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Incertezas no cenário econômico justificam manutenção da Selic

Reunião na qual o comitê decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano.

A maioria dos membros do Copom do Banco Central (BC) considerou que persistem as incertezas associadas ao processo de recuperação dos resultados fiscais e ao comportamento e expectativa sobre a inflação

A informação consta da ata da última reunião. No último dia 2, por seis votos a dois, o comitê decidiu manter pela quinta vez seguida a taxa Selic em 14,25% ao ano. A ata destaca ainda que as incertezas em relação ao cenário externo também se mantêm, com destaque para a preocupação com o desempenho da economia chinesa e seus desdobramentos e com a evolução de preços no mercado de petróleo.
Os membros do comitê avaliaram também que o ainda elevado patamar da inflação é reflexo dos processos de ajustes de preços relativos ocorridos em 2015, bem como do processo de recomposição de receitas tributárias observado nos níveis federal e estadual, no início deste ano, e que “fazem com que a inflação mostre resistência”. Para os membros do comitê, esses processos têm impactos diretos sobre a inflação, mas a política monetária pode, deve e está contendo os “efeitos deles decorrentes”.
Para o Copom, é preciso continuar acompanhando o desenvolvimento nos ambientes doméstico e externo e seus impactos sobre o balanço de riscos para a inflação, o que, combinado com os ajustes já implementados na política monetária, pode fortalecer o cenário de convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017. “Ressalte-se a importância de se perseverar na promoção de reformas estruturais de forma a assegurar a consolidação fiscal em prazos mais longos”, registra a ata (ABr).

Caiu o faturamento das micro e pequenas empresas em janeiro

Paulo Skaf, presidente do Sebrae-SP, da Fiesp e do Ciesp.

Em mais um mês de desempenho sofrível, o faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo caiu 20,3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2015, segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP. Foi a 13ª queda consecutiva de receita das MPEs e o pior resultado quanto ao faturamento para um mês de janeiro desde que o levantamento começou a ser realizado, em 1998. A receita total das MPEs ficou em R$ 40,4 bilhões no primeiro mês deste ano.
Por setores, os resultados para o faturamento, no período, foram de queda generalizada: a indústria teve queda de 20,7%, o comércio registrou retração de 15,5% e os serviços amargaram um tombo de 25,5% na receita. No caso das MPEs da indústria, foi o menor nível de receita de toda a série histórica. A receita dos pequenos negócios foi mais uma vez fortemente impactada pela queda no consumo e no investimento, consequência da perda do poder de compra das famílias, aumento dos juros e baixa confiança das famílias e dos empresários.
O desempenho fraco da economia não poupou nenhuma região do Estado. No município de São Paulo, o faturamento das MPEs caiu 20,4% em janeiro de 2016 ante igual mês de 2015. No mesmo período, as quedas foram de 22,3% na Região Metropolitana de São Paulo, de 20,5% no Grande ABC e de 18,4% no interior.
“A situação atingiu tal estado de deterioração que, neste momento, a perspectiva de retomada de crescimento está cada vez mais distante. É preciso rapidamente mudar as circunstâncias que vem afetando seriamente o cenário macroeconômico. O Brasil não pode esperar. Além de perder quase R$ 11 bilhões de receita em janeiro, já não conseguem mais segurar o nível de emprego e de renda dos trabalhadores”, afirmou o presidente do Sebrae-SP, Paulo Skaf.

Inflação na China cresceu 2,3% em fevereiro
O Índice de Preços ao Consumidor da China (IPC), um dos principais indicadores da inflação, subiu para 2,3% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, anunciou o Gabinete Nacional de Estatísticas. É o maior aumento em quase dois anos. Uma inflação moderada pode beneficiar o consumo, estimulando os consumidores a comprar na expectativa que os preços subirão, enquanto uma queda encoraja os clientes e empresas a adiar as encomendas.

O preço dos alimentos disparou durante o período do Ano Novo Lunar, com os preços da carne de porco e dos vegetais subindo 25,4% e 30,6%, respectivamente. No mesmo período, o Índice de Preços ao Produtor caiu 4,9%, uma ligeira recuperação diante da queda de 5,3% registrada em janeiro. É o 48º mês consecutivo em que o principal indicador da inflação registra queda, refletindo o impacto do excesso de produção que afeta grande parte do setor secundário chinês.
A subida nos preços dos alimentos é justificada pelas sucessivas ondas de frio que atingiram grande parte da China em fevereiro, informa o analista do GNE, Yu Qiumei, em comunicado. Os preços no setor dos transportes e nos locais turísticos registraram aumento acentuado, resultado do aumento da procura durante o Ano Novo Chinês. Os preços do conserto de automóveis e dos cabeleireiros, por exemplo, subiram 6,9% e 5,7%, respectivamente, em relação a janeiro. O aumento da inflação é sinal positivo para a economia chinesa, que cresceu no ano passado ao ritmo mais lento dos últimos 25 anos (6,9%) (Ag. Lusa).

 
 

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