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Três milhões de clientes da Caixa poderão quitar dívidas com desconto

Cerca de 3 milhões de clientes da Caixa Econômica Federal poderão regularizar débitos com atraso acima de 360 dias, com descontos que variam de 40% a 90%.

Tres temproario

O desconto varia conforme o tipo de crédito contratado e o tempo de atraso. Foto: José Cruz/ABr

O desconto varia conforme o tipo de crédito contratado e o tempo de atraso. A campanha de regularização lançada ontem (28) pela Caixa é somente para pagamento à vista e não envolve crédito imobiliário.

As dívidas dos clientes totalizam R$ 4,1 bilhões e expectativa do banco é recuperar R$ 1 bilhão ao oferecer os descontos. Os valores das dívidas variam de R$ 50 a R$ 5 milhões, em contratos sem garantia ou com garantia insuficiente ou considerados de difícil recuperação. Do total de clientes inadimplentes, 2,6 milhões são pessoas físicas. Segundo a Caixa, 92% deles poderão quitar as dívidas à vista por valores inferiores a R$ 2 mil.

Os clientes pessoas físicas, em sua maioria, têm renda de até R$ 1,5 mil (60%), seguidos pelos que têm renda de até R$ 3 mil (23%), até R$ 5 mil (9%) e acima de R$ 5 mil (8%). A maior parte das dívidas é de crédito consignado (24,7%), seguido por cartão de crédito (18,1%), cartão de material de construção (15,2%), renegociação de dívidas (15,2%), crédito pessoal (13,8%), rotativo (11,7%) e microcrédito (2%).

A Caixa também oferece a renegociação para 320 mil empresas, sendo que 65% delas têm a possibilidade de quitar a dívida à vista com valores inferiores a R$ 5 mil. No caso das empresas, a maior parte das dívidas é de renegociação (34,3%). Em seguida, vem capital de giro (25,4%), rotativo (19,9%), parcelados (15,6%) e cartão de crédito (4,7%).

A campanha de regularização Você no Azul fica vigente por 90 dias em todo o país. O atendimento pode ser feito pela internet, pelo telefone 0800 726 8068, opção 8, nas redes sociais do banco (Facebook ou Twitter) e nas agências. A Caixa vai oferecer ainda o atendimento em cinco caminhões em grandes cidades, fará contato com clientes por meio de empresas de recuperação de crédito e enviará mensagens a celulares de clientes.

Licença do Linhão Manaus-Boa Vista deve sair em junho

Licenca temproario

O linhão vai ligar a capital Boa Vista a Manaus. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse ontem (28), que a licença de instalação do Linhão Manaus-Boa Vista deve sair no final deste semestre. A linha de transmissão vai integrar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O estado é o único que não está ligado ao sistema que distribui energia para todo o país, e desde 2001 é abastecido por termelétricas da Venezuela. O linhão vai ligar a capital Boa Vista a Manaus.

Licitado em 2011, o projeto ainda está em processo de licenciamento ambiental, em razão de um impasse envolvendo os índios waimiri-atroari, que habitam na região. O motivo é o traçado previsto, que dos 721 km da malha, cerca de 123 km passam dentro da Terra Indígena Waimiri-Atroari. Albuquerque disse que os documentos referentes às licenças devem ser protocolados até sexta-feira (31), e que o governo conseguiu resolver o impasse em relação aos waimiri-atroari. “Está tudo certo com as comunidades indígenas”, enfatizou.

A obra é de responsabilidade da concessionária Transnorte Energia, formada pela estatal Eletronorte e a empresa Alupar, que ganhou a concessão do linhão. As obras devem ser concluídas em três anos. Durante esse período, Roraima continuará recebendo energia da Venezuela e de usinas termelétricas.

O ministro Albuquerque também informou que recebeu indicações de que o rompimento do talude da Barragem Gonco Soco, da mineradora Vale, em Barão de Cocais, a 100 km de Belo Horizonte, é mesmo inevitável. “Está cedendo. A expectativa é que isso venha acontecer nos próximos dias”, disse. O rompimento do talude é dado como certo tanto pela mineradora como pela Agência Nacional de Mineração.

Caiu a confiança do empresário da indústria

Agência Brasil

O Índice de Confiança da Indústria, calculado pela FGV, recuou 0,7 ponto de abril para maio. Com a queda, o indicador passou para 97,2 pontos, em uma escala de zero a 200. A confiança caiu em dez dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV. A queda foi puxada pelo recuo de 1,5 ponto do Índice de Expectativas, que mede a confiança dos empresários no futuro: passou para 95,9 pontos.

A principal influência veio da perspectiva de contratações do setor nos próximos três meses, que diminuiu 3,6 pontos. Já o Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos empresários no momento presente, permaneceu estável em 98,5 pontos. Houve queda de 2,9 pontos do indicador do nível de estoques, mas as outras duas variáveis cresceram, o que levou à estabilidade do Índice da Situação Atual.

Segundo o pesquisador da FGV Aloisio Campelo Jr., o resultado mostra um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses. Quanto à situação atual, há, para Campelo Jr., sinais dúbios. “Após meses andando de lado, o nível de utilização da capacidade voltou a subir, mas houve, em paralelo, acúmulo de estoques indesejados”, disse.

 
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