ISSN: 2595-8410 Contato: (11) 3043-4171

Contas públicas têm superávit de R$ 10 bilhões em abril

Chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

Depois de dois meses seguidos de resultados negativos, o setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou superávit nas contas públicas, em abril, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados ontem (31)

O superávit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 10,182 bilhões. Este é o menor resultado primário positivo para o mês desde abril de 2004, quando ficou em R$ 9,567 bilhões.
Apesar do resultado positivo registrado em abril, em 12 meses encerrados em abril, o déficit primário ficou em R$ 139,285 bilhões, o que corresponde a 2,33% do PIB. Nos quatro meses do ano, o setor público apresentou superávit primário de R$ 4,411 bilhões. Em abril, o Governo Central (Previdência, BC e Tesouro) registrou superávit primário de R$ 8,714 bilhões. Os governos estaduais registraram superávit primário de R$ 1,753 bilhão, e os municipais, déficit de R$ 154 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 131 milhões, no mês passado.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, abril costuma ser um mês “favorável”, com maior recolhimento de tributos como o Imposto de Renda. Apesar disso, em abril de 2015, o superávit primário de todo o setor público foi maior: R$ 13,445 bilhões. Maciel destacou que a queda da atividade econômico tem levado à redução de receitas recolhidas pelo governo. A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 2,356 trilhões, em abril. A dívida bruta (passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,039 trilhões ou 67,5% do PIB, com aumento de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior (ABr).

Menos de 7% dos paulistanos têm intenção de contrair empréstimos

O Índice de Intenção de Financiamento atingiu 14,4 pontos em maio, leve elevação de 0,8% em relação ao mês anterior. Apesar do aumento, o resultado é o segundo menor da série histórica iniciada em junho de 2012. Na comparação com maio de 2015, quando o indicador registrou 20 pontos, o recuo foi de 28,2%, o que sinaliza que, assim como foram baixas as vendas no Dia das Mães, os gastos no Dia dos Namorados também serão menores. Apenas 6,9% dos entrevistados afirmaram ter intenção de contrair empréstimos nos próximos três meses, ante 6,6% em abril e 9,5% em maio de 2015.
Os dados são da Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela FecomercioSP. O Índice de Segurança de Crédito, que mede a capacidade do consumidor de pagar dívidas, apresentou queda (-4,9%) na comparação com abril e atingiu 80,1 pontos. Já no comparativo anual houve recuo de 0,8%. Entre os endividados, o índice caiu 5,1% no mês, enquanto, entre os não endividados, registrou diminuição de 4,1%.
De acordo com a FecomercioSP, existe uma retração da intenção de financiamento das famílias, que receiam não poder honrar compromissos no médio e longo prazos. Esse comportamento responsável é o que tem mantido o risco de crédito estável, apesar de elevado, mesmo em um momento de aumento do desemprego. Porém, a FecomercioSP alerta para o risco de inadimplência caso o desemprego suba ainda mais neste ano. Toda estratégia de controle de gastos e corte de despesas tem limites, e as famílias podem estar chegando perto dele.

Otimismo continua baixo nas indústrias de materiais de construção

O termômetro de maio da Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, indica que o otimismo das empresas do setor quanto as ações do governo aumentou para 22%. Na mesma pesquisa, realizada em abril, apenas 6% estavam otimistas. Em relação as vendas, 38,9% dos empresários das indústrias de materiais esperam resultados regulares no mês. O percentual é o mesmo para aqueles que aguardam resultados ruins. Os extremos indicam que 16,7% esperam bons resultados no período enquanto 5,5% indicam que maio será um mês muito ruim para as vendas.
Para junho a expectativa de vendas regulares aumenta, sendo a opção de 66,6% dos empresários. Este mês pode ser bom para 16,7% e muito bom para 5,6%, enquanto que para 11,1%, junho será um período ruim para as vendas.

Mais artigos...

