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Cerca de R$ 43 bilhões foi a contribuição econômica dos polinizadores

O serviço ecossistêmico prestado pelos animais polinizadores à agricultura brasileira contribuiu com um valor econômico estimado de R$ 43 bilhões em 2018.

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A estimativa se refere ao valores que seriam gastos caso os polinizadores não contribuíssem para a produção de alimentos. Foto: Marcelo Casimiro Cavalcante/Rebipo

A estimativa se refere ao valores que seriam gastos pelos agricultores caso os polinizadores não contribuíssem para a produção de alimentos. O cálculo foi feito pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador, que lançou ontem (6) o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, junto com o Sumário para Tomadores de Decisão.

A coordenadora do estudo, Kayna Agostini, professora da Universidade Federal de São Carlos, explica que o trabalho foi feito por 12 pesquisadores de todo o país, com o levantamento de mais de 400 publicações, e o resultado foi submetido a 11 revisores externos. Segundo ela, o valor é estimado pelos serviços que os polinizadores prestam às culturas para a produção de alimentos.

“Por exemplo, a cultura do maracujá, para a produção de fruto, precisa que uma abelha, a mamangava, de grande porte, visite uma flor e leve o pólen para o estigma de outra flor, que é a parte feminina. Só assim começa a produção do fruto. Se não houver o transporte do pólen pela abelha, o fruto não é formado e é necessário que o produtor contrate pessoas para fazer a polinização manual, esfregando a mão em uma flor e levando o pólen para a outra”.

É o primeiro levantamento deste tipo no Brasil tornando o país o primeiro a cumprir a recomendação da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, da ONU. O relatório mundial sobre polinizadores e produção de alimentos foi lançado em 2016, sugerindo que os países elaborassem seus estudos locais sobre o tema (ABr).

Redução do ICMS sobre querosene pode reduzir preços

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O aumento da concorrência nas rotas pode favorecer a queda dos preços para o consumidor. Foto: João Paulo Santos

A FecomercioSP, por meio de seu Conselho de Turismo, comemorou a decisão do governo estadual de reduzir a alíquota ICMS de 25% para 12% sobre o querosene da aviação. Com a medida, o governo estima que sejam criados quase 500 novos voos semanais, além da geração de 59 mil empregos e R$ 1,4 bilhão em salários. Essa era uma demanda antiga da Federação, que espera que a economia se reverta em benefício ao consumidor com preços de passagens mais acessíveis.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o custo do combustível para as empresas aéreas era muito elevado (cerca de 40%). Dessa forma, a decisão, além de estimular a criação e ampliação de rotas regionais, farão com que os principais aeroportos paulistas – Guarulhos, Viracopos e Congonhas – possibilitem mais conectividades com cidades e países, dando oportunidade aos consumidores de chegar ao seu destino de forma mais rápida. Esse aumento de concorrência nas rotas é um fator que também pode favorecer a queda dos preços para o consumidor.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, afirma que “para além de um incentivo direto ao transporte aéreo e, por consequência, ao turismo de lazer e de negócios, ao atender a demanda para a redução da alíquota do ICMS, o governo sinaliza compreender o efeito multiplicador de mais viagens do e para o Estado – na geração de empregos, na realização de eventos, na troca de conhecimento e na consolidação do Estado como o grande incentivador das mudanças nacionais” (AI/FecomercioSP).

Produção de veículos caiu 10% em janeiro

Agência Brasil

A produção de veículos caiu 10% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo balança divulgado ontem (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram fabricados 196,8 mil unidades no último mês, contra 218,7 mil em janeiro do ano passado. No acumulado dos últimos 12
meses, no entanto, houve crescimento 2,9% na produção de veículos.

Saíram das montadoras 2,86 milhões de unidades de fevereiro de 2018 a janeiro deste ano. No período anterior, foram fabricados 2,78 milhões de veículos. As vendas caíram 14,8% na comparação entre as 199,8 mil unidades licenciadas em janeiro e as 234,5 mil vendidas em dezembro.
Em relação a janeiro do ano passado, quando foram vendidos 181,3 mil veículos, houve crescimento de 10,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas tiveram alta de 13,7%, com a comercialização de 2,58 milhões de unidades. Em relação a janeiro de 2018, o número de pessoas empregadas no setor cresceu 1,2%, com 130,5 mil vagas abertas.

Altas temperaturas impulsionam consumo de energia

São Paulo - O consumo de energia elétrica no País alcançou 67.705 MW médios em janeiro, segundo dados preliminares de medição, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O montante corresponde a um crescimento de 6,5% ante igual período de 2018, ou de 4.116 MW médios. O principal motivo que levou ao forte crescimento do consumo foi alta temperatura registrada neste início do ano, ante temperaturas mais amenas em janeiro do ano passado.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores que apresentaram as maiores altas na demanda foram: bebidas (+9%), transportes (+8,2%) e de serviços (+5,5%), quando a migração não é considerada na análise. Por outro lado, dois setores apresentaram retração no consumo, dentro do mesmo cenário sem migração: veículos (-2,9%) e têxtil (-1,8%) (AE).

 

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