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Clima gera prejuízo de US$ 1 trilhão para grandes empresas

Mais de 200 das maiores empresas do mundo deverão perder 1 trilhão de dólares por causa das mudanças climáticas, grande parte disso apenas nos próximos cinco anos, informa um relatório divulgado em Berlim.

Clima temproario

Alteração no clima pode afetar empresas. Foto: Alliance/Dpa/DW

O estudo - realizado pela ONG CDP - sugere que muitas empresas ainda subestimam os perigos relacionados ao fenômeno, enquanto os cientistas alertam que o clima da terra se encaminha para limites catastróficos caso não haja reduções nas emissões de carbono na atmosfera.

"A maioria das empresas ainda tem muito a caminhar em termos de avaliar adequadamente os riscos relacionados ao clima", afirmou Nicolette Bartlett, diretora para Mudanças Climáticas da CDP e autora do relatório. Ao forçar as empresas a enfrentar os riscos às suas operações, os defensores de mais transparência esperam fazer avançar investimentos suficientes na indústria para reduzir as emissões, a tempo de cumprir as metas climáticas.

O CDP analisou dados de 215 das maiores indústrias do mundo, como Apple, Microsoft, Nestlé, Unilever, China Mobile, Infosys, UBS, Sony e BHP. Essas empresas já teriam tido prejuízos de 970 bilhões de dólares em custos adicionais devido a fatores como o aumento das temperaturas, clima caótico e o preço colocado sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa. Cerca de 50% desses custos são considerados prováveis ou praticamente certos (Deutsche Welle/ABr).

Brasil deseja criar novas oportunidades com a China

Brasil temproario

Chanceler Ernesto Araújo. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Agência Brasil

O chanceler Ernesto Araújo disse que o governo está elevando as relações com a China a um patamar ainda maior do que no passado. “Desejamos criar oportunidades novas para os exportadores brasileiros e novas oportunidades para investimentos”. Disse que não existe nenhuma “contradição” em manter relações simultâneas e de alto nível do Brasil com a China e com os Estados Unidos, outro país que, segundo ele, mantém tradicionalmente um excelente fluxo de comércio e de investimentos com o Brasil.

“Não há contradição. Em ambos os casos podemos ter relações muito profícuas, não há nenhuma animosidade, não há problema algum”, disse. Lembrando que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, Araújo disse que o governo incentiva o crescimento do diálogo bilateral de forma a abrir “novas avenidas tanto no comércio quanto nos investimentos”. O fluxo do comércio bilateral alcançou, em 2018, US$ 98,9 bilhões de dólares.

As exportações brasileiras alcançaram US$ 64,2 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 34,7 bilhões. Dados do Banco Central assinalam que, até 2018, a China tinha um estoque de investimentos US$ 69 bilhões no Brasil. Os investimentos abrangem 155 projetos, especialmente nos setores de energia (geração e transmissão, além de óleo e gás), infraestrutura (portuária e ferroviária), financeiro, de serviços e de inovação.

Entrada de dólares no país supera saída

Agência Brasil

O saldo de entrada e saída de dólares do país ficou positivo em maio. As entradas superaram as saídas em US$ 346 milhões, informou ontem (5), o Banco Central (BC).

Em maio, o fluxo financeiro - investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações - registrou saldo negativo de US$ 1,149 bilhão e o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) teve saldo positivo de US$ 1,495 bilhão.

De janeiro a maio, o saldo ficou positivo em US$ 3,164 bilhões. O fluxo financeiro registrou saldo negativo de US$ 6,893 bilhões e o comercial ficou positivo em US$ 10,057 bilhões.

Recuperação judicial da Odebrecht preocupa bancos

Agência Brasil

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse ontem (5), em Brasília, que eventual pedido de recuperação judicial do grupo Odebrecht preocupa instituições financeiras, embora elas tenham reservas suficientes para cobrir prejuízos. O grupo Odebrecht deve cerca de R$ 9 bilhões ao BB.

Questionado sobre o pedido de Guedes para "despedalar" os bancos públicos, Novaes disse que isso está sendo feito. "Estamos agora na operação [de venda de participações] do IRB [Instituto de Resseguros do Brasil] e da Neoenergia [empresa de energia integrada]", disse.

Também o presidente do BNDES, Joaquim Levy, disse que o banco continua engajado na tarefa de devolver recursos ao Tesouro Nacional e em investir em projetos de infraestrutura, como na área de gás e saneamento.

Afirmou que o banco devolverá "tudo o que puder" ao Tesouro. "Está cheio de coisa para a gente fazer. É ótimo que Congresso está acelerando a votação do [marco legal do] saneamento, [o que] vai trazer capital privado e melhorar a vida de milhões de brasileiros", finalizou.

 

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