigir usando o celular

Um em cada temproario

Acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. Foto: Icetran/Reprodução

Segundo dados do Ministério da Saúde, 19,3% da população das capitais brasileiras afirma que faz o uso do celular enquanto dirige. O percentual mostra que de cada cinco indivíduos, um comete esse ato que é um risco para acidentes de trânsito. A divulgação do dado inédito é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018 que também aponta que as pessoas com idade entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (12 anos de estudo ou mais) (26,1%) são as que mais assumem esse comportamento de risco.

O Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que desde 2006 monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito, em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no DF. Nesta edição foram entrevistadas por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

As capitais que apresentaram maior percentual de uso de celular por condutores foram Belém (24,1%), Rio Branco e Cuiabá (24,0%), seguido por Vitória (23,7%), Fortaleza (23,5%), Palmas (22,4%), Macapá e São Luís (22,6%). Por outro lado, as capitais com menor uso de celular durante a condução de veículo foram: Salvador (14,2%), Rio de Janeiro (17,2%), São Paulo (17,4%) e Manaus (18,0%).

Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa aborda também outros três importantes indicadores para a ocorrência de acidentes de trânsito: direção e consumo abusivo de álcool; direção e consumo de qualquer dose de álcool e multa por excesso de velocidade (Ag.Saúde).

Brasil e Reino Unido na área de saúde pública

O Brasil e o Reino Unido serão parceiros em uma cooperação técnica bilateral para o aprimoramento de ações na área de saúde pública. Direcionado a países em desenvolvimento, o programa Saúde Melhor é uma iniciativa de financiamento do governo britânico, cujo lançamento global aconteceu, em Londres, ontem (24), com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Ligado ao Prosperity Fund - o fundo de cooperação do Governo do Reino Unido -, o programa vai disponibilizar ao Brasil até 14 milhões de libras esterlinas para a execução de projetos, que visam o fortalecimento de áreas estratégicas, como a Atenção Primária à Saúde, uma das principais metas da gestão de Mandetta.

“O sistema de saúde inglês tem historicamente um nível muito elevado de gestão e organização. Na Atenção primária, eles são muito fortes. Na parte de epidemiologia, em resistência a antibióticos, eles também são muito fortes”, afirmou o ministro Mandetta, que citou ainda outras áreas em que a parceria Brasil-Reino Unido será importante, como genética e hemoderivados.

“Será muito importante essa troca de experiência e de saberes com o sistema de saúde inglês, no qual nosso SUS é inspirado, um sistema público e universal”, finalizou o ministro. Além do Brasil, também são beneficiados pelo Prosperity Fund do governo britânico, México, África do Sul, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Myanmar (Ag.Saúde).

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