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Missão chinesa consegue cultivar planta na Lua

Pela primeira vez na história, um material biológico germinou na Lua.

China temporario

Uma plantinha de algodão cresceu no satélite natural, marcando um feito importante para a exploração do Universo. Foto: BBC/CLEP

A Agência Espacial Chinesa (CNSA) informou na terça-feira (15) que uma plantinha de algodão, cultivada dentro de uma pequena estufa, ao lado de sementes de batata, leveduras e ovos de mosca-das-frutas, cresceu no satélite natural, marcando um feito importante para a exploração do Universo.

A semente foi levada pela sonda Chang'e-4, que em 3 de janeiro realizou o primeiro pouso no lado oculto da Lua. Essa é a primeira vez que o homem consegue fazer uma planta crescer em um corpo celeste diferente da Terra. As primeiras imagens do broto foram publicadas pela própria agência chinesa, que já recebeu mais de 170 fotos até o momento, segundo a imprensa local. O objetivo do experimento, projetado por 28 universidades do país, é recriar uma pequena biosfera, um ecossistema artificial e autônomo, a fim de testar a possibilidade de cultivar frutas e verduras em outros planetas para o sustento de futuras colônias humanas no espaço.

Os organismos vivos presentes no interior da estufa são constantemente abastecidos com água, ar e nutrientes, mas, segundo os pesquisadores chineses, o desafio mais difícil é manter o clima adaptado para o crescimento da planta na Lua, onde as temperaturas oscilam entre 173ºC abaixo de zero e mais de 100ºC. As sementes foram submetidas a um tratamento biológico para ficar adormecidas durantes os 20 dias de viagem da Terra à Lua, e seu crescimento se deu quando o centro de controle enviou um comando para ativar a irrigação no recipiente.

Tentativas parecidas de cultivo foram feitas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), mas nunca fora dela. Em agosto de 2015, o experimento de jardinagem chamado "Veggie" realizou o primeiro plantio de alface romana no espaço, após meses de tentativas e erros. Em janeiro de 2016, surgiu a primeira flor, uma zínia laranja, enquanto em abril de 2018, ocorreram os primeiros cultivos de cereais na ISS (ANSA).

Battisti mostra postura taciturna e passiva na prisão

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Battisti começou a cumprir pena perpétua na Sardenha.  Foto: Alberto Pizzoli/AFP

Preso na penitenciária de Massama, na ilha da Sardenha, o italiano Cesare Battisti tem tido uma postura taciturna e até mesmo passiva.
Segundo informações que chegam da cadeia, ele ainda não pediu livros nem realizou qualquer outra solicitação em particular, a não ser manter uma foto de seu filho nascido no Brasil.

Battisti tem comido regularmente e usufruído de seu período em ar livre, que não pode ser compartilhado com outros detentos porque ele está em regime de isolamento diurno por seis meses. O italiano dorme bastante e tem aceitado passivamente todas as determinações das autoridades.

"No fim das contas, me encontrei diante de um homem derrotado", disse a chefe do departamento antiterrorismo da polícia de Milão, Cristina Villa, ao jornal La Repubblica. A agente viu Battisti em seu desembarque no Aeroporto de Ciampino, em Roma, após quase 40 anos foragido.

"Perguntei se ele queria alguma coisa, se tinha fome ou sede. Ele me pediu apenas para ficar com a foto em preto e branco do filho que tinha na carteira", contou. Entregue à Itália pela Bolívia, Battisti cumpre pena perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970 e por envolvimento com o terrorismo político. Ele alega inocência (ANSA).

 
 

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