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Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero da ONU

A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga é a vencedora do Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas.

Brasileira temproario

A oficial brasileira (esquerda) disse estar muito orgulhosa com a escolha. Foto: Hervé Serefio/Minusca

A boina-azul serve na Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) desde 2018. A homenagem reconhece a dedicação e os esforços individuais de um soldado de paz para “promover os princípios da Resolução de Segurança da ONU 1325 sobre mulheres, paz e segurança”. A oficial brasileira recebe hoje (29) prêmio das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Márcia Braga foi professora e também ajudou a treinar e a aumentar a consciência dos seus colegas sobre a dinâmica de gênero na operação de paz. Ao saber do prêmio, ela disse estar muito orgulhosa por sua seleção e que “missões da ONU precisam de mais mulheres para manter a paz, para que as mulheres locais possam falar mais livremente de questões que afetam suas vidas”. Para o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, a oficial brasileira “é um excelente exemplo” da razão, porque a ONU precisa de mais mulheres na manutenção da paz.

Como conselheira militar de Gênero na Minusca, a capitã ajudou a criar uma rede de conselheiros de gênero e a capacitar pontos focais entre as unidades militares. Ela também promoveu o uso de equipes mistas de homens e mulheres para realizar patrulhas no país que “reuniram informações para ajudar a entender as necessidades exclusivas de proteção” de pessoas de todos os gêneros.

Os beneficiários ajudaram a desenvolver projetos comunitários em prol de comunidades vulneráveis, que incluem a instalação de bombas de água perto de aldeias, a iluminação com energia solar e o desenvolvimento de hortas comunitárias. Um dos objetivos era que as mulheres não tivessem que percorrer grandes distâncias para cuidar das plantações. Segundo a ONU, Márcia Braga foi “uma força motriz por trás do envolvimento da liderança da missão com mulheres líderes locais, assegurando que a voz de mulheres centro-africanas seja ouvida no processo de paz em curso” (ABr).

Mais de 100 suspeitos de divulgar pornografia infantil foram presos

Policia temproario

Mais de 1.500 policiais foram mobilizados. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Agência Brasil

Ao menos 106 suspeitos de cometer crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes na internet já tinham sido presos até as 11h30 de ontem (28), na quarta fase da Operação Luz na Infância. Além das detenções, policiais civis dos 26 estados e do DF estão cumprindo 266 mandados judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, em todo o país.

Segundo o coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética, delegado Alesandro Barreto, a maioria dos presos é do sexo masculino, tem entre 19 e 29 anos e vive em estados da Região Sudeste. Os suspeitos pertencem a diferentes classes sociais. Já entre as vítimas, há crianças a partir dos 2 anos de idade.

"São crianças que são abusadas por parentes, por pessoas próximas. Nas operações anteriores, vimos que a parte mais importante deste trabalho é identificar vítimas e tirá-las da situação de abuso e exploração", disse Barreto, destacando a capacidade das polícias estaduais e Federal de identificarem quem comete crimes cibernéticos.
"Há uma impressão de que a internet é um território sem lei, mas as polícias dos estados estão sendo capacitadas para buscar as evidências neste ambiente".

Mais de 1,5 mil policiais civis participaram da nova fase, deflagrada nas primeiras horas da manhã de ontem, em todo o país. "Nós falamos para nossos filhos não falarem com estranhos na rua. Precisamos ter este mesmo cuidado com o ambiente online. É importante que os responsáveis legais orientem as crianças e denunciem pelos canais digitais, às delegacias de proteção ou pelo Disque 100 para que as polícias possam identificar esses criminosos", defendeu o delegado.

Papa recusou beijos por 'higiene', diz Vaticano

O Vaticano explicou ontem (28) que a recusa do papa Francisco em receber beijos na mão de fiéis se deveu a motivos de higiene. Na última segunda-feira (25), durante uma visita a Loreto, no centro-leste da Itália, o líder da Igreja Católica cumprimentou pessoas que faziam fila para vê-lo. A partir de determinado momento, no entanto, o Pontífice, visivelmente desconfortável, começa a impedir que os fiéis beijem o anel papal, chegando até a puxar a mão bruscamente.

Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, Jorge Bergoglio não queria ser um meio de contaminação.
"O motivo é muito simples: higiene. Quando há longas filas de fiéis, o Papa quer evitar riscos de contágio para as pessoas. Então não é para ele, mas para os próprios fiéis", explicou.

"Isso não acontece quando uma ou poucas pessoas beijam sua mão, como ocorreu em situações recentes. Todos sabem como ele sente uma grande alegria ao abraçar e ser abraçado pelo povo", acrescentou Gisotti (ANSA).

Brunei punirá sexo gay e adultério com apedrejamento

O Brunei pretende colocar em vigor no próximo dia 3 de abril uma lei que punirá homossexuais e adúlteros com o apedrejamento até a morte. O pequeno país islâmico de 450 mil habitantes localizado no sudeste asiático escreveu um novo - e criticado - Código Penal baseado na sharia.

O novo texto prevê também penas como amputação de uma mão e de um pé para crime de furto. A lei da sharia, no entanto, será aplicada somente aos cidadãos muçulmanos, que representam dois terços da população total do Brunei. Governado pelo sultão Hassanal Bolkiah, o país adotou nos últimos anos a interpretação mais conversadora do Islã. Em 2014, o Governo anunciou a intenção de introduzir a sharia, o que despertou críticas de organizações de direitos humanos.

A ONG Anistia Internacional pediu que o governo "interrompa imediatamente" essa nova política, definida como "profundamente errada". As bebidas alcoólicas já são proibidas no Brunei, que impõe condenações a quem não comparece às tradicionais orações de sextas-feiras. No poder desde 1968, Hassanal Bolkiah é um dos líderes políticos mais ricos do mundo, com uma fortuna pessoal de cerca de US$ 20 bilhões (ANSA).

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