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Cidadão será visto como “cliente” das instituições de segurança pública

Portaria publicada pelo Ministério da Justiça estabelece as regras que deverão nortear a criação e a estruturação de um sistema nacional de policiamento comunitário, procurando aproximar as polícias das comunidades.

Cidadao temporario

Atendimento itinerante, em Sobral/CE, colhe informações do povo para futuras ações de policiamento nos bairros. Foto: Marcelino Júnior

As diretrizes nacionais, e o manual elaborado pelo ministério com a colaboração de representantes dos estados, se inspira no modelo japonês.

A assinatura de um acordo de cooperação técnica, celebrado entre Brasil e Japão, permitiu que 67 policiais brasileiros viajassem ao país asiático, onde receberam capacitação para atuar como gestores de polícia comunitária. De volta ao Brasil, estes profissionais atuaram como os primeiros multiplicadores da filosofia, capacitando a outros 324 agentes.

As ações de policiamento comunitário devem ir além do policiamento ostensivo, levando em conta as principais reivindicações da comunidade como, por exemplo, a falta de iluminação pública e outros aspectos que, embora não necessariamente do âmbito da segurança pública, impactam o setor. A portaria prevê, inclusive, que o cidadão passe a ser visto como “cliente” das instituições de segurança pública, “que devem manter seu esforço e foco em prol da sociedade, materializando o conceito de que a Segurança Pública é um bem imaterial”.

O documento estabelece 18 diretrizes, que passam pela necessidade de visão sistêmica do modelo, “que deve permear toda a instituição policial e não apenas constituir um programa de policiamento ou fração de efetivo”, e ser entendida como uma “filosofia e estratégia organizacional” que deve constar dos cursos de formação e aperfeiçoamento dos policiais.

Uma firetriz determina que as polícias realizem ações sociais como meio de aproximarem-se da comunidade, “de forma a contribuir com o policiamento comunitário e não como um fim” em si. Prevê também a colaboração federativa para a multiplicação de boas práticas e aperfeiçoamento do sistema; agilidade na troca de informações entre as esferas; sistematização de um modelo de avaliação das ações de policiamento comunitário e a criação de Conselhos Comunitários de Segurança ou organismos similares que possibilitem a participação de especialistas e da sociedade (ABr).

Pyongyang testa nova arma e pede substituição de Pompeo

Pyongyang temporario

Ditador Kim Jong-un testou uma nova arma tática guiada. Foto: EPA

A Coreia do Norte testou um novo tipo de arma "tática" guiada. O líder Kim Jong-un definiu o teste como "um evento de grande valor para o aumento da capacidade de combate" de Pyongyang. Trata-se do primeiro teste bélico e público realizado pelo país desde a reunião oficial entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte em Hanoi, em fevereiro, que foi encerrada sem acordo para a desnuclearização da península.

De acordo com a imprensa asiática, não foram fornecidas mais informações sobre o tipo de arma testada, mas o fato de ser definida como "tática" implicaria em um armamento de curto alcance. O teste ocorreu na quarta-feira (17), mas foi revelado somente na quinta-feira (18). Também, a Coreia do Norte pediu aos Estados Unidos para substituir o secretário de Estado, Mike Pompeo, como negociador para o acordo de desnuclearização.

Segundo a agência de notícias KCNA, um funcionário de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang teceu duras críticas a Pompeo, dizendo que, "toda vez que o secretário coloca o nariz, os diálogos entre os dois países acabam sem resultados". Especialistas até relacionaram o teste da nova arma com o descontentamento com a atuação de Pompeo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e Kim Jong-un se reuniram duas vezes: em Hanói, fevereiro, e em Singapura, em junho. Apesar da demonstração de boa vontade, os líderes fracassaram em alcançar um acordo sobre o fim dos programas nuclear da Coreia do Norte e a retirada das sanções econômicas ao país (ANSA).

Filme de mafioso que viveu no Brasil concorrerá em Cannes

O Brasil terá quatro filmes representando o país no próximo Festival Internacional de Cinema de Cannes. Dois deles concorrerão ao prêmio principal, a Palma de Ouro, e outros dois serão exibidos na mostra alternativa "Um Certo Olhar". O evento ocorrerá entre os dias 14 e 25 de maio. O diretor Kléber Mendonça Filho, que exibiu em Cannes seu filme "Aquarius", em 2016, concorre novamente com seu novo longa, "Bacurau", uma mescla de faroeste e ficção científica em pleno sertão nordestino.

Outro filme na briga pela Palma de Ouro é "O Traidor", uma coprodução entre Brasil, Itália, Alemanha e França. Dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, o longa narra a história real do mafioso Tommaso Buscetta, que se mudou para o Brasil e alcaguetou seus antigos companheiros à Justiça. Pela primeira vez na história, um membro da Cosa Nostra quebrou a lei do silêncio e revelou ao mundo o funcionamento interno da máfia italiana.

Com as provas fornecidas por Buscetta, instalou-se o Maxi Processo que condenou cerca de 500 mafiosos à prisão, sendo 19 deles à prisão perpétua. "Tommaso Buscetta é um personagem muito complexo. Eu tentei fazer um filme aberto e inclusive sua traição deve ser vista por esta ótica", disse à ANSA Marco Bellocchio. "É um filme civil, mas sem ideologia nem retórica", completou (ANSA).

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