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Mulheres de movimentos populares ocupam fazenda de João de Deus

Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento Camponês Popular (MCP) ocuparam, na manhã de ontem (13), a fazenda Agropastoril Dom Inácio, em Anápolis (GO).

Mulheres temproario

João de Deus está preso desde dezembro de 2018, em Aparecida de Goiânia. Foto: Marcelo Camargo/ABr

A propriedade pertence ao médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus. As vítimas seriam mulheres que frequentavam o centro espírita Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, onde ele fazia atendimentos.

Em nota, o MST informa que a mobilização, que integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, objetiva dar visibilidade a "um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência". "Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que, segundo a ONU, é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo. Em um país que, em pleno século 21, manda assassinar a sangue frio uma mulher, uma vereadora democraticamente eleita.

É #PorTodasNós que precisamos descobrir quem são os mandantes da execução de Marielle Franco. Quem planejou e contratou a sua morte? Exigimos saber que grupo político foi capaz de mandar matar uma vereadora. Nosso compromisso é seguir como parte da necessidade da luta permanente do atual momento em que vivemos", diz a nota. As manifestantes, segundo o MST, protestam contra o machismo e o patriarcado e contra a desigualdade social e a concentração de riquezas. "Contra tudo o que nos cala, nos humilha e nos mata, seguimos, por todas nós!".

As ações penais que João de Deus responde têm como base denúncias oferecidas pelo Ministério Público de Goiás. O médium permanece preso, embora desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) tenham concedido, nesta terça-feira (12), habeas corpus em favor dele e de seu filho Sandro Teixeira, que teria cometido os crimes de coação de testemunha e corrupção ativa, em 2016.

O motivo pelo qual João de Deus não pôde deixar a prisão foi o fato de que existem, em outros processos em tramitação, outros mandados de prisão contra ele. Ele se encontra, desde o dia 16 de dezembro de 2018, no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.
Fundada em 1976, a Casa Dom Inácio de Loyola garantiu a João de Deus uma posição de proeminência na comunidade local. Em pouco mais de quatro décadas de atividade na casa espírita, além de conquistar prestígio em Abadiânia, o médium tornou-se famoso também em âmbito internacional, atraindo para si e para a cidade as atenções de autoridadese de celebridades (ABr).

Brasil reúne histórico recente de tragédias em escolas

Brasil temproario

Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Foto: Google Street View/Reprodução

Tragédias envolvendo tiroteios e ataques em escolas são contabilizadas na história recente do país. O episódio registrado ontem (13) na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande de São Paulo, junta-se a outros. Conforme matérias publicadas, o caso mais recente ocorreu no Colégio Goyases, em Goiânia, quando adolescente de 14 anos assediado por bullying matou dois colegas de 13 anos e feriu outros com a arma da mãe, policial civil.

Na apuração das razões do crime, o autor dos disparos disse à polícia que se inspirou no atentado ocorrido em 1999 na escola de Columbine (Estados Unidos), com quinze mortos e 24 feridos, e no massacre ocorrido em Realengo, no subúrbio carioca, em 2011 – quando um adulto (23 anos) efetuou mais de 60 disparos e matou 12 crianças na escola municipal Tasso da Silveira.

Os dois casos são os que registram os maiores números de vítimas. No mesmo ano do episódio em Realengo, uma criança de 10 anos em São Caetano do Sul (SP) atirou em sua professora (4ª série) e depois se matou. Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos da cidade de Santa Rita (PB) atirou em três alunas quando tentava acertar um outro estudante. Há registro de mortes de estudantes também por arma branca, como o assassinato por facada contra um adolescente por um colega de sala em uma escola rural em Corrente (PI).

Califórnia anuncia suspensão de pena de morte

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou ontem (13) uma moratória em sua pena de morte e um adiamento temporário das execuções para todos os 737 presos no "corredor da morte" das penitenciárias estaduais.O político explicou que a "pena de morte é inconsistente com os valores fundamentais e afeta o coração do que significa ser californiano".

Newsom ratificou o decreto que permitia acabar com a aplicação da injeção letal, além proibir o uso da sala de execuções da prisão de San Quentin, próximo a São Francisco. "Matar outros intencionalmente é incorreto, e como governador não permitirei que ninguém seja executado", disse. A medida foi duramente criticada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Desafiando os eleitores, o governador da Califórnia deteve todas as execuções de pena de morte de 737 assassinos no corredor da morte. Amigos e famílias das vítimas sempre esquecidas não estão emocionados, e nem eu!", escreveu no Twitter. Segundo o governo, os presídios do estado abrigam 25% de todos os condenados à morte no país. Ao todo, dos 737 presos, 25 já não possui mais recursos disponíveis. A prática é permitida nos Estados Unidos em 30 dos 50 estados (ANSA).

 

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