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A cada 3 horas e 40 minutos uma pessoa morre por acidente de trabalho

O Brasil registra uma morte por acidente de trabalho a cada 3 horas e 40 minutos.

A cada temporartio

Os tipos de lesão mais comuns foram corte e laceração, com 734 mil casos (21%). Foto: Elza Fiúza/ABr

Segundo o Observatório Digital de Segurança e Saúde do Trabalho, entre 2012 de 2018 foram contabilizados 17.200 falecimentos em razão de algum incidente ou doença relacionados à atividade laboral. No último domingo (28), foi comemorado o Dia Mundial e Nacional de Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças de Trabalho, uma data criada para alertar a sociedade sobre o problema.

No comparativo por anos, houve queda nos registros, com 2.659 casos em 2014; 2.388 em 2015; 2.156 em 2016; 1.992 em 2017; e 2.022 em 2018. Já os acidentes de trabalho são mais frequentes e ocorrem a cada 49 segundos. No mesmo período, foram registrados 4,7 milhões incidentes deste tipo, conforme o Observatório. Os tipos de lesão mais comuns foram corte e laceração, com 734 mil casos (21%). Em seguida, vêm fraturas, com 610 mil casos (17,5%), contusão e esmagamento, com 547 mil (15,7%), distorção e tensão, com 321 mil (9,2%) e lesão imediata, com 285 mil (8,16%).

As áreas mais atingidas foram os dedos (833 mil incidentes), pés (273 mil), mãos (254 mil), joelho (180 mil), partes múltiplas (152 mil) e articulação do tornozelo (135 mil). No ranking por ocupação, as ocorrências mais frequentes foram as de alimentador de linha de produção (192 mil), técnico de enfermagem (174 mil), faxineiro (109 mil), servente de obras (97 mil) e motorista de caminhão (84 mil).

Entre os homens, os acidentes foram mais frequentes na faixa etária dos 18 aos 24 anos. Já entre as mulheres, no grupo de 30 a 34 anos.
Para além dos impactos à vida e à integridade de trabalhadores, os acidentes de trabalho também trazem outras consequências. No período monitorado pelo Observatório, 351 milhões de dias de trabalho foram “perdidos” em razão dos afastamentos. Os gastos estimados neste mesmo intervalo chegaram a mais de R$ 82 bilhões.

Na avaliação do coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Mendonça, o Brasil ainda tem muito o que avançar. A despeito do discurso das empresas considerar a importância da segurança nos locais de trabalho, a preocupação com a produção ainda vem em primeiro lugar. Ele argumenta que empregadores devem investir tanto em prevenção como no fornecimento de materiais de segurança (ABr).

Imperador Akihito abdica e Japão dá início a 'nova era'

Imperador temporartio

Imperador Akihito abdica e Japão dá início a 'nova era'. Foto: EPA

Após 30 anos, chegou ao fim na terça-feira (30) o reinado do imperador japonês, Akihito, que abdicou ao trono a favor de seu filho mais velho, o príncipe herdeiro Naruhito. Começ, então, uma nova era imperial no Japão, chamada de "Reiwa" (bela harmonia). A de Akihito tinha sido batizada de Heisei ("realização da paz").

Hoje com 85 anos de idade, Akihito comentava desde 2016 que deixaria o posto por motivos de saúde. Foi a primeira vez em 200 anos que um imperador japonês se afastou do cargo em vida. Como a Lei da Casa Imperial diz que o imperador deve reinar até a morte, a abdicação só foi possível graças a uma medida aprovada pelo governo japonês a pedido do próprio Akihito.

Seu reinado ficou marcado por gestos de benevolência, como seu pedido de desculpas pelas atitudes do Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A cerimônia oficial de abdicação ocorreu no Palácio Imperial de Tóquio. "Agradeço o povo japonês pelo apoio e espero que a nova era seja estável e cheia de notícias boas", disse Akihito em seu último discurso. No Japão, o imperador não governa de fato, função exercida pelo primeiro-ministro, que atualmente é Shinzo Abe.

Com isso, o monarca é apenas um representante simbólico do Estado, posição ordenada desde 1947, quando entrou em vigor a nova Constituição do país. O Japão, porém, tem uma das monarquias mais antigas do mundo, de mais de 2 mil anos, e os imperadores já atuaram ativamente no governo em diversas épocas.

O príncipe Naruhito assume o posto por ser o primeiro filho do sexo masculino na linha de sucessão, pois as leis impedem que uma mulher exerça a função. Akihito e sua esposa, Michiko, deixarão em breve o Palácio Imperial e passarão a morar em um edifício de Togu, em Tóquio, onde atualmente vive o príncipe Naruhito (ANSA).

 

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