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A um ano das Olimpíadas, falta de locais para treinar prejudica atletas

Dos mais de 4 mil atletas do atletismo que virão competir na capital fluminense, metade não terá local para treinar.

O Rio perdeu atletas olímpicos pela falta de locais apropriados para treinar. Essa é a avaliação de entidades esportivas fluminenses, a um ano para as Olimpíadas Rio 2016

Eles criticam as autoridades por não terem investido em equipamentos para atletas no estado. Somente na capital, três locais de competição e treinamento foram demolidos, desde que a cidade foi anunciada sede do evento.
Construído para os Jogos Panamericanos de 2007 por R$ 14 milhões na época, o Velódromo Municipal, na Barra da Tijuca, foi demolido em 2012, por estar fora das normas internacionais. Um mês depois, o vizinho Autódromo, que também servia como local de treinamento de atletas olímpicos, foi derrubado para a criação do Parque Olímpico. O Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, anexos ao Maracaná, foram interditados em 2013 pelo governo estadual. O Célio de Barros acabou demolido e hoje serve de estacionamento para os dias de jogos no Maracanã. A previsão é que seja reconstruído depois dos Jogos Olímpicos.
Segundo a coordenadora técnica de atletismo do Vasco, Solange Chagas do Valle: “Estamos sem local para treinar e competir. A situação é caótica. Nossos atletas estão em desvantagem em relação aos atletas de outros estados e países. Sempre fomos um celeiro de atletas, sobretudo de velocidade. Os melhores já migraram, alguns até abandonaram o esporte”, lamentou ela. “Em qualquer Olimpíada, constroem-se pistas para atender delegações estrangeiras, aqui não temos nem para a nacional”.
O presidente da Federação de Atletismo do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Lancetta, informou que, dos mais de 4 mil atletas do atletismo que virão competir na capital fluminense, metade não terá local para treinar. “Algumas seleções estrangeiras vão se hospedar em outros estados. Em Minas Gerais, vão ficar pelo menos três seleções de atletismo. A seleção americana, que é a melhor do mundo, vai ficar em Miami e só virá ao Rio dois dias antes da competição, pois não encontraram aqui local que atendesse às suas necessidades”.
O Rio de Janeiro terá menos de 8% da estrutura esportiva de Londres. “A necessidade é que se tenha pelo menos seis pistas de atletismo na cidade sede dos jogos. Nas Olimpíadas passadas, havia pelo menos dez pistas no entorno de Londres. A seleção do Brasil tinha uma pista excepcional lá”, lembrou. “O treinamento é sempre interrompido. Nos foi cedido o Engenhão, por conta da interdição do Célio de Barros, de repente, tivemos de parar de treinar no Engenhão. Estamos cada vez mais sufocados com a possibilidade de soluções”, disse Lancetta, que lamentou ainda que todas as 21 Vilas Olímpicas Municipais estejam com as pistas em estado precário (ABr).

Patologistas reivindicam carreira pública para diagnósticos de qualidade

O diagnóstico é artesanal, depende da boa formação e do olho do patologista.

Os patologistas brasileiros comemoraram ontem (5) o dia nacional da categoria, alertando que a população não tem acesso a diagnósticos de qualidade com agilidade, devido, em grande parte, à falta de uma carreira pública para a especialidade. A diretora da Sociedade Brasileira de Patologia, Luciana Salomé, disse que esse é um dos grandes problemas que a patologia enfrenta no país. Segundo ela, o papel fundamental do patologista no tratamento de uma doença é o de fornecer o diagnóstico correto ao clínico ou ao cirurgião que vai tratar o paciente.
“E o que a gente vê, cada vez mais, é uma dificuldade de a população ter acesso a um bom diagnóstico”. Médicos de todas as outras especialidades fazem concursos para preencher vagas nos serviços públicos de saúde, mas no caso dos patologistas, eles são enquadrados pelo governo na categoria de patologistas clínicos, esclarece Luciana, ao afirmar que o diagnóstico é artesanal. “Depende da boa formação e do olho do patologista. Ele precisa de fato examinar aquele material. Não há uma máquina que substitua o trabalho”. O problema é que o credenciamento pelo serviço público hoje é feito da mesma maneira que os laboratórios de patologia clínica, ou seja, o único critério para o credenciamento é o menor preço, assegurou Luciana.
A especialista disse ainda que a tendência de extinção dos departamentos de Patologia nos hospitais públicos não só torna pior o aprendizado dos médicos residentes, mas também impede que o patologista discuta com o cirurgião ou o clínico o diagnóstico do paciente, pondo em risco, inclusive, as chances de tratamento e cura para casos de câncer, por exemplo. A reivindicação da SBP é que haja uma formação de qualidade dos médicos, que sejam feitos concursos públicos para patologistas e que esses departamentos sejam considerados essenciais dentro dos hospitais.

