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MEC tem agora secretarias para alfabetização e escolas militares

Com a posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Vélez Rodríguez foram feitas mudanças na estrutura do Ministério da Educação (MEC)

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Para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas. Foto: Marcelo Camargo/ABr

A pasta passa a contar agora com a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, além de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. As novas secretarias e subsecretaria são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que compreende desde as creches ao ensino médio e que, segundo Vélez, será prioridade do governo.
Segundo o decreto que detalha as atribuições do MEC, haverá uma subsecretaria para desenhar uma modelagem de gestão escolar que envolve militares e civis. É a chamada Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. A adesão de estados e municípios ao modelo será voluntária. Em nota, o MEC explica que a presença de militares na gestão administrativa “terá como meta a resolução de pequenos conflitos que serão prontamente gerenciados, a utilização destes como tutores educacionais, para a garantia da proteção individual e coletiva, dentre outras visando a disciplina geral da escola”.
Esse modelo será implementado preferencialmente em escolas em situação de vulnerabilidade social e para as famílias que concordam com essa proposta educacional. As duas novas secretarias: a de Modalidades Especializadas de Educação e de Alfabetização. Dentro da primeira, haverá, entre outras, uma diretoria voltada apenas para pessoas surdas, a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos, além de uma estrutura voltada para apoio a pessoas com deficiência. A pauta ganhou destaque no governo com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que é intérprete de Libras.
Para que essas medidas cheguem às salas de aula, será necessária a participação de estados e municípios. As entidades que representam os secretários municipais e estaduais de Educação ainda não se reuniram com a atual gestão do MEC. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que representa os estados, tem reunião agendada para o final deste mês. No ano passado, o MEC aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para essa etapa de ensino, que define o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas em todo o país. O prazo para a implementação é o ano letivo de 2021, quando começa a valer o novo ensino médio (ABr).

USP está entre as universidades mais sustentáveis do mundo

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Bosque do Instituto de Ciências Biomédicas, na Cidade Universitária. Local é uma das áreas de reserva da USP. Foto: Jorge Maruta/USP Imagens

Os rankings universitários já são velhos conhecidos da comunidade acadêmica mundial. Todo ano, consultorias e instituições diversas publicam listas classificando as melhores universidades em termos globais ou de acordo com regiões ou áreas do conhecimento, por exemplo. Reputação acadêmica e impacto das publicações são alguns dos critérios mais conhecidos para guiar essas avaliações.
Em 2010, depois de organizar discussões com especialistas e estudar os sistemas de ranqueamento já existentes, a Universidade da Indonésia (UI) lançou um novo ranking, desta vez, valorizando um aspecto ausente nos demais: o comprometimento com a sustentabilidade. A última lista do UI GreenMetric World University Ranking, divulgada no final de 2018, colocou a USP em 23º lugar entre as universidades mais sustentáveis do mundo – ela subiu cinco posições em relação ao ano passado e manteve-se em primeiro lugar entre as brasileiras. Foram avaliadas, ao todo, 719 instituições de 81 países.
Segundo a superintendente de Gestão Ambiental da USP, Patrícia Faga Iglecias Lemos, vários fatores explicam este desempenho. Entre eles, a formação de grupos de trabalho para pensar o tema, a compilação e organização dos dados de toda a Universidade e a própria criação da Superintendência de Gestão Ambiental, ocorrida em 2012. “Lembrando que a sustentabilidade envolve não só a questão ambiental, mas social e econômica. É papel da universidade ser um agente de mudança”, afirma a professora.
O GreenMetric é o primeiro e, atualmente, único ranking no mundo a mensurar a questão ambiental. “O ranking nos mostra os pontos nos quais podemos melhorar, como a questão da água e da energia, e também nossos pontos fortes. Na questão da infraestrutura, por exemplo, atingimos 96.67% da pontuação”, diz a superintendente da USP (Aline Naoe/Jornal da USP).

 

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