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Cresce importância do mercado externo para empresas brasileiras

A valorização do dólar levou indústrias a buscarem mercados no exterior.

O coeficiente de exportação, que mostra a importância do mercado estrangeiro para as empresas brasileiras, aumentou 0,6% no terceiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior e alcan­çou 19,8%, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Na avaliação dos técnicos, a valorização do dólar ante o real estimulou as indústrias brasileiras a buscarem mercados no exterior.
O resultado é o terceiro consecutivo do indicador com aumento. Na indústria de transformação, o coeficiente de exportações subiu para 16,8% e está 0,8 ponto percentual maior do que o registrado no segundo trimestre. A alta do dólar inibiu as importações na avaliação da CNI. A participação dos importados no consumo nacional, medida pelo coeficiente de penetração das importações, ficou em 22,1% no terceiro trimestre, praticamente igual aos 21,9% registrados no trimestre anterior.
Na série de preços constantes do coeficiente, que desconta os efeitos da variação do dólar sobre o valor em real das importações, os dados mostram que a participação dos produtos estrangeiros no consumo nacional caiu de 23,1% no segundo trimestre para 22,8% no terceiro trimestre deste ano, informou a CNI. Reflete a queda das quantidades importadas, com alguma substituição de produtos estrangeiros por nacionais, e a retração da produção da indústria brasileira, que diminuiu o uso de insumos importados (ABr).

Produção industrial caiu 0,7% entre setembro e outubro

Na comparação com outubro de 2014, a queda chegou a 11,2%, na 20ª queda consecutiva.

A produção industrial brasileira recuou 0,7% na passagem de setembro para outubro deste ano. Essa foi a quinta queda consecutiva, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com outubro de 2014, a queda chegou a 11,2%, na 20ª queda consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2009 (-14,1%). A indústria acumula quedas de 7,8% no ano e 7,2% em 12 meses.
A queda de 0,7% de outubro na comparação com o mês anterior foi provocada por recuos nas quatro grandes categorias econômicas: bens de consumo duráveis (-5,6%), bens de capital, isto é, máquinas e equipamentos (-1,9%), bens intermediários – insumos industrializados usados no setor produtivo (-0,7%), e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (-0,6%) (ABr).

O desenvolvimento no Norte/Nordeste e no Sul/Sudeste

Rio - Os dados da Federação Nacional das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre o desenvolvimento municipal mostram um País dividido. As regiões Norte e Nordeste tinham, em 2013, quase 70% dos municípios com desenvolvimento regular ou baixo. No Sul, por sua vez, 96,8% das cidades têm desenvolvimento alto ou moderado, enquanto no Sudeste esse porcentual é de 91,5%. A avaliação inclui aspectos econômicos, educacionais e de saúde.
“Os indicadores são muito díspares. Norte e Nordeste ainda são muito carentes”, nota a pesquisadora Tatiana Sanchez, chefe da Divisão de Pesquisa e Estatística da Firjan. “Mesmo entre eles existe diferença no desenvolvimento. O Norte apresenta vantagens conjunturais, em emprego e renda, mas há carência nas áreas sociais. Já o Nordeste vai melhor no social, em detrimento de emprego e renda”.
Entre os 500 piores municípios dos 5.517 listados, 97,4% são do Norte e do Nordeste - 178 cidades, ou 35,6% do grupo, estão na Bahia. Por outro lado, 92,6% dos 500 municípios mais bem colocados no ranking são do Sul e do Sudeste. Quase metade (215 cidades, ou 43% do grupo) está no Estado de São Paulo (AE).

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