Mais belo idoso será eleito hoje

O mais belo idoso de São Paulo será conhecido hoje (6), na final do concurso de valorização da terceira idade realizado pela Secretaria de Estado da Saúde. A partir das 13h00, os 25 finalistas da décima segunda edição do evento disputarão o título na passarela instalada no salão de convivência do Instituto Paulista de Geriatria, também conhecido como Centro de Referência do Idoso da Zona Leste. A idade dos participantes varia de 62 a 94 anos.
Atualmente, todos residem na capital, mas suas cidades de origem abrangem os estados de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Apenas nove são paulistas, sendo quatro da capital e os demais de Taquaritinga, Presidente Prudente, São Caetano do Sul, Cabrália Paulista e Biritiba Mirim. Além de eleger o mais belo idoso da capital, o concurso premia os concorrentes em outras cinco categorias: Mister Beleza, Mister Elegância, Mister Simpatia, Mister Sorriso e Mister Timidez.
Na próxima sexta-feira (7), o baile de comemoração ao Dia dos Pais, realizado anualmente, também contará com a presença dos participantes do concurso. A festa se inicia às 14h30, com encerramento às 18h30, na Praça Aleixo Monteiro Mafra, 34, São Miguel Paulista. “Queremos proporcionar momentos de lazer e descontração por meio desses eventos que visam a valorização a autoestima e a beleza da terceira idade”, ressalta o diretor de convivência do Instituto, Nilton Guedes (SES).

Pesquisa mostra melhorias em aeroportos para as Olimpíadas

Ao todo, 48 índices de satisfação são medidos trimestralmente pela Secretaria de Aviação Civil.

Passageiros estão mais satisfeitos com sete dos oito aeroportos que vão servir aos Jogos Olímpicos Rio 2016, segundo pesquisa divulgada pela Secretaria de Aviação Civil. O levantamento mostra que o índice de aprovação geral dos terminais de Brasília, Confins, Congonhas, Galeão, Guarulhos, Manaus e Santos Dumont está acima de 4 (em uma escala de 1 a 5). A exceção foi Salvador, que obteve média 3,66.
Entre os serviços mais bem avaliados, quatro estão ligados à área de segurança: tempo de fila da inspeção, rigor da inspeção, cordialidade dos funcionários da segurança e sensação de proteção e segurança. Nesse último quesito, apenas Guarulhos obteve nota abaixo de 4, totalizando média 3,87. Quando consultados sobre o serviço de check-in, a satisfação dos passageiros nos oitos aeroportos avaliados também supera a nota 4. O tempo de fila nos guichês, o autoatendimento para check-in e a eficiência e cordialidade dos funcionários dessa área posicionaram o serviço entre os de melhor desempenho, segundo a pesquisa.
O levantamento destacou ainda que o terminal de Brasília obteve nota 4,62 no critério painéis de informação e 4,11 em qualidade da rede wi-fi. A capital tem também o melhor tempo de fila na inspeção de segurança e é o segundo aeroporto na categoria velocidade de restituição de bagagem. “Alcançamos um patamar não conhecido em serviço público brasileiro”, disse o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha. “Não temos dúvida nenhuma de que estamos caminhando bem. Gostaria que todas as áreas do governo pudessem ser avaliadas dessa mesma forma e ter esse mesmo desempenho”, completou (ABr).

Parque Olímpico está 82% concluído a um ano dos jogos

A um ano dos Jogos Olímpícos, 82% das obras do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, estão prontas, segundo a prefeitura do Rio e o Comitê Rio 2016. A previsão é que a conclusão ocorra até o segundo trimestre de 2016, já que os trabalhos estão dentro do prazo. Entre as instalações do complexo esportivo, apenas o Estádio Aquático Olímpico, que está 81% concluído, deve ser terminado em 2016, no primeiro trimestre. As arenas cariocas 1, 2 e 3 estão com 85%, 91% e 93% da construção pronta.
O Centro Olímpico de Tênis deve ser inaugurado ainda no terceiro trimestre de 2015, apesar de estar com 68% concluído. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, parte das obras pode estar com um percentual menor, porque as etapas restantes são menos trabalhosas e mais rápidas. O Velódromo Olímpico (61%) e a Arena do Futuro (74%) devem ficar prontos até o fim do ano (ABr).

 
 
 

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