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Colecionador brasiliense doa 2 mil insetos ao Museu Nacional do Rio

A sala de jantar do médico Luiz Cláudio Stawiarski está tomada por insetos. Sobre a mesa, quadros entomológicos exibem as mais variadas formas de aranhas, besouros e libélulas.

Colecionador temporario

Para o doador, o médico Luiz Cláudio Stawiarski, "o principal objetivo de expor os insetos é despertar o amor à natureza". Foto: Marcelo Camargo/ABr

Mariana Tokarnia/Agência Brasil

Um móvel de madeira posicionado ao lado da mesa reúne gavetas de borboletas e mariposas. Ao todo, são 2 mil insetos que foram doados ao Museu Nacional do Rio de Janeiro para ajudar na reconstrução do acervo, destruído por um incêndio de grandes proporções, em setembro do ano passado.

“Vejam, borboletas de asas verdes, elas são muito raras. E esta, a maior espécie de mariposa encontrada no Brasil”, diz Luiz Cláudio, enquanto exibe orgulhoso a coleção. Ele é filho de Victor Stawiarski, professor de biologia, que por 30 anos, a partir de 1940, deu aula no Museu Nacional. Os insetos, paixão do pai que faleceu em 1979, foram coletados tanto pelo pesquisador quanto pelo médico no Rio de Janeiro, Paraná e Pará.
O material que está na casa do médico era usado pelo pai nas aulas que dava. Além desses, o biólogo havia coletado centenas de outros, que faziam parte do acervo do Museu Nacional.

O principal objetivo de expor os insetos é despertar o amor à natureza. Ao lado do marido, Luiza Stawiarski, concorda. Professora aposentada, ela fez cursos com o sogro, no Rio de Janeiro. Dele, ganhou dois quadros. O preferido exibe insetos que se camuflam na natureza. Entre eles, uma borboleta com olhos de coruja nas asas e outras com asas que imitam folhas secas. “Elas têm inclusive partes que parecem folhas quebradas”, mostra Luiza. Os quadros também serão doados.

O preferido de Luiz Cláudio é outro, o dos besouros: alguns grandes, quase do tamanho de um punho fechado, e outros pequenos, menores que a falange de um dedo. O que encanta neles, explica o médico, não é a armadura, mas a leveza que escondem. “Você custa a imaginar que eles possam voar. A parte de fora parece uma armadura. Mas quando levanta, você vê a asa, fininha. Isso é um contrassenso, como é que se sustenta?”, intriga-se.

Segundo a professora do departamento de entomologia da UFRJ, Marcela Monne, o acervo de insetos do Museu Nacional era referência no país e internacionalmente. Desde o incêndio, Marcela conta que recebe mensagens de pessoas que querem aprender a coletar insetos para ajudar a reconstruir o acervo. Ela esclarece, no entanto, que a coleta não pode ser feita por amadores. Para isso, é necessário ter autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Sonda japonesa pousa em asteroide a 300 milhões de km da Terra

Sonda temporario

Imagem simulada da Sonda espacial Hayabusa 2 no asteroide Ryugu.   Foto: Handout

Agência Brasil

A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) anunciou que ocorreu com êxito o pouso da sonda espacial Hayabusa 2 no asteroide Ryugu, na primeira etapa da sua missão de coletar amostras de rocha no corpo celeste. A Jaxa informou que o equipamento pousou no asteroide às 7h29 de sexta-feira (22).

Partindo de uma altitude de 20 mil metros, a Hayabusa 2 iniciou a descida em direção à superfície de Ryugu pouco depois das 13h. O destino era uma estreita área de pouso com 6 metros de diâmetro. Quando estava a 500 metros da superfície do asteroide, a sonda mudou para modo automático de pouso.

A Hayabusa 2 está equipada com um aparelho de coleta de rochas com cerca de 1 metro de comprimento, que se estende da sua base para entrar em contato com a superfície do corpo celeste. O aparelho foi projetado para lançar projéteis na superfície do asteroide e, com a agitação resultante, coletar as rochas. A Jaxa declarou que um dos projéteis foi disparado a contento. A equipe do centro de controle da Jaxa, situado perto de Tóquio, comemorou muito quando se confirmou o sucesso do pouso.

Após a conclusão dos passos programados, a Hayabusa 2 deverá retornar a uma altitude de 20 mil metros do asteroide e preparar, então, o pouso seguinte. A Jaxa planeja mais uma ou duas tentativas de coleta de rochas antes que a sonda se afaste definitivamente de Ryugu. A Hayabusa 2 iniciou a sua jornada em 2014 e, em junho do ano passado, se aproximou do espaço em torno do asteroide, distante 300 milhões de quilômetros da Terra. O retorno da sonda à Terra está previsto para o final de 2020.

Bispos serão obrigados a denunciar casos de pedofilia

Membros do clero serão obrigados a denunciar casos de pedofilia às autoridades competentes, em uma forma de tentar acabar com os inúmeros episódios de acobertamento na Igreja. A medida foi discutida e decidida durante a cúpula convocada pelo papa Francisco para debater o combate aos abusos sexuais, que começou na quinta-feira (21), indo até domingo (24).

"Chegaremos à obrigação de denúncia, queremos a Igreja como Jesus quer. Se há um mal na Igreja, a pessoa tem a obrigação de informar as autoridades competentes, não queremos mais esconder as coisas", declarou o arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, presidente da Comissão de Bispos das Conferências Episcopais da UE.

Questionado se bispos também poderão ser depostos caso escondam casos de pedofilia, Hollerich respondeu: "Sim, se culpados, é preciso fazê-lo". Durante os trabalhos da cúpula, o Papa publicou no Twitter que os membros do clero precisam "se livrar da tentação" de querer salvar a si mesmos e sua "reputação".

"Ajuda-nos a assumir a culpa e a buscar juntos respostas humildes e concretas em comunhão com todo o povo de Deus", acrescentou. O objetivo da reunião é definir protocolos claros para combater casos de pedofilia na Igreja, após inúmeros escândalos terem abalado sua imagem em diversos países do mundo, como Austrália, Chile, Estados Unidos e Irlanda.

"Não podemos permitir ninguém no ministério que possa fazer mal a menores", disse o arcebispo de Malta, Charles Scicluna, também secretário-adjunto da Congregação para a Doutrina da Fé. No segundo dia de cúpula, o Vaticano distribuiu entre os bispos a documentação oficial da ONU sobre a luta contra a violência aos menores (ANSA).

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