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Vestígios humanos de 4 mil anos são achados no Rio de Janeiro

Os vestígios de ocupação humana foram encontrados no canteiro de obras da Linha 4 do metrô.

Vestígios de ocupação humana de 3 mil a 4 mil anos foram encontrados em escavações do metrô na região central da cidade do Rio de Janeiro

Os restos de um sambaqui (são resquícios de ocupações de povos coletores e caçadores) foram descobertos por arqueólogos, em meio a material escavado em 2013, no canteiro de obras da Linha 4, no bairro da Leopoldina. Pelo menos 50 artefatos de pedra pertencentes a grupos nômades de coletores e caçadores já foram catalogados pela equipe liderada pelo arqueólogo Claudio Prado de Mello.
Entre os itens encontrados no terreno do metrô estão pontas de lanças de caça, raspadores usados para cortar a carne do animal, machadinhas e batedores (que funcionavam como martelos primitivos). Segundo Mello, acredita-se que o sambaqui estivesse originalmente em um pequeno morro na própria Leopoldina, mas acabou sendo movido para o terreno do metrô depois que a colina foi arrasada para aterrar a região no final do século 19.
O arqueólogo diz que, antes de ser aterrada, a Leopoldina era uma região pantanosa, propícia para a ocupação temporária de povos que viviam da caça, pesca e coleta. “Regiões pantanosas, mangues, locais alagados são os locais principais escolhidos pelos povos primitivos não agricultores para ocupação temporária”, disse Mello. O material ainda será analisado com mais profundidade para tentar descobrir detalhes sobre o povo que fabricou esses artefatos.
As escavações no metrô já foram concluídas, mas todo o material foi recolhido e armazenado em um depósito. Aos poucos, esse material arqueológico vem sendo pesquisado e catalogado. No mesmo terreno da obra, onde já funcionaram uma estação de trem (Alfredo Maia) e o Matadouro Imperial, também foram encontrados materiais usados pela família imperial, como porcelanas, cachimbos e até uma escova de dente que teria pertencido ao imperador dom Pedro II (ABr).

Produção de lixo no país cresceu 29% em 11 anos

O volume de lixo produzido aumentou 2,9%, entre 2013 e 2014.

A geração de lixo no Brasil aumentou 29% de 2003 a 2014, o equivalente a cinco vezes a taxa de crescimento populacional no período, que foi 6%, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). A quantidade de resíduos com destinação adequada, no entanto, não acompanhou o crescimento da geração de lixo. No ano passado, só 58,4% do total foram direcionados a aterros sanitários.
Mais de 41% das 78,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos gerados no país, em 2014, tiveram como destino lixões e aterros controlados. Esse locais, segundo a entidade, são inadequados, e oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde. No ano anterior, esse percentual era 41,7%. A metodologia da pesquisa envolveu 400 municípios, equivalente a 91,7 milhões de pessoas. Por dia, o brasileiro gera, em média, 1,062 quilo de lixo.
Esse dados mostram que mais de 78 milhões de brasileiros, ou 38,5% da população, não têm acesso a serviços de tratamento e destinação adequada de resíduos sólidos. Além disso, mais de 20 milhões de pessoas não dispõem de coleta regular de lixo, pois cerca de 10% dos materiais gerado não são recolhidos. O volume de lixo produzido aumentou 2,9%, entre 2013 e 2014. A coleta de resíduos, por sua vez, melhorou 3,2%.
Esta é a primeira pesquisa que retrata a situação da gestão dos resíduos, depois da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em 2010. Em relação à reciclagem, a pesquisa revela uma evolução de 7,2 ponto percentual. Em 2010, apenas 57,6% dos municípios tinham alguma iniciativa de coleta seletiva, e no ano passado o percentual aumentou para 64,8% (ABr).

Inscrições para o Fies começam na
próxima semana

Inscricoes temporario

As inscrições para o processo seletivo da segunda edição de 2015 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) serão abertas na próxima segunda-feira (3), pela internet, indo até o dia 6. O resultado da pré-seleção será divulgado no dia 10 de agosto, em chamada única. Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição na internet e completar o processo junto à instituição de ensino e à instituição financeira.
Serão ofertadas 61,5 mil vagas com prioridade para os cursos das áreas de engenharia, saúde e a formação de professores e para as regiões Norte, Nordeste e Cento-Oeste, excluído o Distrito Federal. A partir desta edição passam a valer novas regras para o Fies anunciadas pelo Ministério da Educação. Os estudantes passam a ser selecionados de acordo com a nota obtida no Enem. Para os novos contratos passa a valer a taxa de juros de 6,5%.
O estudante poderá se inscrever em um único curso e turno de graduação dentre aqueles com vagas ofertadas no processo seletivo.
Pode se inscrever no processo seletivo do Fies os candidatos que não tenham concluído curso superior, tenham participado do Enem a partir da edição de 2010, obtido média a partir de 450 pontos no exame e não tenham tirado nota zero na redação.
Outro critério é que o candidato tenha renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários-mínimos. Quem concluiu o ensino médio antes de 2010 pode participar mesmo que não tenha feito prova do Enem. Nesse caso, o critério para a classificação seguirá uma fórmula que leva em conta itens com renda familiar e raça (ABr).

Cuba apela para o fim do embargo

cuban temporario

Cuba lembrou, no último domingo (26), o aniversário da revolução de Fidel Castro, há 62 anos, com apelos para o fim do embargo norte-americano ao país. A cerimônia, com a presença do presidente cubano Raúl Castro e cerca de 10 mil membros da elite do país, foi a primeira desde o restabelecimento das relações com os Estados Unidos.
Fidel Castro, de 88 anos, não participou da celebração. “Agora começa um longo e complexo caminho para a normalização das relações bilaterais, que inclui, entre outras coisas, o fim do bloqueio e a devolução da base naval de Guantanamo”, disse José Ramon Machado Ventura, o número 2 do Partido Comunista de Cuba (Ag. Lusa).

Chacina de Acari completa 25 anos
em meio a impunidade

O sequestro e o desaparecimento de 11 jovens, a maioria residente na Favela de Acari e proximidades, na zona norte do Rio de Janeiro, completaram 25 anos no último domingo (26). Foi em 26 de julho de 1990, que as vítimas foram retiradas de um sítio em Suruí, município de Magé, por homens que se identificaram como policiais. Os corpos nunca foram encontrados. O inquérito referente à Chacina de Acari, como o episódio ficou conhecido, foi encerrado por falta de provas em 2010, e ninguém foi indiciado. “É uma grande impunidade”, disse, o assessor de Direitos Humanos da ONG Anistia Internacional, Alexandre Ciconello.
A ONG acompanha as famílias das vítimas. Em 1992, pediu proteção para algumas mães que estavam sendo intimidadas e ameaçadas. No ano seguinte, Edméia da Silva Euzébio, uma das mães empenhadas na luta por justiça, foi assassinada quando buscava informações sobre o paradeiro do filho, Luiz Henrique da Silva Euzébio. Segundo a ONG, o processo sobre a morte de Edméia continua em primeira instância na Justiça.
“Até hoje, [a investigação sobre] o assassinato de Edméia, que foi em 1993, está em andamento na Justiça, depois de 22 anos. Para a Anistia Internacional, os 25 anos de Acari e de impunidade demonstram uma grande crise no nosso sistema de Justiça criminal, que não foi capaz de dar uma resposta para essas famílias, ao longo de tantos anos, na luta por justiça e por reparação pelo que aconteceu”, avaliou Ciconello. As famílias não têm até hoje a certidão de morte presumida nem a certidão de óbito (ABr).

 
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