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Mercado acusa nova retração no financiamento de veículos

O total de recursos liberados apresentou queda de 20,9% nos últimos 12 meses.

Dados do boletim da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, referentes ao mês de fevereiro, refletem mais uma vez as consequências do atual cenário econômico nacional, que continua impactando o setor de crédito para financiamento de veículos

O total de recursos liberados apresenta queda de 20,9% nos últimos 12 meses, somando R$ 12,2 bilhões. Para a modalidade CDC, foram liberados R$ 5,8 bilhões, o que representa queda de 11,6% em um ano. A redução mais acentuada se refere aos recursos liberados para pessoa física, que encolheram 12,8% no mesmo período.
Com as vendas automotivas fortemente impactadas pela recessão da economia, o saldo das carteiras de veículos de fevereiro (R$ 179 bilhões) registra a mesma tendência, totalizando queda de 1,4% versus o mês anterior e 13,9% em 12 meses. O saldo da modalidade CDC contribuiu para puxar o indicador para baixo, apresentando diminuição de 13,4% na média entre as carteiras de pessoa física e jurídica. O leasing conta com queda expressiva de 26,9% no acumulado de 12 meses, com destaque para pessoa física, que registrou retração de 34,8% no mesmo período.
De acordo com a entidade, as projeções mais otimistas situam a possibilidade de retomada a partir de 2017, pois o quadro atual de recessão, com inflação persistentemente alta, indica a existência de desequilíbrios profundos na economia que demandam tempo para serem superados. A inadimplência mantém tendência de alta no segundo mês do ano. Na modalidade CDC, os contratos de pessoas físicas apresentam aumento de 0,5 pontos percentuais nos últimos 12 meses.

Micro e pequena indústria beira paralisia total

Divulgação

A 37ª rodada do Indicador de atividade da micro e pequena indústria, encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, aponta que o primeiro trimestre de 2016 continuou desafiador. Segundo dados referentes a março, além do elevado número de corte de vagas que já vem ocorrendo desde o ano passado, houve ainda o fechamento de 2,8 vagas, em média, em 20% das empresas. De acordo com o índice de expectativa, 75% apostam na alta do desemprego nos próximos seis meses, pior índice da serie histórica.
A dificuldade no acesso a crédito é também um fator preocupante. Em março, 35% dos empresários afirmaram que costumam buscar crédito para pessoa jurídica para obter capital de giro quando necessário, mas apenas 14% o conseguiram. No caso do cheque especial, 14% disseram recorrer a este meio quando precisam, porém, mesmo com os juros altos, 22% o utilizaram, aumentando seu endividamento.
O Índice de Investimentos também nunca foi tão baixo. Em março deste ano, apenas 8% do total de empresas fez algum investimento, seja ele em máquina e equipamentos ou espaço físico, ante 15% no mês anterior. Questionados sobre a pretensão para abril, 91% dos empresários responderam que não investirão, resultado superior ao levantamento anterior, quando 84% fizeram a mesma afirmação.
Em março, 96% dos empresários da categoria afirmaram que a crise econômica está afetando seus negócios e 75% declaram que o futuro de sua empresa está em risco. O presidente do Simpi, Joseph Couri, alerta para possível consequência deste momento de crise. “Está ocorrendo um agravamento geral, a pesquisa Simpi apresentou os piores resultados da serie histórica na maioria dos índices. Se medidas não forem tomadas, as empresas não sobreviverão e há um sério risco de chegarmos a um estado de paralisia na micro e pequena indústria”.

Prévia da inflação oficial sobe 0,51% em abril

Depois de sinais de desaceleração, a inflação - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) - voltou a acelerar ao fechar abril com alta de 0,51%, resultado 0,08 ponto percentual acima dos 0,43% de março. Apesar da alta de março para abril, o resultado acumulado nos quatros primeiros do ano ficou em 3,32%, abaixo de 1,29 ponto percentual dos 4,61% registrados em igual período do ano anterior. Os dados relativos ao IPCA-15, previa da inflação oficial do pais medida pelo IPCA, foram divulgados pelo IBGE.
O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA e se refere a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. Abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.
A pesquisa indica que a inflação acumulada nos últimos 12 meses (9,34%) ficou também abaixo dos 9,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2015, a taxa havia sido de1,07%. Segundo o levantamento do IBGE, alimentação e bebidas, com alta de 1,35%, e saúde e cuidados pessoais, com 1,32%, foram os grupos que apresentaram os maiores resultados em abril relativos ao IPCA-15 (ABr).

 
 

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