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Confiança do brasileiro atinge pior nível da década

Como o brasileiro enxerga o futuro da economia do país.

O Índice Nacional de Confiança (INC) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 100 pontos em junho, sinalizando deterioração na forma como o brasileiro enxerga a economia do país

Trata-se do pior resultado desde que a pesquisa foi iniciada, em abril de 2005, e de uma queda de cinco pontos ante o mês anterior. Em junho de 2014, para critérios de comparação, o INC atingiu 140 pontos. No INC, os valores acima de 100 pontos significam otimismo e, os abaixo, pessimismo.
“A queda na confiança do consumidor tem sido drástica desde o começo do ano. Ele nunca esteve tão perto do campo do pessimismo quanto agora. Por isso, é cada vez mais urgente que a economia receba uma pesada injeção de ânimo para reativar os setores que sofrem com os resultados negativos dos indicadores”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP.
Em junho, o INC do Sudeste foi de apenas 90 pontos - o pior já registrado. No mês anterior, esse número foi de 97. O Estado de São Paulo é o grande responsável por derrubar os valores da região: o INC do estado atingiu inéditos 80 pontos. O Sul, por sua vez, cravou 100 pontos em junho ante 107 em maio. Já o Norte/Centro-Oeste teve 109 pontos contra 111 no mês anterior. Por fim, no Nordeste, o INC foi de 111 contra 115, tendo sido novamente a região mais otimista – fenômeno relativamente recente.
“No Nordeste, o consumidor ainda mostra-se confiante, sobretudo, em função dos programas sociais. No Sul, Norte e Centro-Oeste, as quedas podem ser explicadas, em parte, pela depreciação das commodities”, analisa o presidente da ACSP. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos entre os dias 14 e 30 de junho (ACSP).

Taxas de juros continuam em alta e batem recorde

O empréstimo pessoal atingiu a maior marca desde dezembro de 2008.

Pesquisa de taxas de juros realizada pelo Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, aponta que, das sete instituições financeiras que fazem parte da amostra, cinco elevaram suas taxas no cheque especial e duas no empréstimo pessoal. As taxas médias do empréstimo pessoal e cheque especial vêm mantendo sua tendência de alta, sendo que o empréstimo pessoal atingiu, neste mês, a maior marca desde dezembro de 2008, quando a taxa média era de 6,25% ao mês.
O mesmo aconteceu com o cheque especial, que registrou a maior taxa média desde novembro de 1995, quando era de 11,71% ao mês.
A taxa média dos bancos pesquisados foi de 11,49% a.m., superior à do mês anterior que foi de 11,16% a.m., representando um acréscimo de 0,33 ponto percentual. A maior alta verificada foi no Itaú que alterou de 10,64% para 11,29% a.m. , o que significa uma variação positiva de 6,11% em relação à taxa de junho. As outras altas foram encontradas na Caixa que registrou variação positiva de 4,94% em relação ao mês anterior; o HSBC, variação de 4,34%; o Bradesco, variação de 4,26% e o Banco do Brasil, variação de 1,84%.
No empréstimo pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 6,23% a.m., superior à do mês anterior que foi de 6,15% a.m., representando um acréscimo de 0,08 ponto percentual. Nesta linha de crédito, as altas verificadas foram promovidas pela Caixa, que elevou de 4,27% para 4,60% a.m., o que significa uma variação positiva de 7,73% em relação a junho e, o Banco do Brasil que apresentou variação positiva de 4%.

Rússia abre o mercado de leite em pó

A Rússia concedeu autorização para 11 empresas brasileiras exportarem leite em pó para aquele país, de acordo com informações do Ministério da Agricultura. A liberação foi anunciada durante visita da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, a Moscou. O ministério informou que esta será a primeira vez que o Brasil venderá o produto aos russos.
O leite em pó fará parte de um protocolo de pré-listagem entre os dois países. Isso significa que as empresas brasileiras poderão ser autorizadas a exportar sem necessidade de fiscalização prévia, desde que atendam aos requisitos da legislação russa.
Com o acordo, o Brasil espera atingir, a médio prazo, 50% do mercado russo de lácteos. A exportação de tripas à Rússia também entrou na prelisting. Como contrapartida, o governo brasileiro concluiu as análises para liberar as importações de pescado e trigo russo. O ministério informou que a Rússia importa 630 mil toneladas de leite em pó por ano, equivalente a US$ 1,2 bilhão (ABr).

 
 

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