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Microchip tem “mil e uma utilidades” na saúde e produção de energia

Sensores e transmissores permitem uso de microchip em painéis fotovoltaicos e no diagnóstico de doenças

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Instalado em painéis fotovoltaicos (que captam a luz do sol para produzir energia), microchip poderá medir ângulo de incidência dos raios solares e direcionar os painéis de modo a aumentar a captação de luz e a eficiência na geração de energia.  Foto: Marcos Santos / USP Imagens


Júlio Bernardes/Jornal da USP

Um microchip com cinco milímetros quadrados, do tamanho da cabeça de um fósforo, capaz de operar diversos sistemas uteis na indústria e na medicina, foi desenvolvido em pesquisa da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Dotado de um conjunto de sensores e transmissores, o microchip pode ser usado para direcionar painéis fotovoltaicos, aumentando a captação da luz do sol e a produção de energia, em dispositivos implantáveis para diagnóstico de problemas gastrointestinais e na detecção de doenças. O microchip é citado no relatório de 2018 do Europractice, referência mundial na área de microeletrônica.

“O microchip é composto por diversos blocos internos, cada um deles responsável pela operação de um determinado sistema”, diz o professor João Paulo Pereira do Carmo, do Grupo de Metamateriais, Microondas e Óptica (GMETA), do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC, que coordenou a pesquisa. “Um dos blocos é um sensor que mede o ângulo de incidência da luz solar, que possibilita acompanhar o movimento do sol e direcionar painéis fotovoltaicos, aumentando a eficiência na produção de energia.”

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Em cápsulas endoscópicas, que produzem imagens usadas no diagnóstico de doenças do estômago e do intestino, uso do microchip pode aumentar a velocidade na transmissão das imagens captadas dentro do corpo dos pacientes. Foto: Wikimedia Commons / Domínio público

Dispositivos médicos
Outro bloco do microchip possui um transceptor (emissor e receptor) de luz infravermelha para utilização em dispositivos médicos implantáveis. “O objetivo do transceptor é possibilitar a comunicação entre os dispositivos e equipamentos externos”, conta Pereira do Carmo. Um exemplo de aplicação são as cápsulas endoscópicas, dispositivos em forma de comprimido que fazem imagens do estômago e do intestino, transmitidas para um receptor.

“Nos últimos anos, há um interesse crescente pelas cápsulas, pois examinam todo o trato gastrointestinal de forma indolor e minimamente invasiva”, conta o professor. O transceptor, além de possuir um fotodetector, opera com taxas de transmissão de 10 megabit por segundo, não conseguidas pela transmissão de radiofrequência tradicional. “Desse modo, ele pode transmitir, no mesmo intervalo de tempo, mais imagens com a mesma resolução, ou uma quantidade menor, mas de maior resolução.”

O microchip é dotado ainda de um sistema gerador de código programável, usado para fazer transmissão de dados. “O sistema pode ser usado em aplicações diversas”, explica Pereira do Carmo, “principalmente no espalhamento de comunicações digitais, tornando a transmissão menos exposta a erros, e em plataformas de sensores químicos, projeto que atualmente está em fase final no GMETA”.

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Microchip desenvolvido na EESC, citado no relatório do Europractice de 2018, tem cinco milímetros quadrados, tamanho equivalente ao de uma cabeça de fósforo, e opera diversos sensores e transmissores. Foto: Divulgação / GMETA / SEL / EESC

Detectando vírus
Por fim, Pereira do Carmo aponta que o microchip possui internamente um amplificador operacional. “Esse amplificador, que apresenta baixo consumo de energia, foi idealizado para sistemas de aquisição de dados”, diz. “Futuramente, caso os testes de caracterização validem as especificações, a ideia é fabricar um novo microchip reutilizando vários amplificadores para integrar todos os blocos de uma plataforma laboratorial de detecção do vírus da hepatite C, baseada no projeto de mestrado do doutorando João Paulo Campos da Costa.”

