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Governo prorroga por um ano 'Operação Acolhida' a venezuelanos

A 'Operação Acolhida', que recebe e promove a interiorização de imigrantes e refugiados venezuelanos, será prorrogada até março de 2020, sem possibilidade de fechamento da fronteira com a Venezuela.

Governo temporario

A maioria dos imigrantes que ingressa no território brasileiro busca seguir para outros estados e países. A Colômbia é o local mais procurado. Foto: Marcelo Camargo/ABr

A decisão foi anunciada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e o governador de Roraima, Antonio Denarium. Eles e mais quatro ministros visitaram as instalações usadas pela operação em Boa Vista.

Na sexta-feira (18), Denarium, Azevedo e Silva, e os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Educação, Ricardo Vélez, Cidadania, Osmar Terra, e CG, Wagner Rosário, irão até a fronteira do Brasil com a Venezuela. As autoridades vão verificar as instalações no município de Pacaraima. O município é considerado a principal porta de entrada dos imigrantes que vêm da Venezuela. Foi ali que, em agosto do ano passado, um grupo de venezuelanos foi atacado.

Lançada pelo governo federal no início de março de 2018, no esforço de combater a crise humanitária provocada pela onda migratória venezuelana, a 'Operação Acolhida' é coordenada pela Força-Tarefa Logística Humanitária, uma iniciativa que reúne vários ministérios e órgãos federais, estadual e municipais. As ações de apoio aos venezuelanos que chegam ao Brasil, fugindo da crise econômica e da instabilidade política, incluem o fornecimento de refeições, abrigo e cuidados médicos, a regularização da situação dos imigrantes que manifestem o desejo de permanecer no Brasil e a redistribuição das famílias para outras regiões.

Os ministros e o governador ressaltaram a preocupação com a dependência energética do estado em relação à Venezuela, que abastece a região: metade da eletricidade consumida em Roraima vem do país vizinho. O restante é produzido por usinas termelétricas e custa cinco vezes mais que a hidrelética. Segundo o governador, uma solução é a retomada da construção da linha de transmissão de sai da usina de Tucuruí, no Amazonas, até Boa Vista. São 700 km de obras, abandonadas desde 2011 e que, quando forem retomadas, devem demorar três anos para serem concluídas.

Na região do Linhão do Tucuruí entram cerca de 500 a 600 venezuelanos por dia em busca de abrigo e oportunidades no Brasil. Menos de 5% deles ficam em Roraima. A maioria segue para outros estados e países. A Colômbia é o local mais procurado. Desde 2017, 180 mil venezuelanos migraram passando por Pacaraima. Segundo os levantamentos mais recentes, desse total 5,8 mil estão em Roraima e 4,2 mil foram levados para mais 15 estados, por meio da interiorização (ABr).

Unesco anuncia Rio como primeira Capital Mundial da Arquitetura

Unesco temporario

O Rio foi selecionado para concorrer à vaga em 2014, e disputou com Paris e Melbourne. Foto: Tomaz Silva/ABr

Agência Brasil

O Rio de Janeiro foi escolhido para sediar em 2020 o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, evento que pela primeira vez dará à cidade-sede o título de Capital Mundial da Arquitetura. O anúncio foi feito na sexta-feira (18) na sede da Unesco, em Paris. O congresso acontece a cada três anos e, a partir da próxima edição, toda a cidade que sediá-lo será considerada capital mundial da arquitetura. O Rio foi selecionado para concorrer à vaga em 2014, e disputou com Paris e Melbourne.

O evento será realizado entre 19 e 26 de julho de 2020 e é promovido pela União Internacional dos Arquitetos (UIA). Estarão reunidos no Rio arquitetos e urbanistas do mundo todo para discutir temas como planejamento urbano, cultura, mobilidade, obras públicas e construção de cidades inclusivas. A expectativa é de que cerca de 25 mil pessoas venham à cidade para participar do congresso. Será a primeira vez que o evento será realizado no Brasil, e o presidente do Instituto de Arquitetos Brasileiros, Nivaldo Andrade, ressalta que a cidade é uma referência por abrigar trabalhos de nomes como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx e Lúcio Costa.

"A cidade é também uma referência de desafios contemporâneos para os arquitetos e de experiências positivas no campo do urbanismo, a exemplo dos programas de urbanização de favelas. Podemos dizer que o Rio sintetiza características encontradas em cidades não só do Brasil, mas de diversos países do mundo", afirma ele. O prefeito Marcelo Crivella prometeu se empenhar em transformar 2020 em um marco na história cultural da cidade, que é marcada pela diversidade de influências.

 
 
 

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