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Vendas no varejo caem 12,7% nos quatro primeiros meses do ano

Os saldos negativos se devem à atual situação econômica dos consumidores e do País.

O Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela uma queda média de 12,7% no movimento de vendas do comércio varejista da capital paulista no primeiro quadrimestre de 2016, sobre o mesmo período de 2015

Separadamente, o setor apresentou recuos de 8,8% nas vendas a prazo e de 16,6% nas comercializações à vista. Já no mês de abril, o varejo paulistano apresentou queda média de 8,4% em relação a abril do ano passado, sendo que os recuos foram de 1,3% nas transações a prazo e de 15,4% nas vendas à vista. Abril de 2016 contou com um dia útil a mais - sem isso, a queda teria sido mais forte.
Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), ressalta que os saldos negativos se devem à atual situação econômica dos consumidores e do País. E acrescenta outros fatores. “As vendas de bens não-duráveis, comercializados principalmente à vista, caíram mais do que as vendas a prazo por causa do calor insistente e atípico que tomou conta da cidade em abril, o que impediu que a moda outono-inverno tomasse as vitrines e araras das lojas e, assim, prejudicou significativamente os segmentos de calçados e vestuários”, comentou.
“Já a falta de confiança do consumidor, de modo geral, explica o declínio dos bens duráveis, já que as pessoas estão inseguras - ou simplesmente não têm dinheiro - para comprar itens de maior valor a prazo”, acrescentou. Ainda na avaliação do presidente da ACSP, as quedas menores nos bens duráveis podem ser explicadas pelo alongamento dos prazos de financiamento. O comércio varejista, sobretudo as grandes redes, tem optado por parcelar eletrônicos, móveis e eletrodomésticos em mais vezes para atrair o consumidor.

Inflação em São Paulo sobe 0,46%, diz Fipe

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido na cidade de São Paulo, encerrou abril com alta de 0,46% , taxa abaixo da registrada em março (0,97%). Desde janeiro deste ano, a taxa acumula alta de 3,74% e, nos últimos 12 meses, de 10,03%. A pesquisa foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe.
A redução no ritmo de aumento reflete a perda de força nos reajustes em quatro dos sete grupos pesquisados e a queda de 0,11% no grupo transporte ante uma alta de 0,37%, em março. O decréscimo mais significativo ocorreu no grupo alimentação (de 1,87% para 0,73%).
Em despesas pessoais, o IPC passou de 1,17% para 0,48%; em vestuário, de 1,47% para 0,94% e, em educação, de 0,15% para 0,09%. Já nos demais grupos houve avanços: em habitação (de -0,05% para 0,09% e, em saúde, de 0,71% para 2,32% (ABr).

 

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