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As taxas de juros continuaram a subir em outubro

A taxa dos juros do rotativo do cartão continua sendo a mais alta, atinfindo 406,1% ao ano.

De acordo com dados do Banco Central (BC), a taxa média de juros cobrada das pessoas físicas subiu 2,5%, de setembro para outubro, e chegou a 64,8% ao ano

Para as empresas, a alta foi 0,9 ponto percentual e a taxa chegou a 30,2% ao ano. A inadimplência das famílias, considerados os atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,1%, para 5,8%. A inadimplência das empresas subiu 0,2%, para 4,3%.
A taxa de juros do cheque especial subiu 14,45%, para 278,1% ao ano.
A taxa do crédito consignado subiu 0,5%, para 28,1% ao ano. No caso da taxa para a compra de veículos a alta foi 0,3%, para 25,9% ao ano. Já a taxa dos juros do rotativo do cartão de crédito caiu 8,2%, mas continua sendo a mais alta entre as modalidades pesquisadas pelo BC: 406,1% ao ano. Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.
No caso do empréstimo direcionado (destinados aos setores habitacional, rural e de infraestrutura) a taxa média de juros subiu 0,1% para pessoas físicas (9,9% ao ano) e 1,4% para as empresas (11,1% ao ano). A taxa de inadimplência do crédito direcionado subiu 0,2 ponto percentual para as pessoas físicas (2,1%) e 0,1 ponto percentual para empresas (0,8%).
O saldo total do crédito chegou a R$ 3,157 trilhões, com retração de 0,1% no mês e alta de 8,1%, em 12 meses. O saldo do crédito livre chegou a R$ 1,602 trilhão, com queda de 0,4%, de setembro para outubro, e crescimento de 4,3%, em 12 meses. O saldo do crédito direcionado ficou em R$ 1,554 trilhão, com alta de 0,2%, no mês, e de 12,4%, em 12 meses (ABr).

Inadimplência deve subir em momento
de retração da economia

Indaimplencia temporario

Os níveis de inadimplência dos empréstimos bancários estão baixos, mas, de acordo com o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Fernando Rocha, a expectativa é de crescimento, devido ao aumento do desemprego e a redução da renda, em momento de retração da economia. “É esperado algum crescimento da inadimplência de acordo com o ciclo econômico”, disse.
Ele lembrou, no entanto, que os bancos estão bem capitalizados e provisionados (com dinheiro reservado) para lidar com a situação.
De setembro para outubro, a inadimplência das famílias, considerados os atrasos superiores a 90 dias, subiu 0,1%, para 5,8%. A inadimplência das empresas subiu 0,2%, para 4,3%. A paralisação dos bancários também gerou impacto na concessão de empréstimos pelos bancos.
Para Rocha, as concessões de empréstimos foram influenciadas pelo aumento do desemprego, a redução na renda das famílias e também nas vendas, que refletem a retração da economia. A queda na taxa do rotativo do cartão foi pontual e os juros dessa modalidade continuam muito altos. Ele orienta os clientes bancários a evitarem usar o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Caso seja realmente necessário, o uso dessas modalidades deve ser por “curtíssimo prazo” (ABr).

BTG não é alvo de investigação

O presidente interino do banco BTG Pactual, Persio Arida, em carta a clientes, disse que a instituição não é alvo de nenhuma investigação ou acusação. Na carta, Arida afirma que escreve para compartilhar as medidas que o banco tomou, nos últimos dias, diante das notícias envolvendo o presidente-executivo, André Esteves, preso no dia 25, na Operação Lava Jato.
“Os resultados divulgados no 3º trimestre deste ano foram excelentes, as perspectivas que se abrem com a internacionalização do Banco – que hoje tem menos de 40% de sua receita vinda do Brasil – são muito promissoras e a expansão das nossas operações na América Latina e na Suíça, através do BSI [banco suíço controlado pelo BTG], está indo muito bem”, ressaltou Arida.
O presidente interino acrescentou que o banco é sólido e encontra-se em uma posição de robustez financeira. Arida acrescenta que o banco está colaborando com as autoridades brasileiras encarregadas da condução do inquérito e mantendo um contato proativo com os reguladores de todos os países em que o banco tem presença (ABr).

Índice que reajusta aluguéis sobe menos em novembro

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) atingiu variação de 1,52%, em novembro, alta menor que a registrada em outubro (1,89%) e superior à taxa verificada em igual mês do ano passado (0,98%). O IGP-M – usado para calcular o reajuste do aluguel – acumula desde janeiro alta de 10% e, em 12 meses, de 10,69%. Os dados são da Fundação Getulio Vargas.
Dois dos três componentes do índice apresentaram avanços: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou de 0,64% para 0,9%, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com alta de 0,4% ante 0,27%, em outubro. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) teve aumento de 1,93% sobre uma alta em outubro de 2,63%.
Influenciou a elevação do IGP-M a evolução de preços no setor atacadista de alimentos in natura que passaram de uma queda, em outubro, de 1,7% para uma alta de 12,29%.
No grupo das commodities (produtos primários negociados sob cotações do mercado internacional), ocorreram decréscimos como, por exemplo, a soja (em grão ) que passou uma alta de 7,11% para um recuo de 1,06%; o minério de ferro (de - 2,63% para 4,53% ) e o milho em grão (de 12,92% para 2,65%). No período, ganharam intensidade o aumento de preços da mandioca (de -1,49% para 13,52%), da cana-de-açúcar (de 1,35% para 3,51%) e dos bovinos (1,65% para 2,07%) (ABr).

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