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Comércio mantém volume de vendas de janeiro para fevereiro

O volume de vendas do comércio varejista manteve-se estável de janeiro para fevereiro, depois de crescer 0,4% de dezembro do ano passado para janeiro.

Comercio temproario

O dado é da pesquisa mensal, divulgada ontem (9) pelo IBGE. Foto: Joel Silva/Folhapress

O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas caíram 0,6% na média móvel trimestral. Nos outros tipos de comparação, no entanto, o volume apresentou crescimento: 3,9% na comparação com fevereiro do ano passado, 2,8% no acumulado do ano e 2,3% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de janeiro para fevereiro, metade dos setores teve alta e a outra metade, queda. Os segmentos com crescimento foram tecidos, vestuário e calçados (4,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%). As quedas vieram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), combustíveis e lubrificantes (-0,9%), móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% ante janeiro. Os veículos e motos, partes e peças tiveram queda de 0,9%, enquanto o material de construção caiu 0,3%. A receita nominal do varejo cresceu 0,3% na comparação com janeiro, 7,5% na comparação com fevereiro do ano passado, 6% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses. A receita nominal do varejo ampliado caiu 0,5% na comparação com janeiro, mas cresceu 10,4% na comparação com fevereiro de 2018, 8% no acumulado do ano e 7,3% no acumulado de 12 meses (ABr).

Tragédia em Brumadinho prejudica indústrias de Minas e Espírito Santo

Tragedia temproario

Esses foram os dois estados com maiores recuos na produção industrial no período. Foto: Arquivo/ABr

Agência Brasil

O rompimento da barragem de Brumadinho provocou queda de 9,7% na indústria do Espírito Santo e de 4,7% na de Minas Gerais na passagem de janeiro para fevereiro. Esses foram os dois estados com maiores recuos na produção industrial no período, segundo dados divulgados ontem (9), no Rio de Janeiro, pelo IBGE. Segundo Bernardo Almeida, analista da pesquisa, o resultado nos dois estados foi pressionado pela redução na produção de minério de ferro, após o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em 25 de janeiro.

Outros locais com queda na produção industrial de janeiro para fevereiro foram Goiás (-2,6%), Rio de Janeiro (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,4%) e Pará (-0,1%). Ao mesmo tempo, nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE tiveram alta na produção: Bahia (6,5%), Região Nordeste (6,2%), Pernambuco (5,9%), São Paulo (2,6%), Mato Grosso (1,7%), Amazonas (1,5%), Paraná (1,1%), Ceará (1,1%) e Santa Catarina (0,5%). Na média nacional, a indústria cresceu 0,7%.

Na comparação com fevereiro de 2018, a produção industrial avançou em dez dos 15 locais pesquisados, com destaque para Pará (12,7%) e Paraná (10,8%). Mato Grosso e Região Nordeste mantiveram-se estáveis. No acumulado do ano, houve perdas em sete dos quinze locais pesquisados, com destaque para o Espírito Santo (-6,2%).

Dois locais mantiveram-se estáveis (São Paulo e Minas Gerais) e seis tiveram alta. O maior avanço ocorreu no Paraná (10,3%). Já no acumulado de 12 meses, oito dos 15 locais tiveram alta. A maior delas foi registrada no Pará (9,1%). São Paulo mantém-se estável. Seis locais apresentaram queda. Goiás acumula a maior perda: -4%.

Atacarejos viram queridinhos na hora das compras

A alta demanda do consumidor final por custo x benefício e promoções tornou o atacarejo um modelo de negócios popular e que tem ganhado a preferência na hora das compras. Por se tratar de um conceito mais simples e flexível, possuem um custo de operação menor e preços em média 15% mais baixos que as redes varejistas.

No Brasil, 75% da população ganha menos de R$ 3 mil por mês, o que transforma o preço dos produtos em um fator relevante no orçamento familiar. Para Nuno Fouto, Diretor Vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), mesmo com a melhora da economia, o consumidor prefere economizar nas compras, e por oferecer preços mais em conta, os atacarejos devem crescer ainda mais nos próximos anos, inclusive com a chegada de novas bandeiras.

“O mix de produtos dos atacarejos é reduzido em comparação com os hipermercados. Mas, para se diferenciar no mercado, as redes podem investir em mais serviços e na variedade desse mix. É necessário apenas levar em consideração que o ponto forte do atacarejo é o preço baixo, e as marcas precisam adotar estratégias que não causem impacto no custo da operação e, consequentemente, no valor final do produto”, comenta Fouto, Diretor do Ibevar.

De acordo com dados da Euromonitor Internacional, a demanda do consumidor final por compras no atacarejo cresceu 11% no Brasil e gerou vendas de R$ 48,4 bilhões no último ano. As redes de supermercados, hipermercados e lojas de conveniência também tiveram um bom desempenho, mas apenas de 3,7%. Ainda segundo o levantamento, a tendência é que o setor de atacarejo cresça ainda mais até 2022 (AI/Ibevar).

Países debatem acordo de livre comércio

Agência Brasil

Autoridades de Japão, da China e Coreia do Sul têm se reunido para debater um acordo de livre comércio. As negociações de quatro dias começaram ontem (9) em Tóquio. No centro do agenda estão regras para proteger direitos de propriedade intelectual. Autoridades japonesas esperam obter concessões da China sobre a questão, que se tornou um ponto controverso nas negociações entre Pequim e Washington.

Os negociadores estão focados também nas regras de comércio eletrônico e comércio exterior, incluindo tarifas sobre produtos agropecuários. As negociações trilaterais estão entrando em sua 15ª rodada. Entretanto, pouco progresso foi feito desde o início, em 2013.

 

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