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Fazenda receberá lama depositada em represa desde tragédia de Mariana

Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Fundação Renova e a Semad, prevê medidas que possibilitem à Fazenda Floresta, no município de Rio Doce (MG), receber o rejeito de mineração que se encontra acumulado no fundo da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, também conhecida como represa da Candonga.

Fazenda temproario

Fazenda Floresta, em Rio Doce (MG), vai receber o rejeito de mineração que se encontra acumulado no fundo da represa da Candonga. Foto: Fred Loureiro/Secom-ES

Localizada em Santa Cruz do Escalvado (MG), a represa funcionou como uma espécie de barreira após a tragédia de Mariana, ocorrida em novembro de 2005, impedindo o escoamento para o Rio Doce de parte da lama que vazou no rompimento da barragem da Samarco.

De acordo com o presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, estima-se que 10 milhões de metros cúbicos de rejeito ainda se encontrem no fundo da represa. "Já existe um processo de erosão de outros rios e afluentes daquela região, que continuamente leva areia e terra para dentro de Candonga. De rejeito de mineração, temos essa estimativa de 10 milhões de metros cúbicos. Mas há também um fluxo contínuo, que não tem a ver com o desastre, de material que está sendo depositado e que também iremos remover", acrescentou.

A Fazenda Floresta foi adquirida pela Fundação Renova em 2016. Ela se localiza a três km da represa de Candonga e o rejeito que receberá será depositado em pilhas de material seco. O termo firmado permite a continuidade das atividades de manutenção, controle e gestão ambiental no local até a emissão da licença de operação corretiva. "Para receber os rejeitos, é preciso a adequação do local. São necessárias obras de infraestrutura e outras ações e isso requer um processo de licenciamento", disse Waack.

A dragagem para retirada da lama na represa de Candonga foi um dos compromissos assumidos pela Samarco e por suas acionistas Vale e BHP Billiton, em acordo assinado com o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo em maio de 2016. Nesse mesmo acordo, que define ações para reparar os danos da tragédia de Mariana, ficou estabelecida a criação da Fundação Renova para gerir todas as medidas necessárias, usando recursos das mineradoras (ABr).

Autor de ataque a mesquitas admirava Trump, China e Breivik

Ataque temproario

A atentado cometido na sexta-feira (15), em Christchurch, deixou 50 mortos e 48 feridos. Foto: Reuters

Um dos autores do atentado a duas mesquitas na Nova Zelândia é um jovem australiano de 28 anos, identificado como Brenton Tarrant, que se definiu como "fascista" e elogiou o presidente norte-americano, Donald Trump, e a China em um "manifesto" intitulado "A Grande Substituição". Tarrant transmitiu ao vivo, via redes sociais, o atentado cometido na sexta-feira (15), que deixou 50 mortos e 48 feridos. As mesquitas atacadas ficam em Christchurch. Além de Tarrant, outras três pessoas estão envolvidas no ataque a tiros.

De acordo com as primeiras investigações, Tarrant deixou um manifesto sobre o ataque, no qual diz que a China é um modelo de país, "uma nação com valores políticos e sociais mais próximos aos meus". No documento de 74 páginas postado na web, ele também demonstrou admiração ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "símbolo de uma identidade branca renovada".

Tarrant contou que seu objetivo era "criar uma atmosfera de medo" e "incitar a violência" contra imigrantes, valendo-se da cobertura da imprensa sobre o atentado para propagar suas ideias. Ele também evocou um documento escrito por Anders Behring Breivik, terrorista norueguês de extrema direita que matou 77 pessoas em 2011. Tarrant disse que teve um "breve contato" com Breivik e confessou que foi sua "única inspiração verdadeira".

"Eu escolho as armas pelo efeito que elas terão no discurso social, a cobertura midiática adicional que elas terão e o efeito que podem ter na política dos EUA e na situação política do mundo", afirmou. A polícia australiana considera Tarrant um "terrorista de extremadireita". "Sou apenas um homem branco comum, de uma família normal, que decidiu adotar uma postura para assegurar o futuro do seu povo", escreveu o atirador (ANSA).

Bolsonaro confirma acordo sobre base de Alcântara

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que assinará com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, um acordo para o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão. Bolsonaro será recebido na Casa Branca na terça-feira (19), quando deve discutir outras parcerias com o governo americano e a crise na Venezuela.

"Desde o governo Lula nós tentamos esse acordo, e não tivemos sucesso, muito mais por uma questão ideológica do que por uma questão técnica", declarou o presidente, em transmissão ao vivo no Facebook. "Estamos perdendo dinheiro naquela região há muito tempo, poderíamos estar lançando satélite para o mundo todo", acrescentou o presidente, lembrando que o acordo precisará do aval do Congresso.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o Brasil pode se tornar o "principal ponto de lançamento de satélites comerciais" no mundo, devido à localização privilegiada da base de Alcântara, perto da linha do equador. Bolsonaro também confirmou que viajará ao Chile logo após voltar de Washington. "A gente volta, descansa uns dois ou três dias, e vamos para Israel", concluiu o presidente (ANSA).

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