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Comércio, clima e trabalho são prioridades do Brasil na Cúpula do G20

O presidente Michel Temer desembarcará na Argentina com uma comitiva de ministros.

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Foto: Fotos: Juan Ignacio Roncoroni/EFE

A Cúpula do G20, que começa amanhã em Buenos Aires, mobiliza as autoridades
e o esquema de segurança da Argentina há meses.

O comércio internacional, as mudanças climáticas e o futuro do trabalho são as prioridades para o Brasil durante as negociações da Cúpula do G20, que vai reunir os líderes das 20 maiores economias do mundo, entre 30 de novembro e 1º de dezembro, em Buenos Aires.

O presidente Michel Temer desembarcará na Argentina com uma comitiva de ministros.

O diretor do Departamento de Assuntos Financeiros e Serviços do Ministério das Relações Exteriores, ministro Luiz Cesar Gasser, destacou a importância dos temas escolhidos pelo Brasil. “Comércio internacional é um tema que preocupa o governo brasileiro. É de extrema relevância", disse na semana passada.

Umas das preocupações é em relação à Organização Mundial do Comércio (OMC). Desde o ano passado, os Estados Unidos têm resistido a liberar a nomeação de novos juízes para o Órgão de Apelação da OMC, composto por sete membros. Atualmente, o tribunal tem apenas quatro juízes, o que acarreta atrasos na análise de disputas comerciais entre os países.

Há cerca de um mês o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, alertou para os riscos de paralisação do mecanismo de solução de controvérsias do organismo multilateral. O Brasil foi um dos 12 países convidados pelo Canadá para discutir o futuro da organização.

Segundo o Itamaraty, o G20 tem importância central para o Brasil por se tratar de um foro de governança global que reúne as principais economias do mundo, em formato flexível, que facilita o debate e a formação de consensos, o que se torna especialmente relevante no momento atual em que o multilateralismo é questionado.

Principais economias do mundo estarão em Buenos Aires para o G20
A Cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 principais economias do mundo), que ocorre nesta semana em Buenos Aires, mobiliza as autoridades e o esquema de segurança da Argentina há meses. Por pelo menos dois dias – 30 de novembro e 1º de dezembro –, os principais líderes mundiais estarão na capital argentina. No encontro, serão discutidos acordos comerciais e financeiros, além de negociações políticas paralelas.

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Foto: Fotos: Juan Ignacio Roncoroni/EFE

O logotipo reflete o uso de uma ampla paleta de cores, diversidade e construção de consenso para lidar com os principais desafios globais.

Além do Brasil, o G20 reúne os seguintes integrantes: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. Esses países representam 90% do PIB mundial, 80% do comércio internacional e dois terços da população mundial. Eles também são responsáveis pela emissão de 84% dos gases de efeito estufa.

Oficialmente, os principais objetivos do G20 são coordenar políticas entre seus membros para promover o crescimento sustentável e a estabilidade econômica; promover regulação financeira que reduza o risco de futuras crises financeiras e reformar a arquitetura financeira internacional. O Grupo dos 20 foi criado em 1999, em meio à crise econômica mundial do final dos anos 1990, como um foro para a cooperação internacional em temas econômicos e financeiros.

Inicialmente reunindo ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais de países com projeção na economia mundial, o encontro buscava diálogo e cooperação. Em 2008, o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush convidou os líderes dos países do grupo para reunião em Washington, inaugurando assim as Cúpulas do G20. A iniciativa foi um esforço para dar resposta a outra crise econômica mundial da época e indicou a necessidade de cooperação internacional mais ampla.

Desde então, o G20 consolidou-se como principal foro anual de encontro de presidentes e primeiros-ministros dos 19 países que o compõem, além da União Europeia. A Cúpula do G20 em Buenos Aires foi antecedida por vários trabalhos preparatórios subdivididos por temas. Foram mais de 80 reuniões de grupos de trabalho que se dividiram nas seguintes áreas: Medidas Anticorrupção, Educação, Emprego, Sustentabilidade Climática e Transições de Energia.

Desde ontem (28), aconbtecem reuniões dos representantes dos países para conversas conjuntas. Hoje (29) à noite, os ministros da área econômica participarão de um jantar de trabalho para finalizar as quase 30 reuniões da área, que incluiu encontros preparatórios ao longo do ano em Buenos Aires, Washington e Bali. O slogan da cúpula deste ano é 'Construindo um Consenso para um Desenvolvimento Equitativo e Sustentável'. O logotipo reflete, a partir de figuras circulares e o uso de uma ampla paleta de cores, diversidade e construção de consenso para lidar com os principais desafios globais (ABr).

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A Cúpula do G20, que começa amanhã em Buenos Aires, mobiliza as autoridades
e o esquema de segurança da Argentina há meses.

Cúpula do G20 reunirá Trump, Putin, Merkel, Macron e Xi Jinping

Os principais nomes da política internacional estarão em Buenos Aires para a reunião de Cúpula do G20 que começa amanhã (30) e termina no sábado (1º). Alguns, inclusive, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da China, Xi Jinping, que travam tensas negociações econômicas e têm embates contínuos. Eles travam uma guerra desde julho, após a imposição mútua de sobretaxas bilionárias. Iniciada por Donald Trump, a imposição de tarifas a produtos chineses atingiu em cheio as exportações comandadas por Xi Jinping.

Já no campo da diplomacia, a ONG Human Rights Watch pediu à Justiça Argentina para investigar o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, que já está em Buenos Aires, sobre possíveis crimes contra a humanidade no Iêmen, além do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

A cúpula do G20 também colocará lado a lado líderes que enfrentam questões migratórias. Desde outubro, milhares de migrantes centro-americanos seguem em caravanas a pé rumo aos Estados Unidos, que determinaram uma série de medidas para impedir a entrada deles no país, a partir da fronteira com o México. Além de Trump, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, também estará na Argentina.

Participam ainda da Cúpula, os presidentes do Brasil, Michel Temer; da Rússia, Vladimir Putin; da França, Emannuel Macron; da Turquia, Tayyip Erdogan; da Coreia do Sul, Moon Jae-in; e da África do Sul, Cyrill Ramphosa. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel; os primeiros-ministros da Itália, Giuseppe Conte; do Canadá, Justin Trudeau; do Reino Unido, Theresa May; do Japão, Sinzó Abe; e da Índia, Narendra Modi, também confirmaram presença.

Como convidados, foram incluídos os membros permanentes: os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk; do Chile, Sebastián Piñera; do Senegal, Macky Sall; de Ruanda em nome da União Africana, Andrew Holness; além dos primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez; de Cingapura, Lee Hsien Loong; da Jamaica, Andrew Holness; e dos Países Baixos, Mark Rutte.

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