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Montadoras suspendem contratos de trabalho para evitar demissões

A manutenção dos empregos nas montadoras é a grande preocupação do momento.

Montadoras de automóveis da região do ABC Paulista adotaram medidas para reduzir custos com trabalhadores, sem promover demissões

Em seu último levantamento, a Anfavea estimou que 25 mil trabalhadores do setor estão com contratos de trabalho suspensos, no chamado sistema de lay off.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo, 2.357 trabalhadores da Volkswagen, Fábrica Anchieta, terão, a partir de segunda-feira (6), os contratos suspensos por cinco meses. A fábrica produzia 1,4 mil veículos por dia, número que caiu para 800 este ano; emprega 11 mil pessoas, sendo 8 mil apenas na produção. Acordo intermediado pelo sindicato impede a demissão desses funcionários até 2019.
Na Mercedes-Benz, a proposta aos trabalhadores foi reduzir, por um ano, em 20% a carga horária e em 10% os salários. A proposta garantiria a estabilidade de todos os trabalhadores no período e o retorno de parte dos 300 trabalhadores demitidos. Os empregados votaram a proposta e a rejeitaram por ampla maioria. As negociações estão interrompidas e não há previsão de reunião entre o sindicato e a empresa.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, a manutenção dos empregos nas montadoras é a grande preocupação nesse momento de incertezas no cenário econômico. Em nota, a Mercedes-Benz informou que apresentou uma proposta aos metalúrgicos para preservar os empregos e que, diante da rejeição, a montadora “terá de buscar outras alternativas frente a um excedente de 2 mil pessoas na fábrica” (ABr).

Exportação de insumos farmacêuticos ganha agilidade

O Brasil entra para a restrita lista de seis países confiáveis no setor de insumos farmacêuticos.

O Official Journal of the European Union publicou na quinta-feira (2) o reconhecimento da equivalência do controle brasileiro de insumos farmacêuticos ao padrão aplicado na Europa. Os Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA) são substâncias químicas ativas, fármacos, drogas ou matéria-prima que possuam propriedades farmacológicas com finalidade de produção medicamentosa. Com isso, o Brasil entra para a restrita lista de seis países confiáveis no setor e ganha agilidade na exportação dos produtos nacionais para os países europeus.
O diretor-presidente substituto da Anvisa, Ivo Bucaresky, explica que os insumos farmacêuticos só podem ser exportados para a Europa se os processos de registro forem equivalentes; do contrário, o certificado é emitido apenas caso a caso. “Com esta decisão, as empresas que produzem IFA passam a exportar diretamente, sem ter a necessidade de enfrentar a burocracia de adquirir um certificado antes de cada envio de mercadoria. Além da economia processual, a Anvisa passa a ser reconhecida no mundo inteiro como uma agência de primeira linha e confiável, o que de fato é”, destaca.
A inclusão do Brasil na lista de países com equivalência nos controles de insumos farmacêuticos significa que a regulação feita pela Anvisa, os procedimentos empregados pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e os controles e ações de verificação de cumprimento realizados no Brasil têm confiabilidade e níveis de proteção tão avançados quanto os adotados pela União Europeia.
Atualmente, fazem parte desta lista apenas Brasil, Austrália, Japão, Suíça, Estados Unidos e Israel. A decisão foi tomada após a realização de reuniões bilaterais e de duas auditorias feitas no Brasil pela União Europeia, em 2013 e 2014. Nacionalmente, a coordenação do processo de negociação e auditoria coube à Anvisa e a participação e o engajamento das Vigilâncias Sanitárias Estaduais e Municipais foram decisivos para o resultado positivo da auditoria (Ag.Saúde).

Crise leva Estaleiro Mauá a fechar as portas

O Estaleiro Eisa - Petro Um (antigo Mauá) fechou as portas temporariamente, em razão da crise financeira provocada pelas medidas de adequação da Petrobras à nova realidade financeira surgida a partir da Operação Lavo Jato. Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói informou que a direção do Eisa/Mauá divulgou circular na qual comunicou o “fechamento das portas da empresa até que ela se adapte as questões financeiras”.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Edson Rocha, repudiou a decisão da direção do Estaleiro Mauá e a péssima gestão financeira da empresa que cortou “os sonhos e o futuro de milhares de trabalhadores”. “Fechar o Estaleiro Mauá é cuspir na história dos trabalhadores e em todo o esforço do governo para recuperar os investimentos no setor naval”, disse, acrescentando que a corrupção na Petrobras não pode ser motivo para destruir a indústria brasileira. A Justiça deve punir as pessoas corruptas e não as empresas.

 
 

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