ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

'Diálogo com Islã é decisivo para paz no mundo', diz Papa

O papa Francisco disse ontem (6), durante audiência geral no Vaticano, que "o diálogo entre Cristianismo e islamismo são fatores decisivos para a paz no mundo".

Dialogo temproario

Declaração do Papa foi dada ontem (6), durante audiência no Vaticano. Foto: ANSA

A declaração foi dada enquanto o Pontífice falava sobre sua viagem histórica aos Emirados Árabes Unidos. "Uma viagem breve, mas muito importante que, em continuidade com o encontro de 2017 em Al-Azhar, no Egito, escreveu uma nova página na história do diálogo entre cristianismo e islamismo e no compromisso de promover a paz no mundo a partir da fraternidade humana", disse.

Durante a audiência, o líder da Igreja Católica agradeceu todas as autoridades dos Emirados e ressaltou a importância de seu encontro inter-religioso no memorial do Fundador dos Emirados Árabes Unidos, Xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan. Francisco garantiu que o documento sobre a fraternidade humana assinado em Abu Dhabi junto com o Grande Imã de Al-Azhar condena "todas as formas de violência, especialmente aquela revestida de motivos religiosos".

Segundo ele, ambos os líderes se comprometeram em "difundir valores autênticos e a paz no mundo" numa época em que há forte tentação de ver um choque entre civilizações cristãs e islâmicas, além de considerar as religiões como fontes de conflito. "É possível se encontrar, respeitar e dialogar entre si, e que, apesar da diversidade de culturas e tradições, o mundo cristão e o mundo islâmico valorizam e protegem valores comuns: vida, família, sentido religioso, honra para os idosos, educação dos jovens e outros", explicou.

Por fim, o Papa lembrou que "cerca de um milhão de cristãos vivem nos Emirados Árabes Unidos, incluindo trabalhadores originários de vários países da Ásia", e revelou ter conhecido o representante da comunidade católica na Catedral de São José, em Abu Dhabi, mais idoso do país, que aos 92 anos, na cadeira de rodas e cego, ainda trabalha com sorriso no rosto. A viagem do Papa ao pais árabe ocorreu 800 anos depois da visita de São Francisco de Assis ao Sultão al-Malik al-Kamil (ANSA).

Rússia condena Testemunha de Jeová por 'extremismo'

Russia temproario

Após 10 meses, dinamarquês foi sentenciado a 6 anos de prisão. Foto: Reprodução/Facebook)

O Tribunal de Oriol, na Rússia, condenou ontem (6) a seis anos de prisão um dinamarquês pertencente às Testemunhas de Jeová por "extremismo" após 10 meses de julgamento. Dennis Christensen, de 46 anos de idade, foi preso junto com outras testemunhas em maio de 2017, durante uma cerimônia religiosa em Oriol, a cerca de 400 km ao sul de Moscou, informou a 'BBC'.

A detenção ocorreu um mês depois que a Corte russa definiu o movimento como uma organização extremista. Na ocasião, os outros religiosos foram libertados. Ainda de acordo com a publicação britânica, as Testemunhas de Jeová anunciaram que têm a intenção de recorrer da decisão. O julgamento de Christensen teve início em abril de 2018 e somente no final de janeiro o Ministério Público pediu a condenação de seis anos e meio de prisão. Ele afirma não ter cometido nenhum crime.
Em abril do ano passado, o Ministério da Justiça da Rússia condenou e suspendeu todas as atividades religiosas das Testemunhas de Jeová definindo a organização como "extremista". Além disso, ordenou o confisco de propriedades da organização no país, onde o grupo tinha quase 400 entidades. As organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, acusam as autoridades russas de perseguirem os religiosos. É estimado que há mais de 170 mil testemunhas de Jeová no país.

Os religiosos fazem parte de uma organização internacional, criada nos Estados Unidos, que compartilha preceitos de outras correntes do
cristianismo, mas sua crença é baseada em uma interpretação própria da Bíblia, na qual seus fiéis não creem no poder de Jesus Cristo (ANSA).

Número de mortos em Brumadinho sobe para 150

Subiu para 150 o número de mortos no rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, segundo balanço divulgado ontem (6) pela Defesa Civil. Outras 182 pessoas estão desaparecidas. Do total de vítimas, 134 corpos já foram identificados. Ou seja, após 13 dias de buscas, mais da metade dos indivíduos supostamente atingidos pelos rejeitos ainda não foi encontrada.

O Corpo de Bombeiros já trabalha com a hipótese de que alguns corpos não sejam recuperados. As últimas vítimas foram achadas perto do estacionamento da unidade de tratamento de minério e de um vestiário. O rompimento ocorreu no último dia 25 de janeiro, e a Vale, dona da barragem, ainda não conseguiu explicar o motivo do desastre.

Três funcionários da mineradora e dois engenheiros que atestaram a segurança do reservatório haviam sido presos, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou sua soltura na última terça-feira (5). (ANSA)

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171