  1. Economia 31/05/2016
  2. Economia 26 a 30/05/2016
  3. Economia 25/05/2016
  4. Economia 24/05/2016
  5. Economia 21 a 23/05/2016
  6. Economia 20/05/2016
  7. Economia 19/05/2016
  8. Economia 18/05/2016
  9. Economia 17/05/2016
  10. Economia 14 a 16/05/2016
  11. Economia 13/05/2016
  12. Economia 12/05/2016
  13. Economia 11/05/2016
  14. Economia 10/05/2016
  15. Economia 07 a 09/05/2016
  16. Economia 06/05/2016
  17. Economia 05/05/2016
  18. Economia 04/05/2016
  19. Economia 03/05/2016
  20. Economia 30/04 a 02/05/2016
  21. Economia 29/04/2016
  22. Economia 27/04/2016
  23. Economia 26/04/2016
  24. Economia 16/04/2016
  25. Economia 21 a 25/04/2016
  26. Economia 20/04/2016
  27. Economia 19/04/2016
  28. Economia 16 a 18/04/2016
  29. Economia 15/04/2016
  30. Economia 14/04/2016
  31. Economia 13/04/2016
  32. Economia 12/04/2016
  33. Economia 09 a 11/04/2016
  34. Economia 08/04/2016
  35. Economia 07/04/2016
  36. Economia 06/04/2016
  37. Economia 05/04/2016
  38. Economia 02 a 04/04/2016
  39. Economia 01/04/2016
  40. Economia 31/03/2016
  41. Economia 30/03/2016
  42. Economia 29/03/2016
  43. Economia 25 a 28/03/2016
  44. Economia 24/03/2016
  45. Economia 23/03/2016
  46. Economia 22/03/2016
  47. Economia 19 a 21/03/2016
  48. Economia 18/03/2016
  49. Economia 17/03/2016
  50. Economia 16/03/2016
  51. Economia 15/03/2016
  52. Economia 12 a 14/03/2016
  53. Economia 11/03/2016
  54. Economia 10/03/2016
  55. Economia 09/03/2016
  56. Economia 08/03/2016
  57. Economia 05 a 07/03/2016
  58. Economia 04/03/2016
  59. Economia 03/03/2016
  60. Economia 02/03/2016
  61. Economia 01/03/2016
  62. Economia 27 a 29/02/2016
  63. Economia 26/02/2016
  64. Economia 25/02/2016
  65. Economia 24/02/2016
  66. Economia 23/02/2016
  67. Economia 20 a 22/02/2016
  68. Economia 19/02/2016
  69. Economia 18/02/2016
  70. Economia 17/02/2016
  71. Economia 16/02/2016
  72. Economia 13 a 15/02/2016
  73. Economia 12/02/2016
  74. Economia 06 a 10/02/2016
  75. Economia 05/02/2016
  76. Economia 11/02/2016
  77. Economia 03/02/2016
  78. Economia 02/02/2016
  79. Economia 30/01 a 01/02/2016
  80. Economia 29/01/2016
  81. Economia 28/01/2016
  82. Economia 27/01/2016
  83. Economia 23 a 26/01/2016
  84. Economia 22/01/2016
  85. Economia 21/01/2016
  86. Economia 20/01/2016
  87. Economia 19/01/2016
  88. Economia 16 a 18/01/2016
  89. Economia 15/01/2016
  90. Economia 14/01/2016
  91. Economia 13/01/2016
  92. Economia 12/01/2016
  93. Economia 09 a 11/01/2016
  94. Economia 08/01/2016
  95. Economia 07/01/2016
  96. Economia 06/01/2016
  97. Economia 05/01/2016
  98. Economia 31/12/2015 a 04/01/2016
  99. Economia 30/12/2015
  100. Economia 29/12/2015

Rua Vergueiro, 2949, 12º andar – cjto 121/122
04101-300 – Vila Mariana – São Paulo - SP

Contato: (11) 3043-4171