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Processo de recuperação gradual da economia 'foi interrompido'

O processo de recuperação da economia sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante.

Processo temproario

Cenário econômico favorável depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia. Foto: Wilson Dias/ABr

Essa é a conclusão do Copom do Banco Central, que decidiu manter a Selic em 6,5% ao ano. Segundo ata da reunião, o arrefecimento da atividade observado no final de 2018 teve continuidade no início de 2019. “Em particular, os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o PIB tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre, na comparação com o trimestre anterior, após considerados os padrões sazonais”, diz o documento.

“O comitê julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta”, diz a ata. O Copom acrescentou que essa avaliação sobre o desempenho da economia demanda tempo e não deverá ser concluída a curto prazo.

Na ata, o Copom destaca ainda que a inflação acumulada em 12 meses deve atingir um pico no curto prazo para, em seguida, recuar e encerrar 2019 em torno da meta, que é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

O comitê ressalta, entretanto, que “a consolidação desse cenário favorável, com inflação nas metas no médio e longo prazos, depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira, que são fundamentais para a manutenção do ambiente com expectativas de inflação ancoradas” (ABr).

Volume de serviços recua 0,7% de fevereiro para março

Volume temproario

Houve queda nos serviços de informações e comunicações. Foto: Arquivo/ABr

Agencia Brasil

O volume de serviços no país caiu 0,7% em março deste ano, na comparação com fevereiro. Esta é a terceira queda consecutiva do setor no ano, que acumula uma queda de 1,7% nos três primeiros meses. Os dados foram divulgados ontem (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com março de 2018, a queda chegou a 2,3%. O setor acumula altas de 1,1% no primeiro trimestre (na comparação com o primeiro trimestre de 2018) e 0,6% no acumulado de 12 meses. Dos cinco segmentos de serviços pesquisados, três tiveram queda, com destaque para os serviços de informação e comunicação (-1,7%). Outros recuos foram observados nos profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e nos outros serviços (-0,2%).

Por outro lado, tiveram crescimento os serviços prestados às famílias (1,4%) e os transportes, auxiliares de transportes e correios (0,5%).
A receita nominal dos serviços teve queda de 0,6% na passagem de fevereiro para março e altas de 1,1% na comparação com março de 2018, de 4,3% no acumulado do ano e de 3,5% no acumulado de 12 meses.

Produção de ovos tem primeira queda em 22 anos

Agência Brasil

A produção nacional de ovos de galinha teve uma queda de 3% na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano. Segundo o IBGE, é a primeira vez na série histórica (iniciada em 1997) que ocorre uma queda neste tipo de comparação. Apesar da queda em relação ao último trimestre de 2018, a produção de 908,43 milhões de dúzias do primeiro trimestre deste ano é 5,6% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

A aquisição de leite (6,18 bilhões de litros) também caiu em relação ao último trimestre de 2018 (-7,8%) e cresceu na comparação com o primeiro trimestre daquele ano (2,8%). Já a aquisição de couro (8,37 milhões de peças inteiras) caiu 6,9% em relação ao último trimestre e 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2018. O abate de bovinos, que somou 7,77 milhões de cabeças no primeiro trimestre, caiu 4,6% em relação ao último trimestre, mas cresceu 0,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2018.

O abate de suínos, que totalizou 11,27 milhões de cabeças, teve altas nos dois tipos de comparação: 0,7% em relação ao último trimestre e 5,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. O abate de frangos (1,45 bilhão de animais) teve aumento de 2,3% em relação ao último trimestre de 2018, mas caiu 2% na comparação com o primeiro trimestre daquele ano.

China terá mais demanda por carnes

Em compromissos em Xangai, a ministra Tereza Cristina (Agricultura) tomou café da manhã ontem (14) com a CEO do banco Rabobank, Pan Chenjun, um dos principais bancos do mundo em serviços de financiamentos para o setor de alimentos e agronegócio. Com a peste suína africana atingindo os rebanhos de suínos na China, os executivos afirmam que há espaço para importação de proteínas animais de todos os tipos, o que significa uma oportunidade para os exportadores brasileiros.

Em 2018, o Brasil exportou cerca de 915 mil toneladas de carnes bovina, frango e suína (in natura) para os chineses. Desde que a China registrou os primeiros casos da doença, em agosto de 2018, estima-se que o país perdeu cerca de 35% do rebanho. Análises do banco apontam que até 200 milhões de porcos podem ser sacrificados ou mortos por causa da doença. Os executivos avaliam que os chineses precisarão de pelo menos cinco anos para retomar o rebanho no patamar anterior à doença.

Sobre a venda de soja em grãos, usada na ração para alimentar os porcos, os executivos do Rabobank acreditam que o consumo deve ficar estável, pois a soja poderá ser usada para alimentação de outros rebanhos em substituição aos suínos. A soja em grãos lidera a lista de produtos agropecuários exportados pelo Brasil para os chineses. No ano passado, foram 68,8 milhões de toneladas embarcadas, que somaram US$ 27,3 bilhões – o que representou 87% das exportações agrícolas para o país (AI/MAPA).

 

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