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Japão anuncia nome de nova era imperial: 'Reiwa'

O governo do Japão anunciou ontem (1º) que a nova era do país se chamará "Reiwa", termo que, de acordo com o primeiro-ministro Shinzo Abe, descreve a harmonia como símbolo da cultura nacional.

Japao temporario

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, apresenta nome de nova era. Foto: EPA

A era terá início oficialmente em 1º de maio, quando o príncipe herdeiro Naruhito, 59, assumirá o trono de seu pai, o imperador Akihito, de 85. O nome foi divulgado em rede nacional pelo chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, após uma longa seleção iniciada em 2017.

O imperador Akihito anunciou sua abdicação em dezembro de 2017, mas já havia cogitado essa hipótese em 2016, devido às crescentes dificuldades para exercer suas funções por causa da idade avançada.
O governo ouviu especialistas em literatura japonesa e de história da Ásia Oriental, e as propostas foram examinadas por uma comissão formada por acadêmicos e expoentes do mundo empresarial e da imprensa.

A decisão do nome da nova era é um evento de grande importância na Japão, uma vez que subdivide a história nacional em períodos de tempo universalmente reconhecidos durante o reinado de um monarca. "Reiwa pretende descrever a herança cultural de um povo, sinônimo de coesão social e do respeito em sua integridade pela comunidade", explicou Abe. A palavra, fruto da combinação de dois termos, foi retirada de uma antiga coleção de poesia japonesa do século 7, em uma tentativa do primeiro-ministro de reforçar o orgulho nacional.

O primeiro caractere, "rei", significa "bom" ou "bonito", enquanto o segundo, "wa", quer dizer "paz", "harmonia" ou "suave". A atual Constituição japonesa não confere poderes políticos ao imperador, um cargo meramente simbólico. A nova era será a 248ª na história da casa imperial do Japão, sendo que a atual se chama "Heisei" (alcançar a paz) e teve início em 8 de janeiro de 1989.

A "era Heisei" é a primeira sem guerras na história moderna do país, mas ficou marcada por catástrofes naturais e deflação econômica. O Trono de Crisântemo é a mais antiga monarquia hereditária ininterrupta existente no mundo, com 2.679 anos de história (ANSA).

Comediante lidera eleições presidenciais na Ucrânia

Comediante temporario

Volodymyr Zelensky é o favorito para vencer eleições presidenciais na Ucrânia. Foto: EPA

O comediante Volodymyr Zelensky lidera a apuração do primeiro turno das eleições presidenciais na Ucrânia, com ampla vantagem e deve enfrentar no segundo o atual mandatário do país, Petro Poroshenko.
Com cerca de 80% das urnas apuradas, Zelensky, 41 anos, tem por volta de 30% dos votos, enquanto Poroshenko, 53, aparece em um distante segundo lugar, com aproximadamente 16%. A ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko está na terceira posição, com 13%.

Assim como já aconteceu em muitos países mundo afora, Zelensky encara o sentimento antiestablishment da população, desencantada com a corrupção da elite política tradicional e com a falta de solução para os conflitos separatistas no leste da Ucrânia, que já deixaram mais de 13 mil mortos desde 2014.

"Esse é apenas o primeiro passo rumo a uma grande vitória", disse o candidato. Uma nova votação entre Zelensky e Poroshenko, em 21 de abril, é dada como certa. "Somos pessoas jovens, não queremos todo o passado em nosso futuro", acrescentou o comediante, que descartou formar uma aliança com Tymoshenko, já pensando nas eleições legislativas do segundo semestre.

Intérprete de um professor que se torna presidente em uma série de TV, Zelensky calcou sua campanha no combate à corrupção e na promessa de negociações diretas com a Rússia para encerrar os conflitos na Bacia do Don, onde grupos separatistas pró-Moscou controlam as regiões de Donetsk e Lugansk. Poroshenko, por sua vez, reconheceu ter entendido o "sinal enviado pela sociedade". "É uma dura lição para mim e minha equipe, é uma razão para trabalhar seriamente para corrigir erros cometidos nos últimos anos", declarou.

Magnata da indústria do chocolate, o presidente viu sua popularidade desabar por causa da crise econômica na Ucrânia e do descumprimento da promessa de derrotar os rebeldes no leste e retomar o controle da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. O governo russo disse que gostaria de ver no comando do país vizinho um partido que seja contra a guerra (ANSA).

Erdogan perde nas principais cidades da Turquia

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), liderado pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, foi o mais votado nas eleições municipais no domingo (31), mas acabou derrotado pela oposição nas três maiores cidades do país, Istambul, Ancara e Esmirna. O AKP conquistou cerca de 44% dos votos e 56% dos municípios, enquanto o secular Partido Republicano do Povo (CHP) ficou com aproximadamente 30% da preferência, embora tenha garantido vitórias importantes.

Na capital Ancara, o candidato do CHP, Mansur Yavas, obteve 50,9% e derrotou Mehmet Ozhaseki, do AKP, rompendo um domínio de 25 anos dos conservadores islâmicos na cidade. O partido de Erdogan, no entanto, deve entrar com recursos para contestar o resultado. Já Esmirna, terceira maior cidade da Turquia e uma tradicional fortaleza laica, permanece nas mãos do CHP, após a vitória de Tunc Soyer, com 58%, contra os 38% de Nihat Zeybecki, do AKP. Istambul, metrópole mais populosa do país, é palco da disputa mais acirrada.

Tanto o AKP quanto o CHP chegaram a declarar vitória no último domingo, e a apuração teve de ser interrompida devido a denúncias de irregularidades. O candidato de oposição Ekrem Imamoglu (CHP) aparece com 48,79%, com uma estreita vantagem sobre o ex-primeiro-ministro Binali Yildirim (AKP), que tem 48,51%. Ontem (1º), Yildirim reconheceu que está atrás na apuração, mas seu partido prometeu fornecer "provas das irregularidades" supostamente cometidas nas eleições (ANSA).

 
 
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