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Brumadinho, uma cidade inteira de luto

A 57 km de Belo Horizonte, Brumadinho se tornou referência na região por causa da empresa Vale e da proximidade com o Museu do Inhotim, mas desde o desastre, a cidade vive em clima de luto e tristeza

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Com a tragédia que matou 110 pessoas e deixou 238 desaparecidas, todos têm um parente ou amigo entre as vítimas. Foto: Reprodução/internet

As pessoas caminham sem sorrir nem conversar em voz alta, há enterros todos os dias, parte do comércio fechou as portas e até bares e restaurantes se impuseram luto.
Com pouco mais de 36 mil moradores, Brumadinho é a típica cidade do interior de Minas Gerais: praça onde todos se reúnem, bares com música ao vivo e a igreja, ponto de encontro da maioria. Com a tragédia que matou 110 pessoas e deixou 238 desaparecidas, de acordo com o último balanço, todos têm um parente ou amigo entre as vítimas.
A esperança que dominou as pessoas, nos primeiros dias de resgate, cedeu lugar à angústia e ao desânimo. É comum encontrar pessoas que afirmam que querem apenas dar um sepultamento digno para uma vítima ainda desaparecida. No desespero, há quem se aventure pela lama e na mata em busca do parente ou amigo desaparecido, o que é condenado pela Defesa Civil e pelos bombeiros.
Nas ruas, o único assunto desde o dia 25 é o desastre. Em meio à tristeza que predomina na cidade, surgem heróis invisíveis que estão em todos os lugares. Mulheres de várias idades se uniram e montaram uma lavanderia coletiva. Nela, lavam as roupas dos bombeiros que estão acampados no município para ajudar nas operações de resgate.
Em outro local, voluntários se revezam para tomar conta e brincar com crianças cujos pais estão envolvidos nas buscas ou entre os desaparecidos. Também há grupos de apoio aos militares e civis que atuam diretamente nas ações. A preocupação da maioria dos moradores se concentra no bairro rural Córrego do Feijão, próximo à barragem.
Lá, a comunidade é dependente da Vale e foi duramente atingida pela tragédia. Com a lama por todos os lados, a imagem é desoladora. Nas pousadas da região, chegam curiosos todos os dias. Pessoas que querem ver de perto a área do desastre e acompanhar os trabalhos de buscas. O movimento ocorre na contramão da economia local, que dependia basicamente da empresa Vale e dos seus impactos.

Militares israelenses, que ajudaram em Brumadinho, chegam a TelAviv

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Foto: Divulgação Embaixada de Israel

Os 136 militares de Israel que ajudaram nos resgates aos desaparecidos em Brumadinho chegaram na sexta-feira (1º) a TelAviv, capital israelense. Segundo informações da embaixada israelense em Brasília, a tropa foi recebida pelo comandante do Comando da Frente Interna, o major-general Tamir Yadai, no Aeroporto Internacional Ben Gurion.
Os engenheiros, médicos e técnicos atuaram por quatro dias em Brumadinho no resgate de desaparecidos. Foram utilizados meios tecnológicos avançados nas buscas e técnicas inovadoras. Também vieram cães farejadores. Antes da partida da delegação israelense, as autoridades de resgate brasileiras realizaram uma cerimônia de agradecimento para delegação israelense.
Neta de brasileiros, a soldado israelense Amit Levi, 21 anos, e falando português, se transformou em uma espécie de integração entre as Forças Armadas de Israel e do Brasil. Simpática, Amit disse que era uma honra participar das operações de resgate em Brumadinho. A foto dela, olhando com respeito para as bandeiras do Brasil e de Israel presas no uniforme, destacou-se entre tantas imagens tristes e tensas (ABr).

 
 
 
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