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Papa beija pés de líderes do Sudão do Sul e apela por paz

Durante o encerramento de um histórico retiro espiritual, o papa Francisco ajoelhou-se e beijou os pés de líderes do Sudão do Sul, fazendo um apelo para que "a guerra se apague de uma vez por todas" no país.

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O Pontífice pediu o cessar-fogo e  formação de um governo de união. Foto: ANSA

O Pontífice pediu para o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e ao principal líder da oposição, Riek Machar, além dos três vice-presidentes, James Wani Igga, Taban Deng Gai e Rebecca Nyandeng De Mabior, que se comprometam com o cessar-fogo e com a formação de um governo de união.

"Eu peço a vocês, como irmão, que fiquem em paz. Estou pedindo com meu coração. Vamos em frente. Haverá muitos problemas, mas eles não vão nos superar", destacou Francisco, que surpreendeu os representantes do Sudão do Sul com sua atitude. Durante o retiro espiritual de dois dias, o Santo Padre também recordou que Deus confiou aos líderes políticos e religiosos a "tarefa de ser guias de seu povo, tendo confiado muito, justamente por isso cobrará muito mais de cada um".

"Pedirá contas do nosso serviço e da nossa administração, do nosso compromisso em favor da paz e do bem realizado para o bem das nossas comunidades, em particular dos mais necessitados e marginalizados. Por outras palavras, pedirá contas da nossa vida, mas também da vida dos outros", afirmou. Além disso, Jorge Bergoglio ressaltou que a finalidade do retiro não era um "encontro bilateral" diplomático ou ecumênico, mas sim uma oportunidade de "estar juntos diante de Deus e discernir a sua vontade".

Para ele, os dois dias tinham como objetivo servir para que todos os líderes reflitam "sobre a própria vida e sobre a missão comum", porque somente assim vão poder ter consciência da "enorme responsabilidade pelo presente e pelo futuro" dos cidadãos do Sudão do Sul. Ao término do retiro, o Papa agradeceu a participação de todos os líderes civis e religiosos do país, além do arcebispo de Cantuária e primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby, que pensou na iniciativa, assim como o ex-moderador da Igreja Presbiteriana da Escócia, o reverendo John Chalmers.

O argentino ainda parabenizou os líderes do Sudão por terem assinado o acordo de paz, em agosto de 2018 e desejou que "cessem as hostilidades e o armistício seja respeitado". Por fim, Francisco expressou seu "desejo e esperança" de visitar o Sudão do Sul em breve (ANSA).

Índia abre urnas na maior eleição do mundo

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Eleições ocorrem até 19 de maio e são realizadas em 7 fases. Foto: EPA

Com pelo menos 900 milhões de eleitores, a Índia iniciou na quinta-feira (11) as eleições para escolher os 543 integrantes de seu congresso, o Lok Sabha, o que é vista como um referendo sobre o primeiro-ministro do país, Narendra Modi. O pleito será realizado até 19 de maio em sete fases, indianos de 29 estados e sete territórios menores do país - territórios da união- votam em 91 distritos eleitorais.

Além dos membros do Congresso, outros dois integrantes serão indicados pelo presidente. O primeiro-ministro, por sua vez, será escolhido pelo partido ou coalizão que obter uma maioria de 272 assentos. Especialistas classificaram a votação como a maior do mundo e a mais importante já vista no país nas últimas décadas. Modi concorre à reeleição pelo partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP) e tem como seu principal adversário o líder do Partido Congresso Nacional, Rahul Gandi, neto de Indira Gandhi, primeira mulher premier da Índia.

De acordo com pesquisas iniciais, o atual premier deve conseguir uma reeleição, mas não com a maioria absoluta. Ao todo, a eleição conta com mais de oito mil candidatos, de 1841 partidos políticos, e será realizada ao longo de 39 dias - 11 de abril, 18 de abril, 23 de abril, 29 de abril, 6 de maio, 12 de maio e 19 de maio. O resultado está previsto para o dia 23 de maio. Estima-se que o pleito terá um custo total de 500 bilhões de rúpias, cerca de U$27,8 bilhões (ANSA).

ONU quer mais participação feminina

Agência Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) quer aumentar a proporção de mulheres que participam de operações de manutenção da paz para até 35% ao longo dos próximos 10 anos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez o anúncio nessa quinta-feira (11), durante debate sobre o papel das mulheres na manutenção da paz, organizado pelo Conselho de Segurança da instituição.

Segundo Guterres, as mulheres podem ajudar a tranquilizar moradores e ter acesso a mais informação. Ele disse ainda que a participação feminina é muito importante nos cuidados a vítimas de abuso sexual.
Guterres disse ainda que a ONU tem uma meta que gira entre 15 e 35% de representação feminina no pessoal de manutenção da paz, incluindo cargos militares, policiais, judiciários e de correções, até 2028.

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