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Itália x Brasil: Conheça as diferenças entre seus panetones

Reza a lenda que o famoso panetone italiano nasceu de um erro na cozinha. Na véspera de Natal, na corte de Ludovico, o Mouro, um funcionário teria queimado a sobremesa, que se tornara incomestível

Italia temporario

A base é simples: água morna, farinha, fermento, manteiga e ovos. Foto: Shutterstock

Gabriel Nunes/ANSA

Foi quando um ajudante de cozinha chamado Toni improvisou um doce com farinha, ovos e manteiga. Com base de pão (pane, em italiano), a iguaria teria recebido o nome de “pane di Toni”.
Quem conta essa história é Vincenzo Protti, representante no Brasil da Augusta Panettoni, conceituada confeitaria de Milão fundada em 1945. A marca acaba de desembarcar no país, seu primeiro mercado na América do Sul, por meio da importadora Domno. “Dizemos que o panetone de qualidade sempre é feito com manteiga”, conta Protti. Segundo ele, o Brasil quase não tem bons panetones, porque no país se costuma usar margarina e leite condensado nas receitas, algo considerado quase um pecado pelos italianos. A base do doce é simples: água morna, farinha, fermento, manteiga e ovos.
Para Protti, o segredo da qualidade é o tempo, já que o doce precisa de no mínimo três dias entre a preparação e a finalização. “A fermentação deve ser lenta para criar aqueles furinhos”, explica. “Na Itália, existe uma cultura do panetone muito forte, além dos concursos, como o melhor panetone do ano”, acrescenta. Para ele, essas raízes colaboram com a qualidade e valorização do doce.
“Ainda não encontrei no Brasil um panetone feito com o método tradicional”, diz. “Espero que essa cultura de um panetone de um nível mais alto chegue no Brasil.” O representante reclama que a maioria das versões que consumimos é industrializada e, muitas vezes, não passa pelo ponto que ele considera fundamental na produção: os três dias de fermentação. Protti conta que o Comitê dos Confeiteiros de Milão já apresentou uma petição à Câmara de Comércio da cidade para proteger a receita. Ele diz que o sucesso do doce se deu pelo seu fácil preparo e pelo baixo custo de produção.
Ao contrário do Brasil, onde se encontra panetone de petit gateau, doce de leite, coco, trufado, brownie, entre outros sabores, a Itália se mantém nas tradicionais frutas cítricas, e suas inovações na receita incluem poucas opções, como gotas de chocolate e limoncello, licor de limão-siciliano. “No Brasil, não poderia se chamar panetone”, conclui Protti.

João de Deus afirma estar à disposição da Justiça

Joao temporario

Médium goiano João Teixeira de Faria, João de Deus. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O médium goiano João Teixeira de Faria, João de Deus, disse ontem (12) que está à disposição da Justiça brasileira. Ele compareceu à Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde realiza consultas e aconselhamentos espirituais, além das chamadas cirurgias espirituais há 42 anos. “Irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Quero cumprir a lei brasileira. Estou nas mãos da Justiça. O João de Deus ainda está vivo”, declarou o médium.
Foi sua primeira aparição pública desde que vieram a público as denúncias de que ele teria abusado sexualmente de frequentadoras do centro espírita. Segundo o Ministério Público de Goiás), 206 mulheres já tinham procurado atendimento alegando serem vítimas do médium. A chegada do médium à Casa Dom Inácio foi marcada por uma confusão entre jornalistas que tentavam se aproximar e frequentadores e funcionários do centro que tentavam afastá-lo dos profissionais de imprensa.
Segundo assessores da casa, João de Deus sentiu-se mal logo após o tumulto e, sem condições de atender às centenas de pessoas que o aguardavam, deixou o local poucos minutos depois. Para a assessora de imprensa da Casa Dom Inácio, Edna Gomes, João de Deus tem conversado pouco e garante ser inocente. “As denúncias realmente são gravíssimas e têm que ser apuradas. O seu João está à disposição da Justiça para que a verdade seja descoberta”, disse a assessora, evitando entrar em detalhes sobre o teor das denúncias e sobre a estratégia que será adotada pela defesa do médium (ABr).

Governo expulsou 566 servidores por irregularidades este ano

O governo federal expulsou 566 servidores públicos federais por irregularidades de janeiro a novembro deste ano. Segundo o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), o número já é o mais alto no comparativo anual desde o início da série histórica em 2003. A prática de atos relacionados à corrupção foi o principal motivo das punições, com 371 penalidades, o que corresponde a 65,5% dos casos. No ano, houve 467 demissões de servidores efetivos, 73 cassações de aposentadorias e 26 destituições de ocupantes de cargos em comissão. De 2003 a novembro de 2018, foram expulsos 7.281 servidores.
No ano passado, 506 servidores foram expulsos por irregularidades. “A gente vai aprendendo com os casos de corrupção, criando mecanismos preventivos para combater a corrupção. Então, todo esse conjunto para detectar casos, para fazer investigações, vai sendo aprimorado. Não é nosso objetivo aumentar sanção. A gente espera que ela reduza com o tempo”, disse o ministro da CGU, Wagner Rosário. Os dados foram apresentados ontem (12) no balanço das principais ações e resultados da CGU apresentado em evento alusivo ao Dia Internacional contra a Corrupção, lembrado no último domingo (9) (ABr).

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