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Campanha pede empatia com pessoas que sofrem de depressão

Foi lançada ontem (13), na capital paulista, a campanha de esclarecimento sobre a depressão Pode Contar, com enfoque na empatia, ou seja: a capacidade de familiares e amigos se colocarem no lugar da pessoa que sofre  com a depressão.

Campanha temporario

A empatia não é passar a mão na cabeça ou sentir pena de quem sofre com a doença, mas se colocar no lugar do outro. Foto: Marcelo Camargo/ABr

O conteúdo da campanha está disponível no site. Carmita Abdo, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), explica que a empatia não é passar a mão na cabeça ou sentir pena de quem sofre com a doença, mas se colocar no lugar do outro.

“É se reconhecer no outro. Nós na ABP falamos muito de combater o estigma da depressão e nada melhor que exercitar a empatia”, disse.

De acordo com a médica, a empatia envolve processos afetivos e cognitivos e se traduz na capacidade de perceber os sentimentos e emoções da outra pessoa, sem julgamentos. Segundo ela, as doenças mentais estão entre as dez patologias mais prevalentes de um total de 32 doenças incapacitantes para o trabalho.

A engenheira Bernadete de Araújo, de 64 anos, conta que a depressão a afetou de diversas formas. Ela sofreu de forma recorrente desde a infância, mas notou sintomas exarcebados na vida adulta. Ainda assim, demorou oito anos para conseguir o diagnóstico. “Houve um tempo na minha vida em que eu não conseguia raciocinar, somar ou subtrair. Eu fazia relatórios em outras línguas, mas não conseguia ler uma manchete de jornal. De repente, eu me tornei impaciente, ansiosa e até agressiva. Eu sentia uma tristeza enorme e não entendia a razão”, lembrou.

Para a cardiologista Roberto Miranda, da Faculdade de Medicina da USP, muitas vezes é o médico primário – como cardiologista ou ginecologista – que identifica os sintomas. “Muitos pacientes têm alterações cardíacas, dor de cabeça, dor no peito, palpitações e crises de hipertensão. Eles vinham ao pronto-socorro com essas crises e, após o tratamento contra a depressão, não voltavam mais ao atendimento de emergência”, alerta. O especialista explica que a depressão tem também relação com outros eventos cardiovasculares e está associado ao aumento do risco de infarto.

Táki Cordás, coordenador de ambulatório no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que quanto menos desenvolvida é a sociedade, maior a demora para se buscar ajuda. “Estima-se que 70% das pessoas que precisam de tratamento não estão recebendo”, disse ele. Depois de alcançar o diagnóstico, de 30% a 50% dos pacientes não continuam com o tratamento, um índice preocupante para Cordás. “Preciso lembrar que o antidepressivo não vícia, não muda a personalidade, não vai te deixar ligado. Assim como o indivíduo que tem hipertensão, diabetes, o depressivo precisa do medicamento”, disse.

Ele avalia que o tempo do tratamento pode variar conforme a quantidade de crises apresentadas pelo paciente. Dependendo do caso, pode ser de um ano ou, para aqueles que sofreram mais de três crises na vida, o tratamento pode durar a vida inteira. “A nossa medicina ainda é apenas controladora da doença”, explicou. De acordo com ele, o paciente que toma a medicação por seis meses e decide descontinuar o uso tem 80% de chances de sofrer uma recaída (ABr).

Esposa diz que Schumacher continuará lutando pela vida

Esposa temporario

Corinna Betsch quebrou o silêncio e falou sobre o marido. Foto: ANSA

Em uma das raras declarações públicas sobre o estado de saúde do ex-piloto Michael Schumacher, a esposa do heptacampeão de Fórmula 1, Corinna Betsch, quebrou o silêncio e afirmou na segunda-feira (12), em carta aberta, que seu marido vai continuar lutando pela vida. "Todos nós sabemos que o Michael é um lutador e jamais desistiremos", escreveu Corinna ao amigo e músico alemão Sascha Herchenbach, que foi o autor de uma canção dedicada ao ex-piloto e intitulada de "Born to Fight" ("Nascido para Lutar", em tradução livre).

"Gostaria de agradecer sinceramente por esta mensagem e este belo presente que nos ajudará neste momento difícil. É bom receber tantos pensamentos gentis e palavras de conforto. É um grande apoio para nossa família", acrescentou a esposa de Schumacher. O músico, por sua vez, em entrevista à revista alemã "Bunte", afirmou que não esperava um retorno de Corinna, que é raramente vista em público após seu marido ter sofrido o acidente.

"Eu não esperava ter um retorno dela e fiquei muito emocionado. A carta foi escrita à mão e é assinada pela Corinna. Ela disse ter ficado muito agradecida com música, a qual inspirou "a família em um momento tão difícil", disse Herchenbach, em entrevista à revista alemã "Bunte". Em dezembro de 2013, a vida de Schumacher mudou quando sofreu um grave acidente enquanto esquiava em uma pista de esqui em Méribel, no sul da França. Ele caiu e bateu a cabeça em uma rocha e, desde então, lida com as sequelas da colisão.

