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China prega abertura e diz que nenhuma civilização é superior

A China será mais aberta ao mundo, disse o presidente Xi Jinping na quarta-feira (15) chamando de "estúpidos" aqueles que acreditam em uma superioridade cultural.

China temproario

Presidente da China, Xi Jinping. Foto: Carlos Barria/Reuters

Ele fez seu primeiro discurso público desde a intensificação das tensões comerciais com os Estados Unidos na semana passada. Pouco antes de Xi Jinping falar, o governo anunciou um crescimento surpreendentemente mais fraco nas vendas no varejo e na produção industrial em abril.

A China anunciou que vai elevar as tarifas sobre US$ 60 bilhões em produtos norte-americanos a partir de 1º de junho, em retaliação à decisão dos EUA de elevar as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas. O presidente chinês não fez referência direta às tensões comerciais nem aos Estados Unidos, concentrando-se em apresentar a China como um país que não ameaça e que é aberto a todos. A civilização chinesa é um "sistema aberto", que continuamente realiza trocas e aprende com outras culturas, incluindo o budismo, o marxismo e o islamismo, disse Xi.

"A China de hoje não é apenas a China. É a China da Ásia e a China do mundo. A China, no futuro, assumirá uma postura ainda mais aberta para abraçar o mundo", acrescentou. Nenhum país pode ficar sozinho, afirmou, possivelmente em referência à agenda "América Primeiro" do presidente norte-americano, Donald Trump. "As civilizações perderão a vitalidade se os países voltarem ao isolamento e se afastarem do resto do mundo".

A China manifestou preocupação com os comentários divulgados na mídia norte-americana de uma autoridade do Departamento de Estado, que disse que os Estados Unidos estavam envolvidos em 'uma luta com uma civilização realmente diferente'. "É estúpido acreditar que a raça e a civilização de alguém são superiores às outras, e é desastroso reformular deliberadamente ou mesmo substituir outras civilizações", concluiu Xi (Ben Blanchard/Reuter/ABr).

Homem "mais procurado" do ETA é preso na França

Homem temproario

O líder do ETA, Josu Ternera. Foto: Arquivo/Reuters

O líder do ETA, Josu Ternera, acusado pela Espanha de participar de um ataque em 1987 cometido pelo grupo separatista basco que matou 11 pessoas, foi preso na França ontem (16). Ternera, de 69 anos, também conhecido por José Antonio Urrutikoetxea, era o líder "mais procurado" do ETA em ambos os lados da Cordilheira dos Pireneus, disse o ministro do Interior espanhol em um comunicado.

Ele foi preso devido a mandado emitido por um tribunal de Paris que o condenou em junho de 2017 por integrar um grupo terrorista e o sentenciou a 8 anos de prisão, disse uma fonte judicial francesa. Ternera era fugitivo desde 2002, quando a Suprema Corte da Espanha emitiu um mandado individual de prisão internacional contra ele por seu suposto envolvimento no ataque de 1987. À época ele era parlamentar no Parlamento regional basco.

Ele foi detido em uma operação conjunta entre a França e a Espanha na região alpina de Alta Saboia, próxima à fronteira francesa com a Suíça e a Itália. O ETA, cuja dissolução foi anunciada por Ternera no ano passado, bombardeou barricadas policiais na cidade de Saragoça em dezembro de 1987, matando 11 pessoas, dentre elas, 6 crianças.
Estima-se que o grupo separatista tenha matado mais de 850 pessoas durante uma campanha guerrilheira que durou 50 anos, cujo objetivo era criar um Estado basco no norte da Espanha e sudoeste da França.

O ETA (Euskadi Ta Askatasuna, ou Pátria Basca e Liberdade) declarou um cessar-fogo em 2011 e entregou suas armas em abril de 2017, encerrando a maior insurgência armada da Europa Ocidental. Foi anunciado em maio de 2018 que o grupo tinha desmantelado todas as suas estruturas. "A cooperação franco-espanhol demonstrou mais uma vez sua eficácia", disse o primeiro-ministro espanhol em exercício, Pedro Sánchez, em um comunicado que celebrava a prisão de Ternera (Reuters/ABr).

Áustria proíbe véu islâmico em escolas primárias

Os deputados da Áustria aprovaram uma lei que proíbe o uso do véu islâmico em escolas primárias. A medida foi proposta pela coalização governista de extrema-direita. O texto não menciona explicitamente o véu islâmico. Ele se refere apenas a "qualquer vestimenta de influência ideológica que cubra a cabeça, todo o cabelo ou grande parte dele". Fica, assim, subentendido que se refere ao véu.

Mas os representantes dos partidos do governo, o Partido Popular Austríaco (ÖVP) e o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), deixaram claro que o alvo da lei é o véu islâmico. Um porta-voz do FPO disse que a lei "é um gesto contra o Islã político". Já o deputado da OVP Rudolf Taschner afirmou que o véu era um tipo de "submissão" das mulheres. Vestimentas masculinas, como o gorro muçulmano ou a quipá judaica, não se enquadram na lei.

O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, ressaltou, porém, que é possível que sejam aceitos recursos à Corte Constitucional. Governos anteriores da Áustria já tinham proibido véus que cobrem totalmente o rosto em tribunais, escolas e "espaços públicos", inclusive o uso deles por policiais, juízes, magistrados e promotores (ANSA).

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