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Vale prossegue com evacuações e quase mil pessoas estão fora de casa

O número de moradores em Minas Gerais retirados de suas casas pela mineradora Vale, desde que ocorreu a tragédia de Brumadinho, está próximo dos quatro dígitos.

Vale temporario

As evacuações se tornaram frequentes após o rompimento da barragem da Mina do Feijão, responsável por 206 mortos e 102 desaparecidos. Foto: Antonio Cruz/ABr

Segundo dados fornecidos pela mineradora, são 973 atingidos de cinco cidades diferentes. Esse total não leva em conta aqueles que precisaram deixar suas residências, mas já retornaram com autorização da Defesa Civil. O último episódio, ocorrido no sábado (16), se deu em uma comunidade rural de Rio Preto. Conforme decisões judiciais recentes do TJ-MG, pode ser que moradores em Itabira e Ouro Preto também precisem sair de onde moram.

As evacuações se tornaram frequentes após o rompimento da barragem da Mina do Feijão. De acordo com a Vale, 261 pessoas que sobreviveram estão fora de suas casas. Desde então, o receio de novas tragédias fez com que mineradoras passassem a reavaliar suas estruturas em todo o país e a aumentar o fator de segurança de algumas delas, de um para dois. Essa alteração torna obrigatório o acionamento da sirene para evacuação imediata de quem vive na zona de autossalvamento, isto é, em toda a área abaixo da barragem que seria alagada em menos de 30 minutos ou que está situada a uma distância de menos de 10 km.

Foi o que ocorreu em Rio Preto, com a Pequena Central Hidrelétrica Mello, operada pela Vale. O problema teria ocorrido devido à elevação do nível de água, em decorrência de chuvas na região. Ao aumentar o fator de segurança, 29 pessoas precisaram ser retiradas de suas residências. "A Vale está monitorando a situação e reforça que o nível de água do reservatório não extrapolou o limite de estabilidade da barragem e o acionamento do plano de emergência foi preventivo. A barragem encontra-se estável", registra a nota.

Além de Rio Preto e Brumadinho, já foram evacuadas pela Vale comunidades nas cidades mineiras de Barão de Cocais, Nova Lima e Ouro Preto. Moradores também já foram retirados de suas casas em Itatiaiuçu, devido aos riscos envolvendo uma estrutura da Arcellor Mittal, e em Rio Acima, após problema constatado pela empresa Minérios Nacional.

As evacuações não estão restritas à Minas Gerais. No sábado (16), cerca de 520 famílias foram retiradas de áreas próximas ao Rio Jaburu, em Ubajara, no Ceará. A medida foi necessária após a Agência Nacional de Águas (ANA) embargar provisoriamente a barragem Granjeiro, de propriedade da empresa Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba. De acordo com o órgão, medidas de contenção da erosão na estrutura já foram concluídas e está em andamento a escavação de um canal que permitirá o controle do volume de água no reservatório.

A possibilidade de novas evacuações foi reforçada por duas decisões do TJ-MG que deu 10 dias para a Vale comprovar a segurança de barragens situadas em Itabira. Caso as garantias não sejam apresentadas no prazo concedido, a mineradora deverá retirar de suas casas moradores de comunidades do município e também da cidade vizinha, Santa Maria de Itabira (ABr).

Polícia prende 3º suspeito de massacre em Suzano

Suspeito temporario

O adolescente detido é suspeito de ter se envolvido no planejamento do crime. Foto: Mauricio Sumiya/Futura Press/Folhapress

Foi detido na manhã de nbtem (19) um adolescente de 17 anos que é apontado como o terceiro suspeito de envolvimento no massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. O adolescente foi apreendido em casa e levado ao IML de Suzano. Depois, por volta das 8h40, ele seguiu para o fórum da cidade, onde teve uma audiência sobre o caso. A juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e da Juventude, ordenou, por enquanto, a internação do adolescente por 45 dias na Fundação Casa.

O jovem é ex-aluno da escola e estudou com Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, considerado o mentor do massacre. O adolescente detido é suspeito de ter se envolvido no planejamento do crime. Foram encontradas mensagens no celular do jovem que indicariam a participação. As detenções ocorrem no mesmo dia em que a escola reabriu aos alunos, ainda sob luto. O massacre deixou 10 mortos, incluindo os dois atiradores: Guilherme e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos. A escola, porém, não dará aulas por enquanto.

Os alunos, funcionários e familiares passarão apenas por atividades de acolhimento e atendimento psicológico. Haverá terapia, oficinas, rodas de conversa e compartilhamento de boas práticas. Alguns estudantes e parentes estiveram na Raul Brasil para buscar pertences pessoais, enquanto os professores compareceram à instituição para planejar as atividades (ANSA).

Neozelandeses entregam suas armas após massacre

Agência Brasil

Muitos donos de armas na Nova Zelândia estão entregando seus armamentos após o ataque a tiros de sexta-feira (15) em Christchurch.
Cinquenta pessoas foram mortas quando Brenton Tarrant, nascido na Austrália, abriu fogo indiscriminadamente contra duas mesquitas na cidade neozelandesa. Tarrant foi preso e acusado de homicídio. Durante o ataque, ele portava cinco armas legalmente registradas.

O governo da Nova Zelândia iniciou um processo para alterar a lei de controle de armas do país em meio aos crescentes pedidos da população por um controle mais rigoroso. Muitos neozelandeses, chocados com o massacre, estão entregando voluntariamente suas armas à polícia.

Desde ontem, a polícia tem pedido que a população entre em contato com a delegacia mais próxima e se informe sobre como transportar suas armas com segurança. Estima-se que existam 1,1 milhão de armas de fogo no país, uma proporção de uma arma para cada quatro habitantes, incluindo armamentos para caça.

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