Mesmo após quase cinco anos do acidente, o verdadeiro estado de saúde de Schumacher continua sendo um grande segredo guardado minuciosamente pela família do heptacampeão mundial de F1 (ANSA).

Vaticano anuncia viagem do Papa ao Marrocos

O Vaticano anunciou ontem (13) que o papa Francisco fará uma visita ao Marrocos, no norte da África, entre 30 e 31 de março de 2019. O líder da Igreja Católica passará pelas cidades de Rabat e Casablanca.

Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, o Pontífice foi convidado pelo rei Mohammed VI e pelos bispos marroquinos. Essa será a terceira passagem de Francisco pelo continente africano.

Em novembro de 2015, o Papa visitou Quênia, Uganda e República Centro-Africana. Já em abril de 2017, viajou ao Egito. Além disso, o Marrocos será o oitavo país de maioria islâmica visitado por Jorge Bergoglio, após Jordânia, Albânia, Turquia, Bósnia e Herzegóvina, Azerbaijão, Egito e Bangladesh, além da Palestina (ANSA).

Para jornal cubano, Bolsonaro é o 'perigo que se aproxima'

Para temporario

O "Granma" alegou que toda a América Latina será impactada. Foto: EPA

O jornal "Granma", ligado ao governo cubano, definiu o presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, como um "perigo que se aproxima".
Em um artigo assinado pela jornalista Daina Caballero e publicado há dois dias, o "Granma" questionou as aspirações de Bolsonaro na política externa, ressaltando que o político tem sido comparado ao norte-americano Donald Trump e ao ex-ditador chileno Augusto Pinochet.

"A política externa de Bolsonaro será um tema para ser acompanhada. Durante a campanha eleitoral, o político falou em proibir o 'viés ideológico' na diplomacia e até em sair da ONU", destacou o jornal. "Sem dúvida, outra maneira de seguir os passos do senhor do norte [Trump]".

O diário citou a promessa de Bolsonaro de transferir a embaixada brasileiro em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, as críticas aos cerca de 11 mil médicos cubanos que atuam no Brasil e as declarações polêmicas do então candidato do PSL de cunho xenófobo e discriminatório. "O gigante sul-americano [Brasil] terá que enfrentar tudo isso, e assim, também toda a América Latina", disse o jornal, prevendo que a política de Bolsonaro impactará todo o continente (ANSA).

Árbitro é agredido durante jogo e gera indignação na Itália

Um árbitro da divisão Promozione, que equivale à sexta divisão do futebol italiano, foi agredido no domingo (11) por dois torcedores durante uma partida entre o Virtus Olympia e Atletico Torrenova, em Roma, na Itália. No confronto, que terminou com a vitória do Torrenova por 3 a 2, o juiz Riccardo Bernardini expulsou dois jogadores da equipe do Olympia, que estava jogando em casa, além de um dos gols do time visitante ter saído nos acréscimos do segundo tempo.

Revoltados com as decisões de Bernardini, os dois torcedores do Olympia, que possuem entre 25 e 35 anos, invadiram o gramado após o término do jogo e agrediram o árbitro. Durante a confusão, um deles empurrou o juiz, que caiu e bateu a cabeça no concreto. Bernardini perdeu a consciência e começou a ter convulsão, mas foi socorrido pelo massagista do Torrenova Yuri Alviti, um ex-chefe dos ultras da Lazio. O árbitro foi rapidamente levado ao hospital, onde tomou três pontos na cabeça e passou a noite em observação.

O caso gerou indignação no futebol italiano. O presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni), Giovanni Malagò, afirmou que ficou "muito impressionado" com a violência, e declarou que lutará para que esse "caso vergonhoso" seja esclarecido. Em uma coletiva de imprensa, o presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina, afirmou que medidas devem ser tomadas para evitar mais agressões contra árbitros, e que o tema será "prioridade absoluta" no próximo conselho.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, pediu penas mais duras aos agressores e relembrou que a violência contra árbitros são recorrentes no esporte do país. "Estamos diante de uma emergência educacional, eu não achei que houvesse campos de futebol para defender. Todos os anos há centenas de agressões contra árbitros e três quartos da violência são cometidos por membros dos clubes (jogadores, treinadores, dirigentes)", disse Salvini.

O presidente da Associação Italiana de Árbitros (AIA), Marcello Nicchi, afirmou que o estado de saúde de Bernardini não é bom e que o ataque foi "covarde". Ele também declarou que depois do "enésimo e infeliz" episódio de violência, não serão enviados juízes para todos os jogos programados no torneio (ANSA).

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