A pesquisa com o microchip na tecnologia CMOS de 0.7 micrômetros (um), da On Semiconductor (antiga Alcatel-MIETEC), coordenada pelo professor João Paulo Pereira do Carmo, contou com a participação dos alunos de pós-graduação em engenharia elétrica da EESC, João Paulo de Campos da Costa, Rodrigo Henrique Gounella e Tiago Matheus Nordi. As pesquisas do grupo contam com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O microchip é mencionado no relatório de 2018 do Europractice, serviço de prototipagem de projetos científicos do Interuniversitair Micro-Elektronica Centrum (IMEC), um dos principais centros de pesquisa internacionais em microeletrônica. “Os estudos do GMETA já contam com reconhecimento internacional há alguns anos. Em 2017, outro microchip produzido pelo grupo foi contemplado pelo relatório do Europratice”, destaca o professor. “A ideia é prosseguir com as pesquisas na área de engenharia elétrica, atraindo alunos de iniciação cientifica, trabalhos de conclusão de curso e pós-graduação, e pesquisadores de pós-doutorado”.

User Experiência - Alta disponibilidade e Resiliência

User Experience (UX), experiência do usuário. Ahhh, a experiência do usuário... O termo que hoje guia cada passo das equipes de negócio, que guia definições de companhias inteiras.

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Hostinger

Ronaldo Sales (*)

A experiência deve ser cuidada não só no que diz respeito à usabilidade (aplicação amigável, bonita), mas também ao desempenho; pois dados (existem diversas estatísticas a respeito) mostram que 53% das pessoas abandonam um site mobile quando demora mais de três segundos para carregar.

Além disso, imaginem áreas internas das empresas sendo extremamente produtivas porque os sistemas têm ótimo desempenho e dificilmente ficam indisponíveis?

Dois cenários mais do que desejáveis para as empresas.
Escalabilidade e Resiliência são as palavras-chave nos cenários citados. Sendo escalabilidade a capacidade de suportar um aumento de volume de utilização, sem que o tempo de resposta aumente demais. E resiliência a capacidade de um sistema de suportar problemas, sem ficar indisponível e sem que os usuários sejam muito impactados.

Mas como criar sistemas com alta disponibilidade?
Atualmente com as metodologias Ágeis e cultura DevOps tudo que se refere à criação de novos produtos, melhorias e correções não podem esperar muito, pois pode haver perda do time-to-market. E novamente, vale a pergunta: Como criar e manter os sistemas com alta disponibilidade? Ainda mais em uma arquitetura distribuída de micro serviços?

Primeiro passo é implementar uma cultura de testes shift-left, ou seja, trazer o mais próximo do desenvolvimento os testes e validações que visam minimizar ou eliminar a chegada de bugs em ambiente produtivo. Estabelecido o shift-left, o que deve acontecer em ambiente produtivo são trabalhos proativos.

Isso posto, alguém pode estar se perguntando: Testes de Desempenho/Stress/Carga, são proativos? Sim, podem ser sim, já que estaremos analisando até onde o sistema aguenta, quais os pontos de quebra, etc. Agora imagine se o shift-left não estiver bem implementado e o teste em produção mostre que a aplicação não foi bem construída e que ela não escala? Todo o investimento em horas-extras (já que o teste deve ser feito a noite para não impactar o ambiente e os usuários), investimento na estratégia de rollback de dados e nas horas de planejamento, dentre outros custos, foi perdido. Já que este problema poderia ter sido detectado em momento de homologação.

O teste de Desempenho/Stress/Carga pode ser útil, por exemplo, para identificar e planejar qual é a capacidade de novas funcionalidades, que não possuem histórico para estimar; caso houvesse um histórico o planejamento poderia ser feito com uso de modelos preditivos (Machine Learning).

O teste pode identificar os problemas, mas não possivelmente todos, e além disso como já citado possui os custos de mobilizar um grande time para atuação fora do horário.

Então, é possível concluir que existem caminhos e cuidados para que a experiência do cliente seja percebida em primeiro plano, de forma simples e eficiente.

(*) É Bacharel em Ciências da Computação pela Unesp Rio Claro, na Yaman é Gerente da Divisão de SRE & Automation Services.

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