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Governador do Rio critica prefeituras por ocupação desordenada em encostas

Witzel sobrevoou áreas mais afetadas pela chuva no Rio de Janeiro

Witzel temporario

Na Avenida Niemeyer, encosta deslizou e atingiu um ônibus, que tombou sobre a ciclovia.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, sobrevoou ontem (7) áreas atingidas pela chuva e criticou a falta de fiscalização dos municípios fluminenses em relação à ocupação irregular de terrenos. Witzel classificou a situação de abandono e afirmou que o problema se arrasta há décadas.


"O que pude constatar de Guaratiba até o início da [Avenida] Niemeyer é que toda a encosta tem uma ocupação desordenada. Isso é fruto de abandono da organização urbanística da cidade", disse Witzel. "O resultado, infelizmente, são essas tragédias a que estamos assistindo."


Segundo o governador, a Defesa Civil estadual contabiliza 80 mil famílias vivendo em áreas de risco no Rio de Janeiro. "É preciso que os prefeitos façam o seu dever de casa. Eles têm que fiscalizar, notificar, retirar essas pessoas e planejar novas áreas de expansão imobiliária."


O governador antecipou que esse planejamento será tratado na Câmara Metropolitana do Rio de Janeiro, fórum que vai reunir prefeitos de 22 municípios e representantes do governo do estado. Ainda neste mês, começarão a ser divulgadas as datas das reuniões.


Witzel disse ainda que será apresentado em breve o projeto do programa Comunidade Cidade para as favelas do Vidigal e da Rocinha, áreas duramente atingidas pelo temporal na quarta-feira (6).


"A Cedae [Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro] vai alocar R$ 500 milhões em recursos para que possamos abrir ruas com saneamento básico naquela região, fazer a remoção das áreas mais criticas e contar com a colaboração da própria comunidade para construir essas edificações ao longo da Rocinha", informou o governador (ABr).

Telemedicina: CFM abre prazo de 60 dias para contribuições

Telemedicina-15-300x198 temporarioO texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias. Foto: Reprodução/Internet

O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu prazo de 60 dias para receber contribuições relativas à Resolução nº 2.227/2018, que atualiza critérios para a prática da telemedicina no Brasil. Podem participar do processo conselhos regionais de medicina (CRMs) e demais entidades médicas.
A diretoria do CFM se reuniu em Brasília, com os presidentes dos 27 conselhos regionais (CRMs).

Durante o encontro, foram discutidos pontos relativos à publicação da resolução, que tem previsão de entrada em vigor em maio. “O CFM concordou em receber dos CRMs, das entidades médicas e da categoria propostas para o aperfeiçoa­mento da norma. Elas serão analisadas e poderão ser implementadas, após deliberação do plenário do Conselho Federal de Medicina”, informou a entidade.


O detalhamento de como a consulta pública será conduzida será disponibilizado no site do CFM. A Resolução nº 2.227/2018 autoriza a realização de consultas online, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento à distância. O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou offline.


Para o CFM, as possibilidades que se abrem com a mudança normativa são “substanciais”, mas precisam ser utilizadas por médicos, pacientes e gestores “com obediência plena” às recomendações . No âmbito da saúde pública, o órgão considera a inovação “revolucionária” ao permitir a construção de linhas de cuidado remoto, por meio de plataformas digitais. (ABr).

Operação investiga cobrança de propina em projeto de submarino nuclear

A Polícia Federal (PF) cumpriu ontem (7) três mandados de busca e apreensão, na Operação Submarino, que investiga corrupção na compra de equipamentos pelo Centro Tecnológico da Marinha. Os endereços que foram alvo da ação são ligados a dois engenheiros, um deles trabalha no centro tecnológico que desenvolve os propulsores para o projeto do submarino nuclear brasileiro.

Segundo as investigações, o funcionário pediu R$ 6 milhões em propina à empresa austríaca Bilfinger Maschinembau GMBA & CO (MAB), entre 2008 e 2015. A companhia atende ao centro tecnológico e ao Comando Naval Brasileiro Europa (BNCE) fornecendo materiais para pesquisa e serviços em tecnologia nuclear. De acordo com a promotoria, a empresa tem ao todo 15 contratos com a Marinha do Brasil. A Justiça Federal bloqueou os bens de contas e das empresas dos engenheiros. Segundo o MPF, o montante sequestrado deve chegar a cerca de R$ 13 milhões.

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